Mercados num minuto Fecho dos mercados: BCE e PIB dos EUA dão gás às bolsas. Juros em mínimos e Brent acima dos 60 dólares

Fecho dos mercados: BCE e PIB dos EUA dão gás às bolsas. Juros em mínimos e Brent acima dos 60 dólares

A declaração de independência da Catalunha acabou por ter um impacto limitado nos mercados, com os investidores focados nas boas notícias do BCE e da economia norte-americana.
Fecho dos mercados: BCE e PIB dos EUA dão gás às bolsas. Juros em mínimos e Brent acima dos 60 dólares
Reuters
Nuno Carregueiro 27 de outubro de 2017 às 17:31

Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,12% para 5.408,46 pontos

Stoxx 600 subiu 0,57% para 393,50 pontos

S&P 500 sobe 0,65% para 2.577,13 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuou 5 pontos base para 2,193%

Euro desvaloriza 0,64% para 1,1576 dólares

Petróleo sobe 1,47% para 60,17 dólares por barril em Londres

 

Tecnológicas lideram ganhos das bolsas

As bolsas europeias e norte-americanas evoluíram em terreno positivo esta sexta-feira, quase indiferentes à declaração de independência da Catalunha e beneficiando de um conjunto de factores: o prolongamento do programa de compra de activos do BCE; os resultados positivos apresentados por várias tecnológicas norte-americanas e, por fim, o crescimento acima do esperado da economia norte-americana no terceiro trimestre.

 

Depois do fecho da sessão de ontem em Wall Street, quatro tecnológicas (Alphabet, Amazon, Microsoft e Intel) apresentaram resultados acima do esperado, dando o mote para uma subida dos índices accionistas europeus e norte-americanos esta sexta-feira, que se acentuou depois do Departamento do Comércio ter revelado que o PIB dos EUA cresceu 3% no terceiro trimestre.

 

O Stoxx600 ganhou 0,57% e em Wall Street o Nasdaq destaca-se com uma valorização próxima de 2%. Em Lisboa o PSI-20 seguiu o desempenho da Europa com uma subida de 0,12%, impulsionado pelos ganhos da EDP, Jerónimo Martins e Galp Energia. A bolsa de Madrid foi a excepção na tendência altista, com o IBEX a descer 1,44%.

 

Euro atinge mínimo de 14 semanas

A moeda única continuou a ser penalizada pelo prolongamento do programa de compra de activos do BCE, que já tinha castigado o euro na sessão de quinta-feira. Ao efeito da política monetária juntaram-se outros dois factores com impacto negativo no euro: a instabilidade em Espanha que resulta da declaração de independência da Catalunha e o crescimento acima do esperado do PIB dos EUA.

 

A economia norte-americana cresceu 3% no terceiro trimestre em termos anuais, acima do estimado pelos analistas (que apontavam para 2,5%) e depois de ter progredido 3,1% nos três meses anteriores. O euro está a descer 0,64% para 1,1576 dólares, tendo fixado mínimos de 14 semanas.

 

Juros de Portugal no valor mais baixo desde 2015

Os juros da dívida portuguesa recuaram para mínimos de Maio de 2015, beneficiando ainda com as garantias deixadas esta quinta-feira por Mario Draghi da manutenção dos estímulos até pelo menos Setembro de 2018 (apesar da redução do valor para compras de activos) e de que os juros continuarão nos níveis mínimos actuais pelo menos até ao fim de 2018.

A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos desceu 5 pontos base para 2,193%. O alívio nas ‘yields’ estende-se à generalidade dos países do euro que já ontem beneficiaram das garantias de que a autoridade monetária vai continuar no mercado. Ainda assim, com a "yield" das bunds a ceder de forma mais ténue, o prémio de risco da dívida portuguesa atingiu um novo mínimo desde Dezembro de 2015 abaixo dos 180 pontos base.

  

Taxas Euribor regressam a mínimos

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três meses e desceram para níveis mínimos a seis, nove e 12 meses em relação a quinta-feira, reflectindo também os resultados da reunião de ontem do BCE. A taxa a seis meses desceu para -0,275%, menos 0,1 pontos base e actual mínimo de sempre, verificado pela primeira vez em 8 de Setembro.

 

Brent acima dos 60 dólares fixa máximo de dois anos 

O petróleo acentuou os ganhos e em Londres negoceia no nível mais elevado desde Junho de 2015, perante o optimismo de que a OPEP vai alargar os cortes na produção para limitar a oferta no mercado. O WTI em Nova Iorque sobe 1,96% para 53,67 dólares o barril, o que corresponde ao nível mais elevado em seis meses. O Brent, que negoceia em Londres, avança 1,47% para 60,17 dólares, um máximo em mais de dois anos.

 

Catalunha impulsiona ouro 

Dado ser o activo de refúgio preferido dos investidores em alturas de turbulência, o ouro está a beneficiar com a declaração de independência da Catalunha. O metal precioso está a ganhar 0,4% para 1,271,14 a onça.




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