Câmbios Eleição de Trump foi comparada ao Brexit. Mas desta vez a libra sai a ganhar

Eleição de Trump foi comparada ao Brexit. Mas desta vez a libra sai a ganhar

Eleições nos Estados Unidos, possibilidade de adiamento do Brexit, proximidade do referendo em Itália e da escolha dos futuros líderes executivos na Alemanha e em França, No meio da incerteza geopolítica, a libra é a vencedora.
Eleição de Trump foi comparada ao Brexit. Mas desta vez a libra sai a ganhar
Paulo Zacarias Gomes 11 de Novembro de 2016 às 12:56

A aversão ao risco surgida com o resultado eleitoral nos Estados Unidos e a procura por activos mais previsíveis perante a incerteza no Velho Continente está a ter um vencedor inesperado. A libra sobe há três sessões consecutivas face à par norte-americana – ou seja, desde a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos – e está em máximos de mais de um mês em relação à nota verde.


Mas não só: numa altura em que se antecipa mais incerteza geopolítica com o possível resultado do referendo constitucional italiano, há uma semana que a moeda de Sua Majestade ganha valor em relação a 31 moedas internacionais.


A divisa aprecia 0,49% para 1,26 dólares, depois de ontem ter valorizado mais de 1% em relação à moeda norte-americana. Em relação à moeda única europeia, vai a caminho do maior ganho semanal em mais de sete anos, avançando pelo quarto dia, para 1,16 euros, próxima de máximos de dois meses.

Ainda assim, continua abaixo da fasquia dos 1,3 euros verificados na sessão anterior a conhecer-se que 52% dos eleitores tinham votado no referendo pela saída da União Europeia. Desde 23 de Junho, acumula uma queda de 11,17% face à contraparte do continente europeu.

"Há risco em praticamente todo o lado: temos o referendo italiano no início de Dezembro, eleições muito importantes na Alemanha e em França (…) Talvez com a aproximação das eleições norte-americana alguns investidores tenham mantido as suas posições longas no euro em relação à libra e agora estamos a ver o seu fecho", disse à Bloomberg Niels Christensen, do Nordea Bank.

A decisão do Tribunal Superior britânico, que deu ao Parlamento a palavra final sobre o Brexit – actualmente a ser contestada pelo Governo em recurso junto do Supremo Tribunal – numa decisão que ameaça adiar o processo de desvinculação da União Europeia, levou a libra na semana passada para o maior ganho face ao dólar desde 2009. 




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Desanimado Há 3 semanas

Começamos a ver os nomeáveis de Trump e reparamos num desfilar de imbecilidades (Sarah Palin???..e afins??) que só nos podem causar muita preocupação. Tendo em conta que tanto os republicanos como os democratas são o status quo, a eleição de Trump vai manter o establishment e acrescentar as loucuras do Trump tendo em conta que quem manda é o congresso que só vai aceder aprovar os delírios de Trump a troco da manutenção do status quo. Enfim vamos ter um mundo bem pior.

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