Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas arrancam no verde. Juros corrigem e petróleo cai

Fecho dos mercados: Bolsas arrancam no verde. Juros corrigem e petróleo cai

As praças europeias iniciaram a semana com desempenhos positivos, numa sessão temperada pela divulgação de resultados. Já os juros da República estiveram a cair, depois da DBRS ter mantido o "rating".
Fecho dos mercados: Bolsas arrancam no verde. Juros corrigem e petróleo cai
Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,30% para 4.740,45 pontos
Stoxx 600 ficou inalterado nos 344,29 pontos
S&P 500 desce 0,12% para 2.138,86 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 1,9 pontos base para 3,192%
Euro perde 0,60% para 1,0864 dólares
Petróleo sobe 0,37% para 51,57 dólares por barril em Londres

Bolsas arrancam a semana no verde
As praças europeias terminaram a primeira sessão da semana a valorizar. O europeu Stoxx 600 fechou particamente inalterada, a ceder 0,01%, numa sessão marcada pela divulgação de resultados na região. Entre os vários índices, o espanhol Ibex liderou os ganhos, ao subir 1,27%, depois de o PSOE ter anunciado que se vai abster na votação para a investidura de Mariano Rajoy como primeiro-ministro, o que viabiliza a tomada de posse de um novo governo. Já o Footsie contrariou as subidas e cedeu 0,49%. Depois de um mês de Setembro negativo, Outubro está a ser um mês positivo para o Stoxx 600, num momento em que os investidores continuam a especular em torno do anúncio de novos estímulos por parte do BCE.

A bolsa lisboeta fechou a avançar 0,30%, num dia em que as acções do grupo EDP e da Nos suportaram a negociação e o BCP travou maiores ganhos. A eléctrica nacional ganhou 1,14% para 3,028 euros, enquanto a EDP Renováveis avançou 0,13% para 7,114 euros. Já a Nos subiu 2,76% para 6,076 euros. Do lado das quedas uma nota para o BCP. O banco perdeu 2,79% para 1,305 euros, no primeiro dia de negociação após a concretização da fusão dos títulos, com cada investidor a ficar com uma acção por cada 75 detidas.

Juros corrigem após DBRS
A taxa de juro exigida pelos investidores para apostar na dívida nacional no mercado secundário esteve a recuar esta segunda-feira, 24 de Outubro. Esta correcção ocorre depois de na última sexta-feira, a DBRS ter decidido manter o "rating" de Portugal inalterado em "BBB" (baixo) e a perspectiva estável para a notação financeira. A taxa de referência a dez anos baixou 0,4 pontos base para 3,152%. Esta decisão era aguardada com expectativa, uma vez que permite às obrigações soberanas portuguesas continuarem a ser aceites junto do BCE como colateral nas operações de refinanciamento dos bancos e manterem a elegibilidade para o programa de compra de activos do banco central. O "spread" face à dívida alemã caiu para 312,86 pontos. 

Euribor com desempenhos diversos nos diferentes prazos
As taxas Euribor registaram desempenhos distintos nos diferentes prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, subiu para -0,311%, o que compara com o mínimo histórico de -0,313% registado na semana passada. Já a Euribor a seis meses, que serve de referência em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, cedeu para -0,212%, o valor mais baixo de sempre. No prazo de nove meses, a taxa subiu para -0,131%, enquanto a taxa de mais longo prazo, a Euribor a 12 meses, avançou para -0,070%.

Euro próximo de mínimos de sete meses
A moeda única europeia mantém-se a negociar perto do nível mais baixo em sete meses, com os investidores a continuarem a especular que a autoridade monetária da região vai manter a sua política de estímulos, enquanto a Reserva Federal dos EUA se prepara para voltar a subir juros. O euro segue assim abaixo de 1,09 dólares, a deslizar 0,1% para 1,0883 dólares, num momento em que há mais investidores a apostarem na queda da divisa. As operações a descoberto aumentaram na semana terminada a 18 de Outubro para 109.268 contratos, as maiores apostas na queda desde 26 de Julho. 

Declarações do Iraque arrastam petróleo
Os preços do petróleo seguem a negociar em queda em ambos os mercados de referência. A penalizar as cotações da matéria-prima estão as declarações do Iraque. O segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ameaçou colocar em causa o acordo para estabilizar o mercado, pois pode ser dispensado do corte de produção. O ministro do petróleo, Jabbar Al-Luaibi, afirmou, no domingo, que o Iraque pode ser excluído dos cortes de produção uma vez que está a ser confrontado com a guerra com os militares islâmicos. Além disso, a Rússia voltou a rejeitar, no domingo, comprometer-se com os cortes de produção. As preocupações com o sucesso deste acordo estão, assim, a penalizar os preços do ouro negro. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cede 1,22% para os 50,23 dólares por barril. Já o Brent, negociado em Londres, deprecia 1,12% para os 51,20 dólares por barril. 

Prata em máximos de duas semanas
Os preços da prata seguem a negociar em alta e estão mesmo nos valores mais elevados em mais de duas semanas. A contribuir para este desempenho está o anúncio dos indicadores relacionados com a indústria europeia que apontam para a recuperação da economia da região, aumentando a procura por metais, nomeadamente por aqueles que têm usos industriais. Os futuros da prata para entrega em Dezembro sobem 0,7% para os 17,615 dólares por onça, depois de ter chegado a atingir os 17,89 dólares por onça, o valor mais elevado desde 5 de Outubro. 



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comentários mais recentes
Saul Marques Há 2 semanas

Nesta altura que os depósitos a prazo praticamente não dão juros e importante o comum do cidadão ter informação sobre alternativas de investimente, nomeadamente na bolsa

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