Bolsa Entusiasmo em torno da reforma fiscal catapulta Wall Street para máximos

Entusiasmo em torno da reforma fiscal catapulta Wall Street para máximos

O Dow Jones e o S&P 500 estabeleceram novos máximos históricos, impulsionados pela euforia em torno do corte de impostos previsto pela reforma fiscal de Trump. Em contrapartida, o Nasdaq negociou no vermelho, penalizado por tecnológicas como a Microsoft.
Entusiasmo em torno da reforma fiscal catapulta Wall Street para máximos
Reuters
Carla Pedro 04 de dezembro de 2017 às 21:11

O Dow Jones marcou hoje um novo máximo de sempre, ao fixar-se nos 24.534,04 pontos, tendo depois encerrado a somar 0,24% para 24.289,84 pontos.

 

Também o Standard & Poor’s 500 estabeleceu um novo recorde na negociação intradiária, nos 2,665.19 pontos, mas nos últimos minutos de negociação acabou por entrar em território negativo, mas com uma cedência pouco expressiva, fechando a resvalar 0,11% para 2.639,44 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite esteve em contraciclo, pressionado por tecnológicas como a Microsoft. Fechou a cair 1,05% para 6.775,37 pontos.

 

Depois de na sexta-feira [já madrugada de sábado em Portugal Continental] ter sido aprovada no Senado a proposta republicana para a reforma fiscal da Administração Trump, as bolsas do outro lado do Atlântico estiveram a reagir em alta, especialmente os índices onde a banca está presente, como o Dow Jones e o S&P 500, já que o previsto corte de IRC animou os ganhos do sector financeiro.

 

Entre os destaques na banca estiveram o Bank of America, JPMorgan Chase, Wells Fargo & Co. e Citigroup, todos eles a subirem mais de 2%.

 

Assim que o Senado e a Câmara dos Representantes – as duas casas do Congresso – afinem e conciliem as suas respectivas versões [a da Câmara dos Representantes foi aprovada a 16 de Novembro], a reforma fiscal daí resultante deverá cortar o IRC de 35% para 20% - se bem que no Senado queiram ver essa medida a avançar apenas em 2018, ao passo que na câmara baixa desejam vê-la concretizada ainda este ano, sendo esse um dos diferendos a precisar de ser limado.

 

"É provável que a reforma fiscal resulte num aumento de dividendos e de recompra de acções, o que tornará as avaliações das empresas mais razoáveis e deverá prolongar a escalada", comentou à Reuters o director de investimento do Solaris Group, Tim Ghriskey.

 

Em contrapartida, na sessão desta segunda-feira as tecnologias deram cartão vermelho ao Nasdaq, com a Microsoft a liderar o movimento de perdas. Isto porque os investidores desviaram as suas aplicações para a banca e outros sectores que vêem como maiores beneficiários de impostos mais baixos.

 

Os intervenientes de mercado preferiram, assim, não apostar tanto nas tecnologias, uma vez que os títulos têm estado relativamente caros – já que é o sector que lidera os ganhos em bolsa no acumulado do ano.

 

A Microsoft perdeu 3,77%, a Nvidia caiu 5,57% e a Paypal Holdings afundou 5,75%, colocando então o Nasdaq em território negativo. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub