Mercados num minuto Fecho dos mercados: Acalmia nas bolsas e no cambial. Petróleo dispara e juros em queda

Fecho dos mercados: Acalmia nas bolsas e no cambial. Petróleo dispara e juros em queda

As bolsas europeias e dos EUA negoceiam sem grandes oscilações. A subida dos preços do petróleo levou as cotadas do sector a manter o Stoxx 600 em máximos de quase dois anos. No mercado de dívida, os juros desceram no dia em que Draghi reiterou a necessidade de manter os estímulos.
Fecho dos mercados: Acalmia nas bolsas e no cambial. Petróleo dispara e juros em queda
Rui Barroso 10 de maio de 2017 às 17:37

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,07% para 5.250,85 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,16% para 396,45 pontos

S&P 500 sobe 0,04% para 2.397,81 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal cai 4,1 pontos base para 3,396%

Euro cede 0,05% para 1,0869 dólares

Brent dispara 3,26% para 50,32 dólares por barril

Bolsas aguentam máximos

Ganhos tímidos nas bolsas europeias. Mas que foram o suficiente para manter o Stoxx 600 perto do valor mais elevado dos últimos dois anos. O índice europeu avançou 0,16%, puxado pelas petrolíferas e pelas "utilities", beneficiadas pela recuperação dos preços dos petróleos e descidas das taxas de juro, respectivamente.

O índice das petrolíferas avançou 0,88% e o das "utilities" ganhou 0,75%. Além destas cotadas, 13 dos 19 índices sectoriais do Stoxx 600 encerraram no verde. Estas subidas permitiram compensar a queda de 0,62% das construtoras e de 0,30% das tecnológicas. Nos EUA a sessão também está a ser marcada pela acalmia, com o S&P 500 a registar um ganho ligeiro de 0,04%. Há quase três semanas que o índice não regista uma variação diária acima de 1%, num ambiente marcado pela baixa volatilidade.

Já o PSI-20 regressou às quedas, com uma descida ligeira de 0,07%. Apesar de a Galp ter valorizado 1,22%, acompanhando os ganhos no sector, isso foi insuficiente para compensar as descidas de 1,62% dos CTT, de 1,35% da Altri, de 0,38% da Jerónimo Martins e de 0,22% do BCP.

Taxas descem em dia de leilão

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos voltou a descer no mercado secundário. A "yield" caiu 4,1 pontos base para 3,396%, no dia em que Portugal regressou ao mercado para se financiar em 1.250 milhões de euros em títulos a cinco e a dez anos. E o prémio de risco voltou a passar abaixo da fasquia de 300 pontos base, ficando num dos níveis mais baixos desde o Verão do ano passado.

Nos outros países da Zona Euro, o dia também foi de queda dos juros, mas de menor dimensão. A taxa italiana baixou 3,2 pontos base para 2,25%. A "yield" espanhola caiu 1,5 pontos base para 1,606%. E a taxa alemã baixou 0,9 pontos base para 0,422%. Isto depois do presidente do BCE, Mario Draghi, ter referido que ainda não é a hora de retirar os estímulos.

Euribor inalteradas a três e seis meses. Descem a 12 meses

A Euribor a três e a seis meses ficaram inalteradas esta quarta-feira. A taxa com prazo mais curto voltou a ser fixada em -0,329%, a 11.ª sessão consecutiva sem mudanças, segundo dados da Lusa. A taxa a 12 meses também não sofreu alterações, mantendo-se em -0,249%. Já a Euribor a 12 meses desce 0,1 pontos base para 0,124%.

Dólar regressa às quedas

Depois de duas sessões de subidas, o índice que mede a força do dólar face às outras grandes divisas mundiais desce 0,18% para 1.225,28 pontos. Segundo os "traders" citados pela Bloomberg, a sessão no mercado cambial está a ser marcada pela acalmia. Os investidores aguardam pelos dados da inflação nos EUA, que serão conhecidos esta sexta-feira e permitirão retirar pistas sobre as próximas decisões da Reserva Federal dos EUA. Já o euro desce 0,05% para 1,0869 dólares.

Petróleo ganha após queda das reservas nos EUA

Os preços do petróleo avançam mais de 2%. O Brent voltou a superar a fasquia dos 50 dólares, ao valorizar 3,26% para 50,32 dólares. E o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, sobe 3,51% para 47,49 dólares. A recuperação é justificada pelos dados das reservas nos EUA. Tiveram a quinta descida semanal, segundo dados divulgados esta quarta-feira pela Administração de Informação de Energia e citados pela Bloomberg. Na semana passada, o "stock" reduziu-se em 5,25 milhões de barris para 522,5 milhões. A descida foi o dobro do estimado pelos analistas sondados pela Bloomberg.

Ouro desce pela sexta sessão

Depois de cinco sessões de descidas, a pior sequência em sete meses, o ouro ainda aliviou e alguma da pressão, tendo chegado a valorizar 0,37%. Mas os ganhos perderam força e o metal amarelo desce 0,01% para 1.211,11 dólares.




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