Bolsa Energia dita queda do PSI-20

Energia dita queda do PSI-20

A EDP cai mais de 2% e as restantes cotadas do sector energético seguem igualmente com sinal menos, penalizando o índice nacional. Entre as restantes praças europeias, não há uma tendência definida.
Energia dita queda do PSI-20
Bloomberg
Ana Laranjeiro 02 de outubro de 2017 às 13:08

A bolsa de Lisboa inverteu a tendência positiva do arranque da sessão e segue agora em queda, numa Europa sem rumo. O PSI-20 desvaloriza 0,26% para 5.395,54 pontos, com 13 empresas em queda, quatro em alta e uma inalterada.

Entre as restantes praças europeias não se verifica uma tendência definida. O espanhol IBEX 35 lidera as quedas, recuando 1,42% depois do referendo na Catalunha deste domingo. Aliás, os juros da dívida espanhola estão em alta e a maturidade a dez anos tocou em máximos de Julho. O Stoxx 600, índice de referência, sobe 0,22%.


Em Lisboa, destaque para as empresas do sector energético, que penalizam o índice. A EDP recua 2,26% para 3,113 euros – a cotação mais baixa desde 11 de Agosto. Este comportamento tem lugar depois de a ERSE ter proposto, na sexta-feira, que os consumidores paguem menos 165 milhões de euros por ano à eléctrica, nos próximos dez anos, no âmbito dos Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual.


Numa nota de research divulgada esta manhã, os analistas do CaixaBI referem que a ERSE irá divulgar a sua proposta final e documento completo no próximo dia 15 de Outubro, podendo haver, até lá, "uma volatilidade acrescida e uma reacção negativa nas acções da EDP face às notícias divulgadas". Também o Haitong adianta que as notícias são "negativas" para a EDP, e que o valor proposto pelo regulador fica abaixo das suas estimativas e das do mercado.


A EDP Renováveis desce 0,33% para 7,176 euros. A Galp Energia recua 0,67% para 14,895 euros, acompanhando a desvalorização dos preços do petróleo nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, desce 1,66% para 55,85 dólares por barril. Ainda na energia, a REN cede 0,18% para 2,749 euros.


A Corticeira Amorim perde 1,18% para 11,725 euros e no retalho a Jerónimo Martins desliza 0,36% para 16,63 euros, enquanto a Sonae desce 0,39% para 1,017 euros.


A travar uma queda mais profunda da bolsa nacional estão acções como as do BCP, que sobem 0,49% para 24,65 cêntimos, depois de ser conhecido o reforço da participação do Blackrock no banco liderado por Nuno Amado.

A Nos ganha 1,26% para 5,306 euros – um comportamento que tem lugar depois de na última sexta-feira ter sido comunicado ao mercado que a Nos e a Vodafone fecharam um acordo para desenvolvimento e partilha de infra-estruturas a nível nacional. Esta parceria vai permitir "aos dois operadores a disponibilização das suas ofertas comerciais, sob a rede partilhada, já a partir do início de 2018".


A Pharol sobe 2,41% para 38,3 cêntimos e a Altri ganha 2,55% para 4,582 euros enquanto as restantes cotadas do sector da pasta e do papel seguem em queda: a Semapa desliza 0,34% para 16,155 euros e a Navigator cede 0,34% para 4,11 euros.




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