Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas de regresso ao ganhos. Juros disparam

Fecho dos mercados: Bolsas de regresso ao ganhos. Juros disparam

As praças europeias encerraram a valorizar, depois de ontem terem registado a primeira queda do ano. Já os juros do país dispararam para máximos de quase um ano, num momento em que surgem pressões para que o BCE reduza estímulos.
Fecho dos mercados: Bolsas de regresso ao ganhos. Juros disparam
Reuters
Patrícia Abreu 05 de Janeiro de 2017 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,42% para 4.721,38 pontos

Stoxx 600 subiu 0,10% para 365,64 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,35% para 2.262,72 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 13,6 pontos base para 4,031%

Euro sobe 1,05% para 1,0599 dólares

Petróleo desce 0,51% para 56,17 dólares por barril, em Londres

Bolsas sem tendência definida

As praças europeias terminaram a sessão desta quinta-feira, 5 de Janeiro, em alta, num momento em que aumentam as expectativas de maior crescimento e inflação no Velho Continente. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,10%, num dia em que apenas o índice português desvalorizou. A dominar a sessão estiveram as indicações deixadas pelas minutas divulgadas esta quarta-feira. Nas actas reportadas ontem, o banco central dos EUA realça a preocupação da Fed em relação a um dólar forte, o que pode levar a instituição a subir as taxas de juro a um ritmo menos acelerado do que é esperado pelo mercado.

O índice PSI-20 registou o pior desempenho na Europa, ao perder 0,42%. A determinar as descidas na bolsa portuguesa estiveram os títulos do grupo EDP. A eléctrica cedeu 1,07% para 2,86 euros, enquanto a EDP Renováveis caiu 0,81% para 6,00 euros. A corrigir esteve ainda a Jerónimo Martins. A retalhista desceu 0,29% para 15,60 euros, depois de ter valorizado mais de 5% na sessão anterior e apesar da empresa ter recebido uma nota de análise positiva do Haitong, que veio juntar-se à emitida na quarta-feira pelo JPMorgan.

Juros de Portugal acima de 4%

As taxas de juro de Portugal disparam esta quinta-feira, com a linha a dez anos a superar a barreira dos 4%, algo que não acontecia desde Fevereiro do ano passado. A "yield" a dez anos subiu 13,6 pontos base para 4,031%, num momento que aumenta a especulação de que a recuperação da taxa de inflação poderá forçar o BCE a acelerar a subida dos juros. Com os preços na Zona Euro e na Alemanha a dispararem em Dezembro, os economistas germânicos entendem que é tempo de Mario Draghi retirar o pé do acelerador dos estímulos monetários. E devolver rendibilidade aos aforradores. Já as "bunds" alemãs caíram 3,3 pontos base para 0,243%, aumentando o "spread" para a dívida nacional para 378,77 pontos.

Euribor renovam mínimos históricos

As taxas Euribor desceram hoje a três, seis, nove meses e mantiveram-se inalteradas a doze meses, em relação a quarta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu para -0,321%, tendo registado um novo mínimo de sempre. A taxa Euribor no prazo de seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, desceu para -0,226%, menos 0,002 pontos percentuais que o valor fixado na quarta-feira. A Euribor a seis meses registou hoje um novo mínimo.

Dados decepcionantes do emprego pressionam dólar

O dólar está a perder valor face às principais divisas europeias. O índice do dólar, que mede o comportamento da nota verde face a um cabaz de dez moedas, desce 0,6%, a reagir à divulgação de números do emprego abaixo das estimativas. O relatório da ADP sobre o emprego mostra que que o sector privado, nos Estados Unidos, criou 153 mil postos de trabalho, no mês passado, depois dos 215 mil, em Novembro. O número ficou abaixo do esperado já que os economistas consultados pela Bloomberg antecipavam a criação de 175 mil empregos.

Reservas penalizam petróleo

Os preços do petróleo seguem a desvalorizar nos mercados internacionais, com as cotações a reagirem a um relatório que mostra que as reservas de combustíveis aumentaram nos EUA, na semana passada. O WTI, negociado em Nova Iorque, desce 0,56% para 52,96 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, cai 0,51% para 56,17 dólares por barril. de acordo com os dados divulgados pelo Departamento da Energia norte-americano as reservas de gasolina aumentaram 8,31 milhões de barris, enquanto os analistas previam uma subida de um milhão de barris.


Ouro em máximos de quatro semanas

A incerteza em torno do impacto da governação de Donald Trump nos EUA está a dar novo brilho ao ouro. O metal precioso sobe 1,4% para 1.179,43 dólares por onça, máximos de quatro semanas, depois das minutas da Fed terem mostrado que a instituição receia que as medidas do novo presidente interfiram no ritmo de subida dos juros. Declarações que contribuem para aumentar os receios em torno da imprevisibilidade de Trump. 




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