Mercados num minuto Fecho dos mercados: Banca eleva bolsas. Euro e petróleo descem

Fecho dos mercados: Banca eleva bolsas. Euro e petróleo descem

As bolsas europeias fecharam em alta, a beneficiar do sector bancário, num dia em que uma responsável do BCE defendeu fusões e aquisições no sector. A expectativa em torno do plano fiscal de Trump e de uma subida de juros nos EUA em Dezembro também condicionou a negociação, numa altura em que ainda se espera por um desfecho das negociações na Alemanha.
Fecho dos mercados: Banca eleva bolsas. Euro e petróleo descem
Bloomberg
Sara Antunes 27 de setembro de 2017 às 17:21

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,32% para 5.333,61 pontos

Stoxx 600 avançou 0,41% para 385,62 pontos

S&P 500 valoriza 0,12% para 2.499,96 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 4,2 pontos base para 2,461%

Euro recua 0,41% para 1,175 dólares

Petróleo desce 0,94% para 57,89 dólares por barril

 

Bolsas europeias sobem à boleia da banca

O dia foi de ganhos entre as praças europeias, num dia em que a banca esteve em destaque, depois de a presidente do Mecanismo Único de Supervisão, Danièle Nouy, ter defendido que para que o sector financeiro europeu seja mais eficiente é preciso que ocorram fusões e aquisições na banca. Esta perspectiva levou a que a banca registasse ganhos, com o índice Dow Jones para a banca europeia a subir 2%, a maior subida desde o início de Junho. 

Este comportamento contribuiu para a subida de 0,41% do Stoxx600, que terminou o dia nos 385,62 pontos. O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias tocou mesmo no valor mais elevado desde 20 de Julho.

A condicionar a negociação está ainda a expectativa em torno do plano de reforma fiscal, sendo esperado que inclua um significativo corte nos impostos para as empresas (de 35% para 15%). 

 

Já na praça lisboeta, o PSI-20 subiu 0,32% para 5.333,61 pontos, a beneficiar da subida de quase 4% do BCP, bem como dos ganhos da Mota-Engil, que voltou a renovar máximos de Maio de 2015.

Juros voltam a subir

As taxas de juro voltaram a aumentar, num comportamento generalizado entre os países europeus. A taxa de juro associada à dívida de Portugal a 10 anos está a subir 4,2 pontos base para 2,461%. Já a "yield" alemã está a subir 5,9 pontos para 0,467%, o que coloca o prémio de risco da dívida nacional abaixo dos 200 pontos.

 

A subida dos juros alemães estará relacionada com o resultado das eleições alemãs, que obrigam a negociações e geram alguma incerteza em relação ao futuro do país, já que o partido de Angela Merkel não conseguiu uma maioria absoluta.

 

Euribor estáveis em todos os prazos

As taxas Euribor estabilizaram na última sessão. A taxa a três meses fixou-se nos -0,329%, a referência a seis meses manteve-se nos -0,273%, a taxa a nove meses nos -0,219% e a taxa a 12 meses nos -0,171%.

 

Euro cai mais de 1,5% em três dias

A moeda única europeia está a cair há três dias consecutivos. Por um lado, os resultados das eleições da Alemanha ditaram alguma incerteza, com Angela Merkel a precisar de estabelecer uma coligação que a permita governar com maioria. As negociações ainda decorrem e a incerteza é grande.

 

Por outro lado, o dólar fortaleceu-se contra as principais moedas mundiais, depois de a presidente da Reserva Federal (Fed), Janet Yellen, ter dito na terça-feira que seria "imprudente" manter as taxas de juro inalteradas até que a inflação nos EUA atinja os 2%. O que aumenta a expectativa em torno de um aumento de juros nos EUA em Dezembro, o que torna os investimentos em dólares mais atractivos.

 

Petróleo perde quase 2% em dois dias

Depois de uma subida acentuada na segunda-feira, com os preços do petróleo a aproximarem-se dos 60 dólares, os últimos dois dias foram de correcção. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a descer 0,94% para 57,89 dólares, elevando para 1,91% a queda dos últimos dois dias. Ainda assim, os preços do ouro negro estão a negociar em níveis de 2015.

 

Ouro cai com reforço do dólar

O ouro desceu 0,64% para 1.285,64 dólares por onça, num dia em que o dólar subiu, retirando atractividade ao metal precioso. O ouro tem subido, com os investidores a usarem esta matéria como refúgio, num período de escalada de tensão entre os EUA e a Coreia do Norte.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub