Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas caem pelo sétimo dia e juros em alta

Fecho dos mercados: Bolsas caem pelo sétimo dia e juros em alta

Os resultados das empresas voltaram a penalizar as bolsas europeias que desceram pelo sétimo dia. Já os juros da dívida soberana viveram uma sessão de subidas generalizadas.
Fecho dos mercados: Bolsas caem pelo sétimo dia e juros em alta
Raquel Godinho 01 de Novembro de 2016 às 17:29

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,58% para 4.624,88 pontos

Stoxx 600 recuou 1,07% para 335,33 pontos

S&P 500 cede 0,59% para 2.113,66 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal somou 3,9 pontos base para 3,357%

Euro soma 0,66% para 1,1053 dólares

Petróleo cai 0,82% para 48,21 dólares por barril em Londres


Bolsas completam sete dias de quedas

As bolsas do Velho Continente voltaram a desvalorizar e completaram sete sessões consecutivas em terreno negativo. As acções continuam a ser penalizadas pela publicação de resultados empresariais abaixo das estimativas. As contas do Standard Chartered e da BP apresentaram contas que ficaram aquém das estimativas. Nesse sentido, o Stoxx600, índice de referência da Europa, perdeu 1,07% para os 335,33 pontos.

 

A bolsa nacional seguiu esta tendência e caiu pelo segundo dia consecutivo. O PSI-20 perdeu 0,58% para os 4.624,88 pontos. As cotadas do sector energético foram as principais responsáveis pelo saldo negativo da praça portuguesa. A Galp Energia caiu pelo quinto dia. Cedeu 1,34% para os 12,185 euros. Já a EDP perdeu 1,33% para os 2,971 euros e a EDP Renováveis desvalorizou 0,61% para os 6,842 euros. Destaque positivo para o BCP, que após seis dias de quedas, regressou aos ganhos. Somou 1,07% para os 1,226 euros, naquela que foi a primeira sessão positiva após o reagrupamento dos títulos.

 

Juros seguem subida da Europa

A publicação de indicadores económicos favoráveis na China e nos Estados Unidos acalmou os receios dos investidores em torno de um abrandamento da economia mundial e, como consequência aumentou a expectativa de que os principais bancos centrais do mundo invertam a política monetária, retirando os estímulos e subindo a taxa de juro. Nesse sentido, provocou a venda generalizada de títulos de dívida. A queda dos preços das obrigações tem como consequência a subida das "yields". A dívida portuguesa acompanhou a tendência que se verificou nos restantes países europeus e as taxas de juro subiram em todos os prazos. Na maturidade de referência, a 10 anos, os investidores exigiram juros mais altos para apostar na dívida portuguesa. A taxa de juro subiu 3,9 pontos-base para os 3,357% e o prémio de risco face à dívida alemã agravou-se para 317,78 pontos.

Euribor com desempenhos diferentes

As taxas Euribor registaram desempenhos diferentes nos diversos prazos. Apenas a taxa a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, subiu, sendo que as restantes se mantiveram inalteradas nos níveis atingidos na véspera, de acordo com os dados divulgados pela Lusa. A Euribor a três meses, que está em valores negativos desde Abril do ano passado, manteve-se nos -0,313%, o actual mínimo histórico. Já a taxa a nove meses ficou inalterada nos -0,131%, enquanto a taxa a 12 meses também se manteve nos -0,069%. Já a Euribor a seis meses subiu para -0,211%.

 

Vantagem de Trump nas sondagens penaliza peso

O peso mexicano está a desvalorizar e negoceia em mínimos de três semanas face ao dólar. A penalizar a moeda está a sondagem conhecida esta terça-feira e que aponta para a vantagem do candidato republicano Donald Trump na corrida presidencial que termina na próxima semana. Esta sondagem atribuiu uma vantagem de um ponto percentual face à candidata democrata Hillary Clinton. Sempre que aumenta a expectativa de que Trump ganhe as eleições, o peso desvaloriza devido aos receios de que as transacções comerciais entre o México e os Estados Unidos sejam afectadas com este resultado eleitoral. Nesse sentido, o peso cede 1,60% para os 0,05217 dólares. Nas últimas quatro sessões, esta é a terceira de quedas.  

Petróleo cai para mínimos de mais de um mês

Os preços do petróleo seguem novamente a desvalorizar em ambos os mercados de referência. E a matéria-prima está mesmo a negociar perto de mínimos de mais de um mês. O petróleo chegou a subir, a reflectir a valorização da gasolina depois de uma explosão num oleoduto em Alabama. Contudo, voltou às perdas com a expectativa de que seja anunciado um aumento nas reservas de combustíveis dos Estados Unidos, o que volta a acentuar as preocupações com um excesso de oferta num contexto em que os investidores duvidam da capacidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de colocar em prática o corte de produção acordado. Assim, em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) deprecia 0,87% para os 46,45 dólares por barril. Já em Londres, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, perde 0,82% para os 48,21 dólares por barril.  

Cobre completa melhor ciclo em 18 meses

O metal está a valorizar pela sétima sessão consecutiva, o que representa a mais longa série de ganhos em quase 18 meses. A impulsionar este desempenho estão os dados que apontam para uma produção industrial melhor do que o esperado na China. O índice de gestores de compras que mede a actividade das fábricas subiu para um máximo de dois anos. Este indicador provocou um desempenho positivo na generalidade dos metais, tendo em conta que a China é um dos maiores consumidores do mundo. O cobre para entrega em três meses soma, assim, 1,2% para os 4.911,50 dólares por tonelada métrica.




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comentários mais recentes
Paula Picão Há 6 dias

3,357%...ok JN...compreendo a falta de alarme, hoje é feriado...mas faltam 0,643% para a DBRS se começar a incomodar...

Rui Ferreira Há 1 semana

juros em alta? com afirmações como..não pagamos ou depois vê-se...a coisa em 3,4 anos está em bancarrota. ao menos comemos felizes... 4 anos a comer 4 a levar. (e mesmo quando é a comer..é sempre migalhas do que podia ser...com outra gente na politica que nao aqueles 1000 ou 2000 que por lá vagueiam)

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