Mercados num minuto Fecho dos mercados: Acções europeias atingem pico de dois meses e petróleo alivia de máximos

Fecho dos mercados: Acções europeias atingem pico de dois meses e petróleo alivia de máximos

As bolsas europeias completaram a maior série de ganhos desde Novembro do ano passado, num dia que foi de quedas para o euro, petróleo e ouro.
Fecho dos mercados: Acções europeias atingem pico de dois meses e petróleo alivia de máximos
Rita Faria 05 de janeiro de 2018 às 17:27

O mercado em números
Stoxx 600 ganhou 0,93% para 397,35 pontos
PSI-20 desceu 0,13% para 5.615,63 pontos
S&P 500 sobe 0,35% para 2.733,61 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos avançaram 2,2 pontos base para 1,941%
Euro cai 0,25% para 1,2038 dólares
Petróleo em Londres desvaloriza 0,73% para 67,57 dólares por barril


Acções europeias em máximos de dois meses

Os principais índices europeus valorizaram esta sexta-feira, 5 de Janeiro, pela terceira sessão consecutiva – a mais longa série de ganhos em dois meses – impulsionados pelos ganhos das cotadas da saúde e automóvel. O índice que reúne as maiores cotadas desta última indústria atingiu o valor mais alto desde Junho de 2015, depois de o JPMorgan ter dito que 2018 será um ano de "bull market" no sector automóvel.

 

O Stoxx600 ganhou ganhou 0,93% para 397,35 pontos, o valor mais elevado desde Novembro do ano passado.

 

Entre os principais índices, a única excepção foi o português PSI-20, que cedeu 0,13% para 5.615,63 pontos, penalizado sobretudo pelo BCP e Nos. O banco liderado por Nuno Amado recuou 0,27% para 29,77 cêntimos, enquanto a operadora caiu 0,18% para 5,58 euros.

 

Juros portugueses voltam a subir após forte alívio

Os juros da dívida portuguesa voltaram a subir, depois do forte alívio registado ontem, num dia em que não houve uma tendência definida entre os parceiros do euro.

 

A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos subiu 2,2 pontos base para 1,941%, após a descida de 7,1 pontos observada na quarta-feira. Apesar deste ligeiro agravamento, os juros portugueses continuam abaixo dos de Itália, que recuaram 0,8 pontos para 2,006%.

 

Em Espanha, no mesmo prazo, os juros desceram 2,3 pontos para 1,520%, enquanto na Alemanha subiram 0,5 pontos para 0,439%.  

 

Euro alivia de máximos de Setembro

A moeda única europeia segue em queda face ao dólar, a aliviar dos máximos de Setembro registados na sessão de ontem. Nesta altura, o euro cai 0,25% para 1,2038 dólares.

 

Já a divisa norte-americana está em alta face às principais congéneres mundiais, depois de os dados do emprego nos Estados Unidos – abaixo do esperado – não terem alterado a convicção do mercado de que a Fed vai continuar a subir os juros gradualmente durante o ano.

 

Patrick Harker, presidente da Reserva Federal de Filadélfia, disse esta sexta-feira que dois aumentos dos juros em 2018 "são apropriados", acrescentando, porém, que o banco central tem de considerar a possibilidade de mudar os seus objectivos de política monetária, já que vivemos num mundo onde a inflação pode ser "persistentemente baixa".

 

Petróleo em queda com aumento dos inventários de gasolina

O petróleo está a negociar com sinal vermelho nos mercados internacionais depois de duas sessões consecutivas de ganhos, penalizado pelos dados que mostram que os inventários de gasolina e diesel nos Estados Unidos aumentaram, o que poderá significar que a procura por crude por parte das refinarias irá cair.


O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 1,26% para 62,23 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, recua 0,91% para 67,45 dólares.

Esta evolução acontece depois de a matéria-prima ter atingido ontem, nos dois mercados, o valor mais elevado desde Maio de 2015.

Ouro desce de máximos de quase quatro meses

O metal amarelo está em queda, contrariando a evolução do dólar norte-americano e penalizado pela expectativa de que a Fed vai manter o seu plano de subida dos juros este ano.

 

Depois de ter atingido máximos de Setembro na sessão de ontem, o ouro desce 0,12% para 1.321,36 dólares, enquanto a prata valoriza 0,17% para 17,2570 dólares. 




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