Câmbios Euro em mínimos de 14 anos penalizado por optimismo nos EUA

Euro em mínimos de 14 anos penalizado por optimismo nos EUA

O crescimento da actividade industrial na maior economia do mundo, para máximos de dois anos, leva o dólar a ganhar mais de 1% e empurra a moeda única para mínimos de Janeiro de 2003.
Euro em mínimos de 14 anos penalizado por optimismo nos EUA
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 03 de janeiro de 2017 às 16:05
O euro renovou esta terça-feira, 3 de Janeiro, um mínimo de 14 anos em relação ao dólar, ao recuar para o valor mais baixo desde 2 de Janeiro de 2003, perante sinais de reforço da economia norte-americana, a poucos dias da passagem de testemunho entre Obama e Trump.

A meio da tarde, depois de ter sido conhecido o crescimento da actividade industrial nos EUA - favorecendo a aposta no dólar - a moeda única chegou a cair 1,09% para 1,0341 dólares, de acordo com a Bloomberg. As quedas foram entretanto aligeiradas, em 0,73% para 1,0379 dólares. 

A nota verde continua a ganhar terreno em relação ao euro, não apenas depois de dados positivos na indústria da maior economia do mundo - a actividade acelerou em Dezembro para o valor mais elevado em dois anos, à boleia de novas encomendas que geraram de mais postos de trabalho - mas também no sector da construção, onde os gastos em Novembro atingiram o valor mais elevado em dez anos e meio.

O enfraquecimento do euro acontece também horas depois de ter sido conhecido que a inflação da Alemanha ficou em 1,7% em Dezembro - o valor mais elevado desde 2013 - , mais próximo do valor estabelecido no mandato do Banco Central Europeu (perto mas abaixo dos 2%) para a estabilização de preços na zona dos 19.

A moeda norte-americana já tinha fechado 2016 com o quarto ano consecutivo de apreciações em relação ao euro, numa altura em que a Reserva Federal dos EUA continua o programa de retirada progressiva de estímulos (em Dezembro, pela segunda vez num ano, voltou a aumentar juros e deverá voltar a fazê-lo entre duas e três vezes este ano) e que o Banco Central Europeu decidiu prolongar o seu programa de compra de activos até ao final deste ano, reduzindo no entanto o ritmo de compras mensal.

A beneficiar o dólar tem ainda estado a especulação sobre o efeito das políticas prometidas pelo presidente eleito Donald Trump na inflação, que deverá contribuir para acelerar o aumento dos preços nos EUA e, assim, ajudar a descontinuar os estímulos monetários.

(Notícia actualizada às 16:21 com mais informação)



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mais votado Anónimo Há 2 semanas


Os FP/CGA devem mais de 30 mil milhões de € ao estado (aos restantes contribuintes).


Ladrões PS - PCP - BE - e seus apoiantes - ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


400 milhões de Euros para aumentar as pensões baixas, são migalhas em comparação com...


os mais de 4600 milhões de euros que o Estado vai injetar, em 2017 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o pagamento do buraco anual das pensões dos FP-CGA.


comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas


Os FP/CGA devem mais de 30 mil milhões de € ao estado (aos restantes contribuintes).


Ladrões PS - PCP - BE - e seus apoiantes - ROUBAM OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


400 milhões de Euros para aumentar as pensões baixas, são migalhas em comparação com...


os mais de 4600 milhões de euros que o Estado vai injetar, em 2017 (e injeta todos anos) através de transferências diretas do Orçamento do Estado (ou seja, com dinheiro pago em impostos pelos restantes portugueses) para assegurar o pagamento do buraco anual das pensões dos FP-CGA.


Camponio da beira Há 2 semanas

Enquanto as familias e empresas continuarem a ter que trabalhar 7 ou 8 meses por ano, para sustentar os burocratas da europa, acrescentando cá a corrupção e incompetencia, não teremos hipoteses.

Anónimo Há 2 semanas

E assim começou o ano, recessao, impostos, custos, inflacçao. Como pediu o que faz de Presidente "2017 tem de ser crescimento" - E vai crescer! O descalabro e o Costa!

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