Mercados num minuto Fecho dos mercados: Banca arrasta bolsas europeias em dia de máximos no euro

Fecho dos mercados: Banca arrasta bolsas europeias em dia de máximos no euro

As bolsas europeias regressaram às quedas penalizadas essencialmente pelo sector financeiro, num dia em que a moeda europeia renovou máximos de dois anos e meio.
Fecho dos mercados: Banca arrasta bolsas europeias em dia de máximos no euro
Raquel Godinho 02 de agosto de 2017 às 17:36

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,54% para 5.208,34 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,43% para 378,63 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,25% para 2.470,12 pontos

Juros da dívida a dez anos subiram 2,6 pontos base para 2,864%

Euro sobe 0,53% para 1,1865 dólares

Brent ganha 0,75% para 52,17 dólares

Banca penaliza bolsas europeias

Depois dos ganhos registados na primeira sessão de Agosto, as bolsas europeias regressaram às perdas, penalizadas pelo sector financeiro e também pelas empresas mineiras. O índice europeu de referência, Stoxx600, caiu 0,43% para 378,63 pontos, no dia em que o Credit Suisse reviu em baixa a projecção de resultados das cotadas europeias, devido à força do euro, que regista o período de ganhos mais forte desde 2013. Os resultados também contribuíram para o desempenho negativo nas praças europeias, já que os números reportados pelos bancos Société Générale e Commerzbank e pela mineira Rio Tinto ficaram abaixo do esperado.

 

Por cá, o PSI-20 perdeu 0,54% para 5.208,34 pontos, com sete cotadas em alta, 10 em queda e duas inalteradas. A pressionar a praça de Lisboa esteve o Banco Comercial Português (BCP) que desvalorizou 2,65% para os 0,2385 euros, acompanhando o desempenho do sector na Europa. Nota negativa também para a Corticeira Amorim, que cedeu 2,49% para os 11,57 euros, depois de ter anunciado antes do início da sessão que os lucros do primeiro semestre aumentaram 7,7% para os 37,7 milhões de euros, ficando abaixo das estimativas do BPI. Já a Mota-Engil valorizou 2,14% para 2,477 euros, no dia em que o Haitong publicou estimativas que apontam para que a construtora tenha registado prejuízos no primeiro semestre, apesar de perspectivar melhorias ao nível operacional. 


Juros da dívida sobem após cinco dias de quedas

Os investidores exigiram juros mais altos para apostar na dívida pública portuguesa. Apenas nos prazos mais curtos se registaram quedas. Na maturidade mais longa, a 10 anos, a taxa de juro subiu 2,6 pontos-base para os 2,864%, após cinco dias de quedas. Uma vez que a taxa de juro da dívida alemã caiu, o prémio de risco da dívida nacional subiu para 237,73 pontos.

Euribor a três meses fica inalterada

As Euribor voltaram a registar desempenhos diferentes nos distintos prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, manteve-se inalterada nos -0,331%, ligeiramente acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a taxa a seis meses, indexante de mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, desceu para -0,273%. A Euribor a nove meses manteve-se nos -0,209%, enquanto a taxa a 12 meses caiu para -0,153%.
                                 

Euro renova máximos de Janeiro de 2015

A moeda única sobe pelo segundo dia e continua a ganhar terreno face ao dólar. O euro voltou a atingir máximos de Janeiro de 2015 face à moeda norte-americana que tem sido penalizada pela instabilidade vivida no seio da Administração de Donald Trump. O dólar mantém o desempenho negativo, numa altura em que os investidores aguardam a publicação dos dados relativos à criação de postos de trabalho, que está prevista para sexta-feira. O euro soma 0,53% para os 1,1865 dólares.

Petróleo sobe com queda nos inventários

Os preços do petróleo regressaram aos ganhos, depois de o Departamento de Energia ter anunciado que os inventários nos Estados Unidos diminuíram em 1,53 milhões de barris. Dados que pesaram mais no sentimento dos investidores do que o anúncio de um aumento na produção da semana passada para máximos de Julho de 2015. Nesse sentido, em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 0,47% para os 49,39 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent avança 0,75% para os 52,17 dólares por barril.

Alumínio a caminho do maior ganho em três semanas

O alumínio segue a negociar em alta e prepara-se para registar o maior ganho em quase três semanas. A animar o metal estão os sinais de que os cortes de produção na China estão a começar a ter impacto na oferta mundial. Além disso, os inventários atingiram mínimos de 2008. O alumínio negociado na London Metal Exchange segue, assim, a valorizar 0,08% para os 1.919,50 dólares por tonelada.  




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