Bolsa Fecho dos mercados: Bolsas cedem, mas pouco. Juros, petróleo, ouro e cobre sobem

Fecho dos mercados: Bolsas cedem, mas pouco. Juros, petróleo, ouro e cobre sobem

As bolsas europeias registaram descidas ligeiras, num período marcado por um baixo volume de transacções. Os juros portugueses estiveram a subir, à semelhança dos restantes mercados, enquanto se aguardam desenvolvimentos em Itália. Em alta estão também o euro, o ouro, o petróleo e o cobre.
Fecho dos mercados: Bolsas cedem, mas pouco. Juros, petróleo, ouro e cobre sobem
Pedro Catarino/CM
Negócios 28 de dezembro de 2017 às 17:23

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,19% para 5.368,83 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,31% para 389,31 pontos

S&P 500 ganha 0,06% para 2.684,15 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 5 pontos base para 1,894%

Euro avança 0,53% para 1,1951 dólares

Petróleo valoriza 0,05% para 66,47 dólares por barril, em Nova Iorque

 

Bolsas com quedas ligeiras

As bolsas europeias negociaram em queda, numa sessão de oscilações constantes entre os principais índices bolsistas, com as praças a variarem entre ganhos e perdas ligeiras. O dia foi marcado pela ausência de notícias com impacto nos mercados um pouco por todo o mundo e pela ausência de muitos investidores devido à época, o que se traduz numa liquidez baixa, como é normal nesta altura do ano.

Na bolsa nacional, a tendência não foi diferente, com o PSI-20 a fechar com um recuo de 0,19% para 5.368,83 pontos. Destaque para os CTT, que voltaram a perder terreno, ao deslizarem 1,86% para 3,484 euros, no dia em que foram conhecidos os compromissos que os correios apresentaram à Autoridade da Concorrência, no âmbito do processo de contra-ordenação aberto pelo regulador por indícios de infracção às regras de concorrência. Entre as medidas está a proposta de alargar a rede postal aos concorrentes.

 

Juros italianos em alta antes de presidente dissolver Parlamento

Os juros da dívida de Itália estão em alta ligeira, numa altura em que se aguarda que o presidente Sergio Mattarella dissolva formalmente o Parlamento e anuncie a data das eleições legislativas, que se espera que decorram a 4 ou a 11 de Março.

A ‘yield’ associada às obrigações italianas a dez anos sobe 2,8 pontos base para 1,949%, mantendo-se acima da de Portugal, que sobe 5 pontos para 1,894%. Em Espanha, onde permanece a incerteza política na Catalunha, os juros sobem 4,4 pontos para 1,514%, enquanto na Alemanha avançam 4 pontos para 0,425%. 

 

Euro a caminho do fecho mais alto desde Setembro

A moeda única europeia segue em alta face à nota verde, a valorizar 0,53% para 1,1951 dólares, rumo ao fecho de sessão mais elevado desde Setembro. O euro acumula um ganho de 13,6% desde o início do ano, o maior desde 2003.

A moeda americana está em queda não só face ao euro mas também contra as restantes grandes divisas mundiais, preparando-se para registar o pior ano em mais de uma década, salienta a Bloomberg.

 

Petróleo ganha terreno e supera os 66 dólares em Londres

Os preços do petróleo estão a subir, a reflectir o anúncio de uma redução da produção de crude Líbia na sequência de uma explosão num oleoduto na última terça-feira. 


Em Londres, o Brent do Mar do Norte segue a ganhar 0,05% para 66,47 dólares por barril, ao passo que em Nova Iorque o crude de referência dos EUA – o West Texas Intermediate – negoceia inalterado nos 59,88 dólares.


A travar uma maior euforia dos preços do petróleo está a iminente reabertura de um oledoduto no Mar do Norte muito importante para o mercado, pois transporta cerca de 450.000 barris por dia de crude do campo britânico Forties, que é um crude de qualidade superior caracterizado pela baixa densidade e baixo teor de enxofre. Este oleoduto fechou para reparações no passado dia 11 de Dezembro e está já a ser testado, prevendo-se que possa retomar o seu pleno funcionamento no início de Janeiro, disse um operador à Bloomberg.

 

Cobre em máximos de quatro anos. Ouro próximo dos 1.300 dólares

O cobre está a valorizar pela décima sessão consecutiva - a mais longa série de ganhos em quase três décadas (1989) – impulsionado pelo aumento das estimativas para a procura e pelas disrupções na oferta, na China. Em Londres, o metal industrial segue a negociar nos 7.267 dólares por tonelada, depois de ter chegado a tocar nos 7.312,50 dólares, o valor mais alto desde Janeiro de 2014.

Já o ouro atingiu o valor mais alto em quase um mês e segue a caminho da terceira semana consecutiva de ganhos, numa altura em que o dólar norte-americano está em queda e o metal amarelo reforça o estatuto de valor-refúgio. O metal precioso segue a subir 0,4% em Londres, para 1.291,74 dólares por onça, depois de já ter tocado nos 1.293,25 dólares – o valor mais alto desde 29 de Novembro.




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