Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas a caminho do melhor mês do ano. Juros sofrem com pausa do BCE

Fecho dos mercados: Bolsas a caminho do melhor mês do ano. Juros sofrem com pausa do BCE

As bolsas subiram após a pausa natalícia. Mas as taxas das obrigações da periferia ressentiram-se com a pausa no programa alargado de compra de activos.
Fecho dos mercados: Bolsas a caminho do melhor mês do ano. Juros sofrem com pausa do BCE
Bloomberg
Rui Barroso 27 de dezembro de 2016 às 17:24

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,60% para 4.663,55 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,14% para 360,48 pontos

S&P 500 ganha 0,26% para 2.269,66 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 6,3 pontos base para 3,814%

Euro valoriza 0,03% para 1,0458 dólares

Petróleo avança 1,61% para 56,05 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias a caminho do melhor mês do ano

No regresso da pausa natalícia, as bolsas europeias valorizaram. O Stoxx 600 avançou 0,14%, elevando os ganhos desde o início do mês para 5,41%. A manter-se este desempenho será o melhor mês para o índice europeu desde Outubro de 2015. O Stoxx 600 negoceia em 360,48 pontos e está a 1,53% de atingir a média das estimativas para o final do ano, que é de 366 pontos, segundo os analistas consultados pela Bloomberg.

Esta terça-feira os destaques positivos foram os sectores da tecnologia e das "utilities" com os respectivos índices a avançarem mais de 0,40%. Já a banca teve o pior desempenho do dia, com o índice do sector a ceder 0,19%. As maiores descidas pertenceram a bancos italianos, como o Banca Popolare e o Banca Popolare di Milano. Cederam mais de 3% após a notícia de que o BCE indicou que o Monte dei Paschi precisa de 8,8 mil milhões de euros de capital.

No PSI-20 a sessão também foi de ganhos. O índice avançou 0,60%, com metade das 18 cotadas a ganharem mais de 1% (Pharol, Altri, Nos, Corticeira Amorim, CTT, Navigator, Jerónimo Martins e EDP). No entanto, as descidas de 2,27% do BCP e de 0,25% da Galp impediram ganhos maiores na bolsa portuguesa.

Juros da dívida sobem com BCE fora do mercado

Com o programa de compras do BCE inactivo na última semana do ano, as obrigações portuguesas foram as que mais se ressentiram. A taxa a dez anos subiu 6,3 pontos base para 3,814%. As "yields" espanhola e italiana também registaram subidas, mas de menor dimensão. Aumentaram 1,4 pontos base e 2,4 pontos base, respectivamente, para 1,391% e 1,846%. Apesar de não se sentir a força compradora do banco central, a taxa das obrigações germânicas baixou 1,4 pontos base para 0,207%, o que fez com que o prémio de risco da dívida portuguesa face à alemã aumentasse para 360 pontos base.

Euribor a três e seis meses com novos mínimos

As taxas Euribor voltaram a mínimos históricos nos prazos a três e a seis meses. Na maturidade mais curta, a taxa baixou 0,1 pontos base em relação a sexta-feira, tendo sido fixada em -0,318%, igualando o mínimo atingido pela primeira vez a 8 de Dezembro, segundo dados da Lusa. Também a Euribor a seis meses igualou mínimos históricos ao descer 0,3 pontos base para -0,220%. Já a taxa a 12 meses teve um comportamento contrário, ao subir 0,1 pontos base para -0,081%.

Dólar com ganhos ligeiros

O índice que mede a força do dólar face às outras dez principais divisas mundiais regista uma subida ligeira, num dia marcado pela baixa liquidez e por uma acalmia nos mercados cambiais. O índice do dólar avança 0,08% para 1.274,48 pontos. No entanto, o euro resiste. Valoriza 0,03% para 1,0458 dólares.

Petróleo nos EUA com melhor sequência desde Agosto

A expectativa em torno da eficácia dos cortes coordenados de produção de membros da OPEP e de outros produtores continua a sustentar os ganhos do petróleo. Nos EUA, o preço do barril do West Texas Intermediate sobe 1,66% para 53,90 dólares. É a sétima sessão consecutiva de ganhos, a melhor sequência desde Agosto, segundo a Bloomberg. Em Londres, o valor do Brent sobe 1,61% para 56,05 dólares, o terceiro dia de ganhos.

Ouro brilha com aproximar do final do ano

O ouro regista o maior ganho diário desde final de Novembro, beneficiando da fraca liquidez que permite uma maior amplitude dos preços. O preço da onça de "troy" sobe 0,28% para 1.136,50 dólares. Apesar deste ganho, o metal amarelo leva uma desvalorização de 15% nos últimos três meses. Em relação à subida desta terça-feira, Phil Streible, estratego da RJO Futures, explicou à Bloomberg que "o volume é significativamente baixo, portanto qualquer tipo de fluxos de capital faz mexer o mercado".


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