Obrigações Estado prevê financiar-se no curto prazo em 1.750 milhões

Estado prevê financiar-se no curto prazo em 1.750 milhões

O Tesouro português vai colocar no mercado Bilhetes do Tesouro com vencimento a seis meses e um ano.
Estado prevê financiar-se no curto prazo em 1.750 milhões
Pedro Elias
Negócios 12 de janeiro de 2018 às 16:31

O Estado português vai pedir entre 1.500 e 1.750 milhões de euros emprestados a investidores na próxima quarta-feira. Os Bilhetes do Tesouro que serão leiloados têm reembolso previsto para daqui a seis meses e um ano.

 

"O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 17 de Janeiro pelas 10:30 horas dois leilões das linhas de BT com maturidades em 20 de Julho de 2018 e 18 de Janeiro de 2019, com um montante indicativo global entre EUR 1500 milhões e EUR 1750 milhões", anuncia uma nota divulgada pela autoridade que gere a dívida pública portuguesa.

A operação da próxima quarta-feira já estava prevista no programa de financiamento para o ano de 2018 e já havia informação sobre os leilões de curto prazo no primeiro trimestre, tendo agora sido comunicadas quais as maturidades a leilão no dia 17.

Nas operações mais recentes realizadas nestas maturidades o Tesouro português colocou um total de 1.500 milhões de euros com taxas negativas. Foi a 15 de Novembro passado.

 

Os bilhetes do Tesouro com maturidade em 18 de Maio de 2018 (seis meses) foram colocados com uma taxa média de -0,4%, o que comparou com os 0,363% da última emissão. Já os bilhetes do Tesouro (BT) com maturidade em 16 de Novembro de 2018 (12 meses) foram emitidos com uma taxa de -0,349%, o que comparou com os -0,345% da emissão de Setembro.

 

Portugal estreou-se no mercado, em 2018,  com uma operação "notável". Numa emissão sindicada com uma forte procura, o IGCP conseguiu emitir 4.000 milhões de euros, com um dos custos de financiamento mais baixos de sempre. Com esta operação, o Tesouro conseguiu garantir 20% do valor que prevê emitir em obrigações, este ano.

 

O IGCP colocou esta quarta-feira 4.000 milhões de euros numa emissão de dívida sindicada a 10 anos (maturidade em Outubro de 2028), sendo que o preço final da operação ficou ligeiramente acima de 2,1%, beneficiando de uma forte procura por parte dos investidores.