Mercados num minuto Fecho dos mercados: Banca puxa pela Europa, EUA batem recordes atrás de recordes. Juros sobem

Fecho dos mercados: Banca puxa pela Europa, EUA batem recordes atrás de recordes. Juros sobem

Os resultados positivos de algumas empresas, com destaque para o sector da banca, puxaram pelas bolsas europeias. Nos EUA as acções continuam a bater recordes. Mas as perspectivas de subida dos juros por parte da Fed em Março pressionaram as obrigações.
Fecho dos mercados: Banca puxa pela Europa, EUA batem recordes atrás de recordes. Juros sobem
Reuters
Rui Barroso 15 de fevereiro de 2017 às 17:29

Os mercados em números

PSI-20 somou 0,48% para 4.627,54 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,34% para 371,47 pontos

S&P 500 avança 0,15% para 2.341,16 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal agrava 4,5 pontos base para 4,087%

Euro ganha 0,15% para 1,0594 dólares.

Petróleo desce 0,34% para 55,78 dólares por barril em Londres

Lucros puxam pela Europa. Economia dá novos recordes aos EUA

Dia de ganhos nas bolsas. O europeu Stoxx 600 amealhou um ganho de 0,34%, enquanto do outro lado do Atlântico o S&P 500 renovou máximos históricos. A puxar pelas bolsas europeias estiveram os dados da época de apresentação de resultados, com a banca em destaque. Entre os 19 índices sectoriais do Stoxx 600, o dos bancos foi o que mais ganhou, com uma subida de 1,34%.

O francês Credit Agricole esteve em destaque, ao mostrar resultados acima do consenso do mercado. As acções do banco avançaram 4,71% e puxaram pelo sector. Além dos resultados positivos de algumas entidades financeiras, as acções da banca também reagiram positivamente às perspectivas de juros mais altos, o que cria perspectivas mais optimistas para a evolução da margem financeira. No entanto, os resultados positivos não se cingiram à banca. A Heineken também mostrou contas acima das estimativas. As acções subiram 3,67%.

Nos EUA, os dados das vendas a retalho saíram acima do estimado. Foi o suficiente para levar o S&P 500 a uma subidade 0,15% para 2.341,16 pontos, um novo máximo histórico. É o quinto recorde dos últimos cinco dias. Além dos dados da economia, foram noticiados novos comentários de Trump sobre a reforma fiscal. O presidente americano terá garantido aos executivos das maiores retalhistas que os impostos iriam descer substancialmente.

Em Lisboa, a sessão também foi de ganhos. O PSI-20 avançou 0,48%. A maior subida pertenceu à Altri, que ganhou 4,63%. Os CTT e o BCP subiram mais de 2%. E entre os "pesos-pesados", a EDP e a EDP Renováveis avançaram mais de 1%, ajudando a suster o efeito das descidas de 0,99% da Jerónimo Martins e de 0,83% da Galp.

 

Juros sobem com probabilidade de Fed voltar a premir o gatilho

Depois desta terça-feira Janet Yellen ter sublinhado os riscos de se demorar em demasia a subir os juros, esta quarta-feira foram os dados da inflação a levar o mercado a aumentar a aposta de que a Reserva Federal dos EUA poderá voltar a subir os juros já na próxima reunião de Março.

As perspectivas de uma política monetária mais restritiva na maior economia do mundo estão penalizar as taxas das obrigações. As subidas foram generalizadas, mas as obrigações portuguesas foram das que mais sofreram o impacto. Apesar de o Estado ter emitido dívida de curto prazo com os juros mais negativos de sempre, nos títulos de médio e longo prazo houve um agravamento das taxas pretendidas pelos investidores no mercado secundário.

Apesar da revelação do Governo de que o défice de 2016 não irá superar os 2,1% e dos dados positivos do PIB nacional no quarto trimestre do ano passado, a taxa a dez anos sobe esta quarta-feira 4,4 pontos base para 4,087%. Em Espanha e Itália também se registam agravamentos, com as "yields" a dez anos a aumentarem 1,6 e um pontos base, respectivamente, para 1,683% e 2,242%.

O dia também foi de subidas nas taxas alemãs e americanas, que são as grandes referências de mercado. A taxa dos EUA a dez anos aumenta 2,5 pontos base para 2,495%, enquanto a "yield" germânica sobe 0,7 pontos base para 0,373%.

Euribor estáveis

As taxas Euribor ficaram estáveis esta quarta-feira. O indexante a três meses manteve-se em -0,328%. A taxa a seis meses também não registou alterações, permanecendo em -0,241%. A Euribor a 12 meses seguiu este guião, permanecendo em -0,104%.

 

Dólar desce apesar de dados positivos nos EUA

O índice que mede a força da nota verde face às outras grandes dez divisas mundiais abandonou os ganhos. Depois de ter chegado a subir 0,50% esta quarta-feira, impulsionado pelos dados da inflação que são, segundo os economistas, consistentes com uma subida da taxa de juro já em Março. Também os dados das vendas a retalho nos EUA saíram acima do esperado. Apesar de uma reacção positiva inicial a nota verde perdeu gás e segue a desvalorizar 0,15% para 1.240,86 pontos. O euro, por exemplo, avança 0,15% para 1,0594 dólares.

Segundo alguns "traders" citados pela Bloomberg, as subidas do dólar nos últimos dias e em parte da sessão desta quarta-feira foram aproveitadas por alguns investidores para realizar mais-valias, o que ajuda a explicar a inversão do dólar para perdas.

Petróleo desce após reservas recorde nos EUA

Os preços do petróleo desceram após as reservas petrolíferas nos EUA terem atingido um novo máximo histórico. Os "stocks" aumentaram em 9,53 milhões de barris na semana passada para 518,1 milhões, o valor mais elevado desde que estes dados começaram a ser coligidos em 1982. A subida das reservas foi também superior ao estimado pelos analistas sondados pela Bloomberg, que previam um acréscimo de 3,5 milhões de barris. O preço do Brent desce 0,34% para 55,78 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, cai 0,30% para 53,04 dólares.

Preço do açúcar sobe com menor produção na Ásia

O açúcar negoceia em alta com o contrato genérico desta mercadoria a subir 1,03% para 20,58 cêntimos de dólar por libra-peso. O preço foi impulsionado pelos dados da produção em alguns países asiáticos, como a Índia e a Tailândia. O Governo indiano, por exemplo, estima que a produção desça 11% este ano. "Os problemas na Índia e na Tailândia deverão manter a oferta restrita", segundo uma nota da Hightower Report, citada pela Bloomberg.


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