Taxas de juro Prémio extra dos certificados de aforro terminou (Cor.)

Prémio extra dos certificados de aforro terminou (Cor.)

O prémio provisório nos certificados de aforro da Serie B e C terminou este ano, mas os produtos que capitalizem até 31 de Março ainda recebem o juro extra.
Prémio extra dos certificados de aforro terminou (Cor.)
Bruno Simão/Negócios
Rui Barroso 30 de dezembro de 2016 às 13:36

O prémio dos certificados de aforro da Serie B e da Serie C, criado em 2012, termina a 31 de Dezembro. Ainda assim, os produtos que tenham a data de capitalização até 31 de Março ainda irão beneficiar desse bónus, conforme determinam as regras.

 

Foi em Agosto de 2012 que esses prémios provisórios foram introduzidos para estancar o desinvestimento nestes produtos de poupança, provocada pelo abaixamento das condições de remuneração nos anos e a descida da Euribor, que serve de indexante. Na altura, foi definido que essa remuneração extra duraria até Dezembro de 2016.

 

Segundo apurou o Negócios, o Tesouro optou pelo cancelamento do prémio, como previsto, pelo facto de o leque actual de produtos (Certificados de Aforro série D e Certificados do Tesouro Poupança Mais) constituir uma alternativa com uma remuneração competitiva, pelo que não justificava manter o prémio num produto cuja subscrição já está fechada.

 

Segundo uma informação divulgada esta sexta-feira, 30 de Dezembro no site do IGCP, "as condições de remuneração, concretamente no que se refere ao prémio de 1% para a Série B e de 2,75% para a Série C, manter-se-ão para as capitalizações que ocorrerem até 31 de Março de 2017".

 

Uma vez que os certificados de aforro vencem juros trimestralmente, os produtos de serie B ou de serie C que tenham sido subscritos no último trimestre de um determinado ano ainda terão direito ao prémio provisório na próxima capitalização que ocorre no dia do mês igual ao da data-valor da subscrição. Por exemplo, se tiver como data-valor o dia 31 de Dezembro, receberá o último pagamento de juros com direito ao prémio de 1% na Série B e de 2,75% na Série C no dia 31 de Março.

Taxas reduzidas a 0,75% na Série C e a 2% na Série B

 

Com o fim do prémio provisório a taxa de juro para certificados da Série C baixa até 0,75% e as dos certificados de aforro da Série B até 2%. No entanto, a dimensão da desicda depende das datas em que esse produtos foram subscritos já que têm prémios de permanência.
 

Já a taxa dos certificados de aforro da Série D, os que estão actualmente disponíveis para subscrição, irão pagar uma taxa de juro bruta de 0,685% para as subscrições que sejam feitas a partir de Janeiro, ligeiramente abaixo dos 0,687% para as subscrições feitas este mês de Dezembro. A este valor acresce um prémio de permanência de 0,5% do início do segundo ao final do quinto ano da aplicação e de 1% do início do sexto ano ao final do décimo ano.

 

Já a remuneração dos Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) ficou inalterada. Continua com uma taxa de juro bruta crescente que vai de 1,25% no primeiro ano até 3,25% no quinto e último ano do produto. Este produto captou 3.041 milhões de euros desde o início do ano até final de Novembro, o que compara com o aumento de 153 milhões de euros no "stock" de certificados de aforro, segundo dados do IGCP. 

(Notícia corrigida às 16:55 e actualizada às 17:20 com taxas de remuneração. Altera título de prémio dos certificados de aforro prolongado para prémio dos certificados de aforro terminou, já que a manutenção para as capitalizações até 31 de Março estava já prevista com o fim do prémio provisório em 31 de Dezembro de 2016).




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mais votado SIMOESbenfica 31.12.2016

Os certificados do tesouro (CT) são uma rasteira para os incautos. Como os CT só aceitam um titular, no caso de um casal, cujas poupanças tenham sido amealhadas pelos dois,falecendo o titular, o cônjuge sobrevivo só pode mexer no dinheiro, depois de fazer a habilitação de herdeiros, onde aparecerão os filhos a reivindicar os direitos à sua parte. Caso o cônjuge sobrevivo esteja num lar e necessitar desse dinheiro,para pagar a respectiva mensalidade, tem de aguardar a dita habilitação de herdeiros. Onde está a justiça? Nos Depósitos a Prazo o cônjuge sobrevivo pode movimentar o dinheiro que também é seu e nos CERTIFICADOS de DEPÓSITO já não pode mexer. Qual a lógica disto? O Governo que responda

comentários mais recentes
SIMOESbenfica 31.12.2016

Os certificados do tesouro (CT) são uma rasteira para os incautos. Como os CT só aceitam um titular, no caso de um casal, cujas poupanças tenham sido amealhadas pelos dois,falecendo o titular, o cônjuge sobrevivo só pode mexer no dinheiro, depois de fazer a habilitação de herdeiros, onde aparecerão os filhos a reivindicar os direitos à sua parte. Caso o cônjuge sobrevivo esteja num lar e necessitar desse dinheiro,para pagar a respectiva mensalidade, tem de aguardar a dita habilitação de herdeiros. Onde está a justiça? Nos Depósitos a Prazo o cônjuge sobrevivo pode movimentar o dinheiro que também é seu e nos CERTIFICADOS de DEPÓSITO já não pode mexer. Qual a lógica disto? O Governo que responda

Dezuito(18)! 30.12.2016

Será a certidao de óbito para os certificados de aforro. Só alguém fora do seu juízo irá subscrever estes produtos com taxas liquidas próximo do ZERO. O rating da dívida portuguesa está por um fio e os certif. tesouro nao sao alternativa.Os depósitos á ordem talvez venham a subir em flecha.

Dezuito (18) 30.12.2016

No momento actual em que o país se encontra a unica atitude correcta é evitar qualquer poupança e criara dívidas, pois os tempos que se aproximam para aqueles que tem poupanças e nao tem dívidas serão altamente penalizadores e bastantes bons para os primeiros que nada vao perder.

Dono dos Burros 30.12.2016

Com o PSD-cds no poder, os capitalistas-judeus estão protegidos. Com a "esquerda" no poder, os capitalistas-judeus também estão protegidos, mas para provar que a "esquerda" não quer o fim do capitalismo levam um bónus. Todos roubam, só que uns são mais ladrões.

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