Obrigações Estado pede até 1.250 milhões emprestados na quarta-feira

Estado pede até 1.250 milhões emprestados na quarta-feira

O Tesouro português vai colocar no mercado obrigações do Tesouro que terá de reembolsar em Abril de 2027. É o regresso ao mercado de longo prazo, depois de ter baixado os custos de financiamento no leilão de Outubro.
Estado pede até 1.250 milhões emprestados na quarta-feira
Pedro Elias
Diogo Cavaleiro 03 de novembro de 2017 às 13:22

O Estado português vai pedir entre 1.000 e 1.250 milhões de euros emprestados a investidores na próxima quarta-feira. As obrigações do Tesouro que serão leiloadas têm reembolso previsto para daqui a nove anos e meio.

 

"O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 8 de Novembro pelas 10:30 horas um leilão da OT com maturidade em 14 de Abril de 2027, com um montante indicativo entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros", anuncia uma nota divulgada pela autoridade que gere a dívida pública portuguesa.

 

No programa de financiamento para o quarto trimestre, o Tesouro liderado por Cristina Casalinho (na foto) previa leilões de obrigações do Tesouro, precisamente com aquele intervalo de montante a arrecadar.

 

Na última emissão de obrigações do Tesouro, o IGCP colocou 500 milhões de euros em títulos a cinco anos (com uma "yield" média de 0,916%), e 750 milhões adicionais em títulos com maturidade igualmente em Abril de 2027 ("yield" média de 2,327%). Neste último prazo, foi o custo de financiamento mais baixo desde Fevereiro de 2015.

 

A emissão ocorre uma semana antes da segunda e última emissão de bilhetes do Tesouro – de entre 1.250 e 1.500 milhões de euros – prevista para este ano. 




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comentários mais recentes
Anónimo 03.11.2017

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

General Ciresp 03.11.2017

Como pode um pai dizer ao filho que deixe de fumar se ele tambem fuma.Fiquei para morrer quando ouco9leio) uma REN dizer que vai pedir dinheiro,"e q dinheiro" para pagar vencimentos que estao ai a chegar.Os portugueses vivem mesmo num pais de ninguem.Quando se e rico,sem o ser.

Diálogo entre oportunistas... 03.11.2017

BE: Costa os nossos FP e reformados de luxo, boys e tachos têm que ser bem mantidos?
Costa: Não te preocupes, Catarina! Vou fazer mais dívida, e dizer que é para o povo, para os incêndios, para o SNS, depois faço cativações! Quando for para pagar em 2017, já cá não estamos, os Tugas são gado ....

Anónimo 03.11.2017

Mas não param? O Estado não consegue receber para não ter de estar sempre a pedir emprestado? É que é a um ritmo impressionante....

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