Câmbios Euro sobe para máximos de mais de um ano

Euro sobe para máximos de mais de um ano

A moeda europeia está a negociar no valor mais alto desde Maio de 2016 face ao dólar, com a fraqueza da moeda norte-americana a ser explicada pelos receios quanto à capacidade de Trump de implementar a sua agenda.
Euro sobe para máximos de mais de um ano
Rita Faria 18 de julho de 2017 às 12:02

A moeda única europeia está a negociar em máximos de Maio do ano passado face ao dólar, numa altura em que a divisa norte-americana é penalizada por mais um golpe nos planos de Donald Trump para anular o Obamacare e aprovar uma nova legislação para os cuidados de saúde nos Estados Unidos.

Nesta altura, o euro valoriza 0,65% para 1,1553 dólares, o valor mais elevado desde 3 de Maio de 2016. Já o índice que mede a evolução da divisa dos Estados Unidos face às principais congéneres mundiais segue em mínimos de Setembro, na quarta sessão consecutiva de perdas.

Esta evolução acontece depois de mais dois senadores republicanos se terem oposto à revogação e substituição do Affordable Care Act, mais conhecido como Obamacare.

 

Mike Lee, do Utah, e Jerry Moran, do Kansas, mostraram-se contra o plano de reforma do líder dos Republicanos, o que, a acrescentar à oposição de Rand Paul, do Kentucky, e Susan Collins, do Maine, é suficiente para condenar a medida.

 

Perante isto, Mitch McConnell, líder da maioria no Senado, abandonou os esforços para fazer aprovar a legislação para substituir o Obamacare, procurando, em vez disso, um voto favorável apenas à sua revogação. No entanto, a anulação sem substituição não deverá passar no Senado.  

 

Trata-se de mais um duro golpe na agenda do presidente Trump, que coloca em causa a sua capacidade para fazer aprovar as medidas que prometeu implementar, como é ainda o caso da reforma fiscal, que tanto ânimo deu às empresas norte-americanas.

 

A subida da moeda única acontece dois dias antes da reunião mensal do BCE, onde se espera que o presidente instituição, Mario Draghi dê pistas sobre se vai ou não começar a reduzir os estímulos à economia, depois de, há três semanas, em Sintra, ter garantido que os factores que pesam na inflação são "temporários".

Ainda ontem, o Eurostat revelou que a taxa de inflação na Zona Euro desceu de 1,4%, em Maio, para 1,3%, em Junho.

A incerteza em torno da política de estímulos do BCE é precisamente uma das razões apontadas para a evolução da confiança dos investidores alemães, que desceu em Julho pelo segundo mês consecutivo, de acordo com o ZEW Center for European Economic Research. 




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