Bolsa Energia e retalho levam bolsa de Lisboa a ganhos

Energia e retalho levam bolsa de Lisboa a ganhos

As valorizações dos títulos do sector energético acompanham a recuperação de valor do barril de petróleo nos mercados, depois de a Arábia Saudita prometer novos cortes de produção.
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Paulo Zacarias Gomes 25 de julho de 2017 às 08:10
Após duas sessões negativas, a bolsa portuguesa regressa aos ganhos em linha com a Europa, sustentada nas valorizações do sector do retalho e dos títulos da energia, numa sessão de recuperação para os preços do petróleo e com os investidores à espera de conclusões da reunião da Fed que hoje se inicia.

O PSI-20 soma 0,23% para 5.275,57 pontos, com oito títulos em alta, cinco em queda e cinco inalterados. 

A Galp avança 0,45% para 13,375 euros, numa altura em que o valor do barril de petróleo Brent - referência para as importações nacionais - recupera também 0,45% em Londres, um dia depois de a Arábia Saudita ter prometido mais cortes nas exportações no mês que vem para ajudar a reduzir o excesso de produção mundial. Já ontem o preço do barril tinha recuperado mais de 1%.

Também do lado das valorizações está a EDP, que soma 0,47% para 2,984 euros, enquanto a Renováveis está do lado das perdas, a recuar 0,01% para 6,93 euros.

Jerónimo Martins e Sonae sustentam ainda as apreciações, a avançar respectivamente 0,67% para 17,385 euros e 0,21% para 0,964 euros.

Inalterado segue o BCP, a valer 0,2512 euros, depois de o Millennium Bank - detido a 50,1% pelo banco português - ter reportado uma queda de 27% nos lucros do primeiro semestre.

A travar maiores avanços da praça nacional estão os papéis dos CTT (cedem 0,06% para 5,451 euros) e do sector industrial, com Navigator e Corticeira Amorim a recuarem respectivamente 0,16% para 3,698 euros e 0,08% para 12,42 euros. Já a Mota Engil cai 0,61% para 2,461 euros.

Fora do índice, um dia depois de o BCE ter confirmado Pablo Forero como CEO do BPI e no dia em que apresentará contas trimestrais, o banco negociava no valor de fecho de segunda-feira, nos 1,053 euros. Já a Impresa, depois de ter recuado mais de 6% na sessão de ontem, cai agora 3,07% para 0,379 euros, depois de na sexta-feira ter desistido de uma emissão de obrigações. 

No contexto internacional, além da recuperação do preço das matérias-primas energéticas, o dia será marcado pelo arranque da reunião de dois dias da Reserva Federal norte-americana - onde se espera a manutenção das taxas de juro - e que coincide também com a continuação da época de apresentação de resultados das cotadas em Nova Iorque.

(Notícia actualizada às 8:50 com mais informação)



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