Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas brilham, juros aliviam e matérias-primas sobem

Fecho dos mercados: Bolsas brilham, juros aliviam e matérias-primas sobem

As bolsas europeias prolongaram os ganhos da última sessão, num dia de novos recordes nos EUA. Entre as matérias-primas, a sessão é também de ganhos.
Fecho dos mercados: Bolsas brilham, juros aliviam e matérias-primas sobem
Reuters
Patrícia Abreu 04 de janeiro de 2018 às 17:23

O mercado em números
Stoxx 600 somou 0,89% para 393,68 pontos
PSI-20 subiu 1,53% para 5.622,72 pontos
S&P 500 sobe 0,38% para 2.723,39 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos desceram 7,1 pontos base para 1,919%
Euro avança 0,46% para 1,2070 dólares
Petróleo em Nova Iorque valoriza 0,76% para 62,10 dólares por barril

Máximos nos EUA estendem optimismo à Europa

As bolsas mundiais continuam a brilhar, suportadas pelo optimismo em torno do crescimento da economia global. O índice europeu Stoxx 600 ganhou 0,89%, para negociar no valor mais elevado em dois meses, num dia em que a maioria das bolsas europeias terminou com valorizações superiores a 1,5%.

Nos EUA, os principais índices norte-americanos estão a marcar novos máximos históricos esta quinta-feira, 4 de Janeiro, na terceira sessão consecutiva de ganhos em Wall Street. O Dow Jones superou a marca dos 25 mil pontos um dia depois de o S&P500 ter fechado acima dos 2.700,00 pontos. A sustentar a negociação continua a divulgação de bons dados económicos.

Esta quinta-feira, o relatório da ADP mostra que os empregadores privados criaram 250 mil postos de trabalho em Dezembro, a maior subida mensal desde Março, e muito acima das estimativas dos economistas consultados pela Reuters que apontavam para um acréscimo de 190 mil.

Em Lisboa, o índice PSI-20 mantém o bom comportamento protagonizado desde o início da semana. O PSI-20 acelerou 1,53% para 5.622,72 pontos, elevando para 4,36% a subida registada em 2018, naquele que é o quarto melhor arranque de ano a nível global. Em destaque esteve mais uma vez o BCP. O banco liderado por Nuno Amado disparou 3,83% para 29,85 cêntimos, depois de ter chegado a negociar em 29,99 cêntimos, o valor mais elevado desde Junho de 2016.

Juros em forte queda

Depois de várias sessões a agravar-se, a taxa a dez anos de Portugal registou um forte alívio esta quinta-feira. A "yield" baixou 7,1 pontos base para 1,919%, voltando a aproximar-se da marca de 1,9%, depois de ter chegado a estar nos últimos dias acima de 2%. Os juros de Portugal estiveram a cair em todas as maturidades e acompanharam as descidas dos juros na Europa, numa sessão que ficou marcada pelas emissões de dívida de França e de Espanha.

A dívida portuguesa continua, porém, a negociar com um prémio de risco inferior ao de Itália. O juro a dez anos italiano baixou mais de cinco pontos base, para 2,014%. Face à Alemanha, a diferença encurtou-se para 148,48 pontos.

Euro ganha terreno ao dólar

A moeda europeia segue a valorizar face ao dólar, depois das minutas da Reserva Federal (Fed) terem mostrado que os membros do Comité se mantêm favorável a um agravamento gradual dos juros nos EUA. O euro avança 0,46% para 1,2070 dólares. As minutas revelaram ainda que os membros do banco central americano debateram, na reunião de Dezembro, as possíveis causas para a persistente inflação abaixo dos 2% (isto apesar de nos 12 meses findos em Novembro ter recuperado para 1,8%) e salientaram que o plano fiscal aprovado em Dezembro (que inclui enormes cortes de impostos) poderá contribuir positivamente para uma economia americana que atravessa uma fase de ganhos de robustez.

Petróleo em máximos de três anos

Os preços do petróleo seguem a valorizar nos mercados internacionais, com o crude a negociar acima da marca dos 62 dólares por barril pela primeira vez desde Dezembro de 2014. Os números mais recentes mostram que os inventários de ouro negro caíram 7,42 milhões de barris na semana passada, naquela que foi a sétima contracção semanal consecutiva. Em Nova Iorque, o crude segue a subir 0,76% para 62,10 dólares por barril, enquanto o Brent ganha 0,27% para 68,02 dólares.

Metais industriais valorizam

Os preços dos metais industriais estão a valorizar, a reagir positivamente aos dados relativos à indústria nos EUA, que evidencia a recuperação sincronizada na produção industrial a nível global. O cobre sobe 1,3% para 7.241,50 dólares por tonelada, enquanto o níquel soma 2% para 12.665 dólares por tonelada.




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