Bolsa Expectativa de avanço de reformas dá luz verde a bolsas em Nova Iorque

Expectativa de avanço de reformas dá luz verde a bolsas em Nova Iorque

Palavras de tranquilidade, chegadas das duas câmaras do Congresso, dão ânimo aos investidores, numa altura em que os olhos começam a virar-se para Jackson Hole, à espera das palavras dos banqueiros centrais.
Expectativa de avanço de reformas dá luz verde a bolsas em Nova Iorque
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 22 de agosto de 2017 às 21:01
A expectativa de que a reforma do sistema de impostos dos Estados Unidos - uma das promessas eleitorais de Donald Trump - possa fazer caminho no Congresso e ser aprovada, bem como o afastamento do espectro de um possível incumprimento do Tesouro norte-americano, contribuíram para dar ganhos generalizados às principais praças accionistas norte-americanas.

O tecnológico Nasdaq liderou as apreciações, fechando a sessão a cotar em 6.297,48 pontos, uma subida de 1,36% face ao fecho de ontem. Já o S&P 500 ganhou 0,99% para 2.452,46 pontos, enquanto o industrial Dow Jones viu o dia dar-lhe um balanço positivo de 0,90% para 21.899,90 pontos.

Segundo a Reuters, o líder da Casa dos Representantes, o republicano Paul Ryan, considerou hoje que será mais fácil reunir consenso entre representantes e senadores em torno das alterações ao sistema fiscal do que se verificou com a tentativa de chumbo e substituição do programa de saúde Obamacare, uma iniciativa defendida por Trump e que ficou pelo caminho por não ter conseguido os votos necessários.

Por outro lado, o líder da maioria no Senado, o também republicano Mitch McConnell, afirmou que a eventualidade de os EUA não conseguirem aumentar o tecto da dívida é nula, o que reduz preocupações contra um potencial cenário de default do país.

Conjugadas com o atenuar das tensões nas relações EUA-Coreia do Norte - apesar de já hoje ter sido conhecido mais um episódio neste processo, com a aplicação de sanções a 10 empresas e seis indivíduos alegadamente apoiantes do desenvolvimento do potencial nuclear e de armamento de Pyongyang, - estas declarações deram gás a Wall Street.

Mas nem todos partilham do optimismo: a Bloomberg refere que o multimilionário Ray Dalio, fundador do maior hedge fund do mundo, a Bridgewater Associates, afirmou estar a reduzir "tacticamente" a sua exposição de risco, dada a preocupação com o crescimento de conflitos internos e externos, com impacto na eficiência do governo norte-americano.

Entretanto, os investidores estarão esta semana de olhos postos no encontro mundial de banqueiros centrais, em Jackson Hole, nomeadamente na intervenção da líder da Reserva Federal dos EUA, Janet Yellen, na sexta-feira, para tentar vislumbrar nas suas palavras possíveis sinais para o timing de subida dos juros e de reversão do balanço de dívida comprada durante o programa de "quantitative easing".

A Chevron terminou a sessão a subir 0,55% depois de o Wall Street Journal ter noticiado que o seu CEO estará em breve para sair da liderança da empresa. A retalhista Macy's avançou mais de 4,5% depois de ter anunciado uma reestruturação que vai cortar 100 postos de trabalho mas poupar 30 milhões de dólares por ano, a que se junta a contratação do actual vice-presidente do eBay para a América.



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