Bolsa Energia e CTT ditam queda da bolsa

Energia e CTT ditam queda da bolsa

A bolsa nacional terminou a terceira sessão consecutiva em queda, contrariando a subida das congéneres europeias, numa sessão marcada por uma nova queda acentuada dos CTT e descida dos sector da energia. O BCP também se destacou, mas do lado dos ganhos.
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Sara Antunes 01 de fevereiro de 2017 às 16:42
O PSI-20 recuou 0,16% para 4.467,94 pontos, com nove cotadas em alta, oito em queda e uma inalterada. Esta é a terceira sessão de quedas consecutivas do índice nacional, que tocou hoje no valor mais baixo desde 6 de Dezembro. A bolsa nacional contrariou assim a tendência de ganhos na generalidados das congéneres europeias, que subiram à boleia de dados económicos mais animadores sobre a China (com a produção industrial a registar melhorias) e de resultados de empresas, como o caso da Siemens e Volvo. 

A determinar a queda da bolsa nacional estiveram as acções dos CTT, que recuaram 2,99% para 5,00 euros, tendo renovado o mínimo histórico ao tocar nos 4,936 euros. Os títulos da empresa liderada por Francisco Lacerda continuam a reflectir a revisão das estimativas de resultados de 2016, depois de na sexta-feira a empresa ter emitido um comunicado a cortar as previsões tendo em consideração que o desempenho do correio foi inferior ao previsto no último trimestre do ano. A este corte seguiram-se várias notas de análise, com algumas casas de investimento a reverem em baixa a avaliação da cotada. 

Em queda fechou também o sector da energia. A Galp perdeu 0,88% para 13,50 euros, numa altura em que os preços do petróleo estão a registar subidas acentuadas devido à queda de reservas de petróleo nos EUA. Na terça-feira, 31 de Janeiro, a empresa revelou os dados operacionais, tendo reportado um aumento de produção de petróleo de 54,5%. Os resultados finais da Galp serão conhecidos no dia 21 de Fevereiro. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, sobe 1,80% para 56,58 dólares.

A EDP recuou 0,67% para 2,67 euros e a EDP Renováveis caiu 0,24% para 5,929 euros.

 

Do lado oposto esteve o BCP, que disparou 4,54% para 0,1635 euros, naquela que foi a segunda sessão de ganhos acentuados depois de ter deixado de estar sob pressão dos direitos de subscrição do aumento de capital, que negociaram pela última vez na segunda-feira.

 

Ainda na banca, o BPI apreciou 0,09% para 1,133 euros e as unidades de participação do Montepio fecharam estáveis nos 0,411 euros.

 

Destaque ainda para a Pharol, cujas acções dispararam 8,98% para 0,279 euros, e chegaram a superar os 0,30 euros pela primeira vez desde Dezembro de 2015, no dia em que se soube que a Oi e a Samba acabam com ‘braço-de-ferro’ dois anos depois. Com a extinção do processo arbitral, a Oi, cujo maior accionistas é a Pharol, reduz os obstáculos para vender os activos que herdou da PT. Também ontem a Orascom decidiu alargar a validade da proposta anteriormente apresentada para a recuperação judicial da Oi, o que também ajudou as acções a apreciarem. 

A Jerónimo Martins também travou as quedas do índice ao subir 0,22% para 15,69 euros. Enquanto a Sonae SGPS contribuiu para a descida, ao perder 1,01% para 0,787 euros. 


(Notícia actualizada às 16:51 com mais informação)



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comentários mais recentes
NAVIGATOR- BULL 01.02.2017

Áltri e não só ,a minha Navigator soma e segue, bull , bull, amanhã é outro dia , 3.52 euros

O SESILUDIDO 01.02.2017

CTT , mais uma , com o destino marcado como a PT, amanhã vai ser outro dia para apostar na descida, vender ao melhor , outra das hipóteses, logo na abertura do mercado, a Sonae pertence ao grupo de Empresas de retalho, está condenada,

ALTRI = BULL 01.02.2017

E pronto, a minha altil lá vai criando o seu BULL!!! Hheheeheh

Anónimo 01.02.2017

Como diz abaixo vão santos os CTT é poço sem fundo, vendem ou melhor vamos juntar grande numero accionistas, para demitir essa administração, com um passivo mil milhões, sem plano restruturação eficaz, com um banco a dar prejuízos, vamos ficar como accionista banif, ou do BES, vamos esperar ser lesa

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