Bolsa "Especulativo": diz quem paga 14 cêntimos pela Cipan sobre quem dá 45

"Especulativo": diz quem paga 14 cêntimos pela Cipan sobre quem dá 45

"Parece-nos que a oferta de 45 cêntimos é especulativa, já que é uma cotação propiciada pelas compras realizadas nas últimas semanas por um único investidor privado", comenta a empresa espanhola.
"Especulativo": diz quem paga 14 cêntimos pela Cipan sobre quem dá 45
Paulo Duarte
Diogo Cavaleiro 11 de Outubro de 2016 às 08:00
A espanhola Suan Farma, empresa que controla 85,37% da Cipan e que oferece 14 cêntimos por acção para ficar com o restante capital, critica o preço oferecido pela americana Chartwell Pharmaceuticals na outra oferta que está a ser feita sobre a empresa de Castanheira do Ribatejo, a 45 cêntimos por acção.

"Parece-nos que a oferta de 45 cêntimos é especulativa, já que é uma cotação propiciada pelas compras realizadas nas últimas semanas por um único investidor privado que adquiriu desta forma 2% da empresa, segundo o mesmo reconhece na própria OPA", comenta a empresa espanhola em resposta enviada ao Negócios por e-mail.

A Atral-Cipan tinha à venda a sua posição maioritária na Atral, produtora de medicamentos, e na Cipan, empresa centrada na produção de matérias-primas para a indústria farmacêutica. A primeira foi vendida à peruana Medifarma, conforme noticiou o Público. A segunda esteve a ser negociada com a Chartwell, mas acabou por ser vendida à Suan Farma.

Esta última comprou os 85,37% da Cipan por 2,9 milhões de euros. "Incrementar a nossa estrutura industrial no mundo farmacêutico e produzir os nossos próprios ing#redientes activos, tanto no campo da fermentação como da síntese química" foi o motivo avançado pela empresa espanhola para a aquisição.

Depois desta transacção, a companhia espanhola foi obrigada a lançar uma OPA sobre o restante capital da Cipan que não detém, disperso em bolsa, pagando 14 cêntimos por título. Este era o preço que tinha oferecido na compra aos antigos donos da empresa.
Contudo, a contrapartida pode mudar. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) quer que seja um auditor a definir o preço. "Parece-nos razoável", indica a empresa espanhola ao Negócios, acrescentando a ideia de, assim, poder fixar-se "um preço justo tanto para os accionistas como para a Suan Farma".

A empresa espanhola tem uma OPA obrigatória sobre 14,63% do capital. Em paralelo, há a referida OPA voluntária lançada pelo grupo americano Chartwell, que paga 45 cêntimos para ficar com 10% dos quase 15% que não estão nas mãos da Suan Farma. Neste momento, o grupo americano tem já 2% da Cipan, querendo ter uma palavra a dizer no futuro da empresa.



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