Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas caem com Coreia, euro ganha

Fecho dos mercados: Bolsas caem com Coreia, euro ganha

A semana começou negativa, com os investidores a fugirem das acções com o receio de escalada da tensão internacional. O petróleo recua em Londres e sobe em Nova Iorque, enquanto os juros estão a perder terreno na Europa.
Fecho dos mercados: Bolsas caem com Coreia, euro ganha
Reuters
Diogo Cavaleiro 04 de setembro de 2017 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,61% para 5.163,50 pontos

Stoxx 600 cede 0,52% para 374,20 pontos

S&P 500 fechado para o Dia do Trabalhador nos EUA

Juro da dívida portuguesa a dez anos perde 9 pontos base para 2,833%

Euro avança 0,47% para 1,1916 dólares

Petróleo recua 0,72% para 52,37 dólares por barril em Londres

 

Bolsas pressionadas pela tensão geopolítica

A bolsa portuguesa perdeu terreno, acompanhando a Europa nesse comportamento negativo. É a primeira queda depois de três dias em alta.

 

A geopolítica é aqui a responsável, após o ensaio nuclear da Coreia do Norte. Houve reunião do Conselho de Segurança da ONU esta segunda-feira, que expôs as divisões entre os Estados Unidos e a China. É neste ambiente de dúvidas e de receios de uma escalada da tensão internacional que os investidores fogem de activos mais arriscados, como é o caso das acções. Houve, por isso, uma pressão vendedora, que acabou por pressionar os preços a que as acções foram transaccionadas.

 

O índice europeu Stoxx Europe 600 cedeu 0,52% para 374,20 pontos, com Madrid a cair 0,8% e Milão com uma quebra de 0,31%. O português PSI-20 fechou nos 5.163,50 pontos, o que reflecte uma descida de 0,61% face a sexta-feira. BCP e Jerónimo Martins marcaram desvalorizações superiores a 1%, com EDP e Galp a subirem ligeiramente.

 

Juros cedem na Europa

Os juros da dívida portuguesa recuaram hoje na generalidade dos prazos, ainda que a um nível muito menos expressivo do que ocorreu noutros mercados europeus. Alemanha, França, Itália e Espanha sentiram descidas dos juros implícitos às obrigações, reflectindo uma subida dos preços destes títulos de dívida, ao passo que Portugal marcou quedas pouco ligeiras.

 

A dez anos, a queda é de 9 pontos base para 2,833%, tendo estado, em todo o mês de Maio, abaixo da fasquia dos 3%. A descida ocorre depois de a Moody’s ter melhorado a perspectiva sobre a classificação de risco que atribui à dívida portuguesa de "estável" para "positiva", o que poderá levar à retirada do "rating" de um nível especulativo no horizonte de 12 a 18 meses.

 

Euribor cede a seis meses

As taxas interbancárias na Zona Euro tiveram hoje comportamentos mistos. A Euribor a três meses foi fixada em -0,329%, mantendo-se inalterada em relação a sexta-feira, segundo a agência Lusa. O valor mais baixo de sempre é -0,332%.

 

Já a taxa a seis meses, mais utilizada nos créditos à habitação em Portugal, caiu de -0,273% para -0,274%. A nove meses, a taxa resvalou e ficou em -0,214%, segundo informações da Lusa. 

 

Euro ganha

O euro está a ganhar força em relação ao dólar americano neste arranque de semana. A moeda única europeia negoceia nos 1,1916 dólares, correspondendo a uma valorização de 0,47% em relação a sexta-feira. Esta semana há reunião do Banco Central Europeu, havendo espaço para discurso do seu presidente, Mario Draghi.

 

O índice constituído pela Bloomberg que compara o dólar com outras divisas está a cair pelo terceiro dia, com os investidores a procurarem o franco suíço e o iene, fugindo a tensão entre a Coreia do Norte e os EUA.

 

Petróleo misto

O petróleo tem hoje um comportamento misto nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate soma 0,47% para 47,51 dólares por barril, em Nova Iorque, depois da pressão causada pelo furacão Harvey.

 

Em Londres, cada barril de Brent de Mar do Norte desliza 0,72% para 52,37 dólares. 

Ouro em máximos de 11 meses
A tensão geopolítica leva a que os investidores se refugiem em activos como o ouro, que sobe cerca de 1% para o valor mais elevado dos últimos 11 meses. Desde o início do ano, este activo acumula já um ganho de 16%, com os investidores a revelarem receios em torno de um conflito militar.




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