As acções do Facebook iniciaram a sessão a subir mais de 3,5%, depois de terem perdido quase 19% nos últimos dois dias.

O
Facebook está a valorizar 3,62% para 32,121 dólares, a primeira subida em três dias. Os dois dias anteriores revelaram-se negros para as acções da gestora da maior rede social do mundo.
As acções estrearam-se na passada sexta-feira, com o oferta pública inicial (IPO) a determinar a colocação dos títulos a 38 dólares. O primeiro dia foi logo marcado por problemas. A estreia atrasou-se, devido a um problema do sistema da
Nasdaq, problema que a bolsa disse estar relacionado com o design do software.
Este problema, além do atraso no início de negociação, provocou também problemas na negociação ao longo do dia, o que já levou um investidor a avançar com um processo judicial contra a Nasdaq. “Ordens dadas por investidores à procura de comprar acções do Facebook durante o primeiro dia de negociação demoraram, regularmente, horas a serem executadas”, diz o investidor que apresentou queixa, citado pela Bloomberg. “Ao mesmo tempo, os investidores que estavam a tentar comprar acções não faziam ideia se as suas transacções tinham sido executadas, e, por isso, não faziam ideia se detinham acções do Facebook”, acrescentou o responsável.
E apesar das acções terem chegado a disparar 18% ao longo da sessão para os 45 dólares, o dia terminou com uma valorização de 0,67% das acções do Facebook. E os dois dias seguintes foram penosos para a empresa.
Na segunda-feira os títulos caíram 10,99% e na terça-feira 8,90%, o que corresponde a uma desvalorização de 18,92% no acumulado dos dias.
E não foi apenas a Nasdaq que foi alvo de duras críticas. O Morgan Stanley tem sido acusado de ter culpa no desempenho das acções. Isto porque o banco de investimento reviu em baixa as estimativas de resultados do Facebook.
O Morgan Stanley, responsável pelo IPO do Facebook, já veio defender-se das acusações. “O Morgan Stanley seguiu os mesmos procedimentos na oferta do Facebook que seguiu em todos os IPO”, afirmou o porta-voz do Morgan Stanley numa declaração por escrito, citado pela Bloomberg. “Estes procedimentos cumprem toda a regulação aplicável”, acrescentou o mesmo responsável.
Em causa estão as duas críticas de que o Morgan Stanley está a ser alvo. Já decorria o “road show” para o Facebook atrair investidores, o Morgan Stanley reviu em baixa as suas projecções para os resultados da companhia. Nada de extraordinário se o Morgan Stanley não fosse o banco o principal responsável pela operação de colocação da empresa em bolsa e também o facto de ter alertado apenas alguns potenciais investidores.
A revisão em baixa das estimativas (de forma “significativa” para o segundo trimestre) ocorreu depois do Facebook ter inserido no prospecto do IPO um alerta sobre o facto de os utilizadores estarem a usar a rede social cada vez mais a partir de dispositivos móveis, onde é mais difícil captar receitas publicitárias.