Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas aliviam de máximos de 2015

Fecho dos mercados: Bolsas aliviam de máximos de 2015

As bolsas europeias aliviaram de máximos de 13 meses e acompanharam as quedas dos EUA. Os juros voltaram a subir em Portugal e o dólar foi afectado pelos dados económicos do país.
Fecho dos mercados: Bolsas aliviam de máximos de 2015
Sara Antunes 27 de janeiro de 2017 às 17:23

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,58% para 4.609,78 pontos

Stoxx 600 desceu 0,30% para 366,38 pontos

S&P 500 cai 0,14% para 2.293,39 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avançou 2,1 pontos base para 4,141%

Euro sobe 0,04% para 1,0687 dólares

Petróleo desliza 2,08% para 55,07 dólares por barril em Londres 

 

Bolsas europeias aliviam de máximos de 13 meses

Os principais índices bolsistas europeus fecharam em queda, a aliviar das subidas recentes que colocaram as bolsas em máximos de 2015. O sector financeiro foi dos que mais pesou, tendo também sido dos que mais impulsionou as bolsas nos últimos dias. A contribuir para a descida das praças europeias estiveram também os EUA, cujos dados do PIB do quarto trimestre se revelaram menos fortes do que o estimado.

 

O PSI-20 terminou o dia a subir 0,58%, contrariando a tendência de perdas que vigorou no resto da Europa, à boleia do BCP, que subiu mais de 4%. Os direitos de subscrição do aumento de capital do BCP também subiram mais de 8,5%, neste que é o penúltimo dia de negociação.

 

Juros voltam a subir

As taxas de juro da dívida portuguesa têm-se agravado e negociado em máximos de Fevereiro de 2016, essencialmente devido à especulação em torno da retirada de estímulos por parte do Banco Central Europeu (BCE). Esta sessão a tendência manteve-se, com a taxa a 10 anos a subir 2,1 pontos base para 4,141%, enquanto a das bunds desceu 2,2 pontos para 0,462%, o que eleva o prémio de risco associado à dívida nacional em 367 pontos.

 

Taxas Euribor mantêm-se a 3 meses e sobem a 6, 9 e 12 meses

A taxa Euribor a três meses estabilizou esta sexta-feira nos -0,328%, enquanto a seis meses – taxa mais usada em Portugal como indexante no crédito à habitação – subiu para -0,243%. A nove e 12 meses as taxas também subiram para -0,160% e -0,101%, respectivamente.

Dólar pressionado por dados económicos

A divisa verde recuou, a reflectir os dados do desempenho da economia americana. Ainda esta sexta-feira, 27 de Janeiro, foi divulgada a primeira leitura do produto interno bruto (PIB) dos EUA referente ao último trimestre do ano. A economia cresceu 1,9%, o que ficou aquém das estimativas dos economistas consultados pela Reuters e pela Bloomberg que apontavam para um crescimento de 2,2%.

 

Petróleo desliza mais de 2%

Os preços do petróleo voltaram a registar quedas acentuadas, numa altura em que as informações disponíveis apontam para que os cortes de produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros países produtores se estejam a efectivar. Ainda na quinta-feira, o ministro do Petróleo do Kuwait revelou que os cortes acordados estavam praticamente cumpridos, o que está a penalizar os preços da matéria-prima.

 

Ouro alivia de ganhos recentes

A incerteza em torno da política económica dos EUA tem levado a que os investidores apostem em activos considerados de refúgio. E o ouro aparece, muitas vezes, como o principal refugio para alturas de grande incerteza. Esta sexta-feira o metal precioso recuou 0,07% para 1.187,67dólares por onça. 


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