Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas de volta aos ganhos em semana com poucas oscilações

Fecho dos mercados: Bolsas de volta aos ganhos em semana com poucas oscilações

As bolsas europeias regressaram às subidas, numa sessão sem grandes oscilações. Já os juros da República voltaram a aliviar.
Fecho dos mercados: Bolsas de volta aos ganhos em semana com poucas oscilações
Patrícia Abreu 12 de maio de 2017 às 17:21

Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,12% para 5.237,15 pontos

Stoxx 600 subiu 0,31% para 395,63 pontos

S&P 500 recua 0,54% para 2.386,73 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal cede 1,8 pontos base para 3,373%

Euro sobe 0,59% para 1,0926 dólares

Brent desce 0,33% para 50,60 dólares por barril

Bolsas regressam aos ganhos

As bolsas do Velho Continente estiveram a recuperar da maior descida em três semanas. O índice europeu avançou 0,31%, numa semana em que as bolsas da região estiveram a fazer uma pausa após os máximos registados nas últimas semanas. A sustentar a negociação estiveram as acções do sector das telecomunicações e da saúde, num dia dominado pela divulgação de indicadores económicos nos EUA.

A bolsa lisboeta acompanhou a tendência positiva registada na Europa. O PSI-20 ganhou 0,12%, suportado pelas subidas da EDP e da Jerónimo Martins. A retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos subiu 0,77% para 16,94 euros enquanto a eléctrica nacional valorizou 1,04% para 3,30 euros, o valor de fecho mais elevado desde 5 de Maio de 2016. Já o BCP esteve a corrigir. Caiu 2,35% para 0,22 euros, apesar de ter recebido uma nota positiva do JPMorgan.

Prémio de risco abaixo de 300 pontos

Os juros da dívida portuguesa mantiveram-se em mínimos desde Novembro do ano passado, em linha com a tendência dos restantes títulos europeus, num desempenho que o Commerzbank classificou ontem de "notável". A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos caiu 1,8 pontos base para 3,373%, tendo fixado durante o dia o mínimo de cinco meses em 3,359%.

Numa nota de "research" publicada na noite de quinta-feira, o Commerzbank destacou pela positiva a evolução das taxas das obrigações portuguesas nas últimas semanas. Mas alerta para os riscos que a economia portuguesa atravessa e não antecipa melhorias de "rating" em breve. "O prémio de risco das obrigações portuguesas a dez anos em relação às obrigações alemãs caiu quase 100 pontos base desde o pico de Fevereiro. Isto é notável e encorajador já que ocorre numa altura em que o BCE está a reduzir as compras porque está perto do limite de 33% por emitente", refere o banco alemão.

O prémio de risco da dívida portuguesa permanece abaixo dos 300 pontos base, ainda que se tenha agravado ligeiramente face à véspera, uma vez que o juro das "bunds" alemãs baixou mais que a taxa de referência nacional.

Taxas Euribor mantêm-se a 3, 9 e 12 meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, nove e 12 meses e descem a seis meses em relação a quinta-feira. A taxa Euribor a seis meses recuou para -0,250%, quando na sessão anterior tinha registado um valor menos negativo (-0,249%), aproximando-se do actual mínimo de sempre, de -0,251%. A Euribor a três meses manteve-se pela 13.ª sessão consecutiva em -0,329%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez em 10 de Abril. No prazo a 12 meses, a taxa manteve-se em -0,124%, o mesmo valor da véspera.

Dados económicos penalizam dólar

A divulgação de indicadores económicos abaixo das estimativas esteve a penalizar a negociação do dólar, esta sexta-feira, 12 de Maio. O índice que mede o comportamento do dólar face a um cabaz de dez moedas mundiais, desce 0,3%, naquela que é a terceira sessão de quedas da divisa. As vendas a retalho nos EUA cresceram 0,4% em Abril – um comportamento que fica ligeiramente abaixo do estimado pelos analistas consultados pela Reuters, que anteviam uma subida de 0,6%. 

Petróleo no vermelho

Os preços do petróleo seguem a negociar em terreno negativo, apesar das indicações deixadas por vários exportadores no sentido de uma extensão do acordo de corte de produção. Em Novembro, os membros da OPEP assinaram um acordo que previa uma redução da produção de petróleo. O objectivo era travar o excesso de oferta no mercado, que estava a provocar uma queda da cotação da matéria-prima. Esse acordo devia terminar no próximo mês, mas os membros da OPEP, aparentemente, estão disponíveis para prolongar os cortes na produção até, pelo menos, ao final do ano. Apesar da queda da sessão, em termos acumulados, as cotações sobem mais de 3% esta semana. barril de Brent desce 0,33% para 50,60 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, cai 0,52% para 47,58 dólares.

Algodão em máximos de 2014

Os preços do algodão seguem a negociar no valor mais elevado dos últimos três anos, impulsionados pelos sinais de que a oferta a nível global está a diminuir e a maior procura por parte dos EUA. A matéria-prima dispara 3,8% para 82,18 cêntimos por libra-peso, o valor mais elevado desde Junho de 2014. Apenas nos últimos 12 meses, o algodão dispara 35%.




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comentários mais recentes
Pharol com OI 12.05.2017

Bom, a OI fechou mais uma vez no verde! Todos os dias a subir consistentemente! Muito boas noticias para a Pharol! Ainda por cima os titulos em saldo! Boa altura para entrar!

Bernardo 12.05.2017

O BCP perdeu hoje mais de 2%? Ou o banco se mete a financiar armamento a países estrangeiros ou não vejo como vai valorizar, tirando os aumentos constantes de comissões e rapar todos os 'pen telhitos' que pode aos clientes.

PRICE TARGET BCP sempre a SUBIR 12.05.2017


È ENGRAÇADO TODOS SOBEM O PRICE TARGET do MILENIUM BCP ATÉ OS LUCROS SOBEM MAS AS AÇÕES NÃO PARAM DE DESCER quem estará por detrás de tudo isto EU SEI MAS NÃO POSSO DIZER senão mandam -me FUZILAR

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