Obrigações Estado fez mais um reembolso ao FMI

Estado fez mais um reembolso ao FMI

Após os 1.000 milhões pagos antecipadamente ao Fundo em Junho, este mês o Tesouro reembolsou mais 1.750 milhões de euros.
Estado fez mais um reembolso ao FMI
Bruno Simão
Rui Barroso 24 de julho de 2017 às 15:47

O Estado voltou a reembolsar o FMI em Julho. Foram reembolsados 1.447 milhões em direitos de saque especiais, a "moeda" do Fundo (o equivalente a cerca de 1.750 milhões de euros ao câmbio actual), segundo informação avançada pelo IGCP esta segunda-feira, 24 de Julho, no Boletim Mensal. Este pagamento ocorreu depois de em Junho o Tesouro ter reembolsado 1.000 milhões de euros (o equivalente a 810 milhões de direitos de saque especiais).

"O IGCP concretizou em Junho e Julho dois reembolsos antecipados do empréstimo FMI no montante de SDR 810 milhões e SDR 1.447 milhões, respectivamente, elevando a percentagem paga para 60% do empréstimo total inicial do FMI", refere a agência liderada por Cristina Casalinho. E realça que "estes reembolsos correspondem a amortizações de capital que originalmente eram devidas entre Junho de 2019 e Março de 2020".

Estes reembolsos surgem após a autorização concedida, a 21 de Junho, pelos parceiros europeus a Portugal de continuar com a política de reembolsos antecipados ao FMI. Isto depois de nos últimos anos o Estado ter pago antes do prazo cerca de metade do empréstimo.

As amortizações não deverão ficar por estes valores, já que numa nota do IGCP a investidores, divulgada no final de Junho, tinha sido sinalizado que até Agosto seriam reembolsados 3.600 milhões de euros. Desse montante foram já pagos 2.750 milhões. Para o próximo ano estão previstos reembolsos de 4.000 milhões de euros.

Apesar dos reembolsos que o Estado está a fazer, isso não deverá resultar num aumento do recurso aos mercados de financiamento. O IGCP explicou que "estes reembolsos serão financiados por um novo empréstimo a 15 anos do Banco Santander [que resultou do acordo para encerrar a disputa judicial sobre os ‘swaps’ das empresas públicas] e a emissão adicional de instrumentos de retalho, portanto não está previsto impacto no financiamento através de dívida transaccionável de médio e longo prazo".




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comentários mais recentes
Anónimo 27.07.2017

Ora bem. Estamos a pagar dívida com nova dívida só que desta vez a um banco. E ainda acresce os juros. Mas que bem. Que boa m*rda não é?

Anónimo 24.07.2017

Resumindo e concluindo, o sector bancário e o sector público de muitas economias está cheio de funcionários que não são lá precisos para o que quer que seja e aquelas têm uma multidão de pensionistas que não descontaram ou produziram para as generosas pensões que recebem. Ponto final.

Temos que arranjar isto 24.07.2017

A porcaria que a direita fez

bruno.m.marques 24.07.2017

Não baixou a dívida mas baixaram os seus juros, o que e´ sempre positivo. Muitos milhões poupados em juros.

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