Câmbios Euro em mínimos do ano com expectativa de subida rápida de juros nos EUA

Euro em mínimos do ano com expectativa de subida rápida de juros nos EUA

Os dados económicos mais recentes e a promessa de investimentos que podem acelerar a inflação nos EUA aumentam não só as apostas sobre um aumento de juros já em Dezembro, como na aceleração do ritmo de crescimento do preço do dinheiro.
Euro em mínimos do ano com expectativa de subida rápida de juros nos EUA
Andrew Harrer/Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 16 de Novembro de 2016 às 16:14

A moeda única tocou esta quarta-feira, 16 de Novembro, no valor mais baixo deste ano, perante a expectativa de que as políticas económicas da administração Trump, favorecendo a inflação, possam desencadear um ritmo mais rápido de subida de juros nos Estados Unidos.

O euro acumula a oitava sessão consecutiva de depreciação em relação ao dólar, ao cair 1,51% para 1,0698 dólares, em mínimos de 3 de Dezembro do ano passado, também depois de conhecido em Outubro o crescimento, pelo segundo mês consecutivo, da produção industrial no país.

Nas últimas oito sessões, a divisa única europeia já perdeu 4,2% do seu valor face à contraparte norte-americana 


Entre os analistas é cada vez maior a convicção de que a instituição liderada por Janet Yellen levará a cabo novo aumento de juros na última reunião do ano, mesmo depois de a vitória surpresa de Donald Trump nas eleições presidenciais nos EUA terem levado, na semana passada, a refrear as expectativas dessa subida.

Uma semana depois da eleição do republicano, as apostas na subida dos juros em Dezembro escalaram para 94%, o nível mais alto este ano. Isto porque os planos de Trump para a economia estão a alimentar a especulação de que tanto o crescimento do PIB como da inflação deverão acelerar, levando a Fed a aumentar o ritmo de subida dos juros.

Ainda hoje o membro da Reserva Federal, James Bullard (e também presidente da Reserva de Saint Louis) afirmou que apenas um acontecimento inesperado travará um novo aumento dos juros nos EUA em Dezembro. "Neste momento, era preciso uma surpresa" disse, em Londres, citado pela Reuters. Acontecimentos como a volatilidade dos mercados ou um pior desempenho do emprego obrigaram, no passado, a Fed a adiar a retirada de estímulos.

Para aquele responsável, há duas acções que, já anunciadas por Trump, poderão estimular o crescimento da economia entre 2018 e 2020: o investimento em infra-estruturas que aumente a produtividade do país e alterações fiscais que promovam o regresso e reinvestimento de capitais expatriados. 




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comentários mais recentes
Nuno M. Há 2 semanas

O Euro parece estar finalmente a desaparecer.

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