Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas de volta às quedas. Euro e juros descem

Fecho dos mercados: Bolsas de volta às quedas. Euro e juros descem

As bolsas europeias interromperam um ciclo de três sessões positivas, depois de terem sido conhecidas as actas relativas às últimas reuniões da Fed e do BCE. Juros estiveram a corrigir.
Fecho dos mercados: Bolsas de volta às quedas. Euro e juros descem
Patrícia Abreu 17 de agosto de 2017 às 17:26

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,32% para 5.243,07 pontos

Stoxx 600 desceu 0,59% para 376,87 pontos

S&P 500 cai 0,67% para 2.451,54 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 5,7 pontos base para 2,775%

Euro perde 0,25% para 1,1738 dólares

Petróleo ganha 1,05% para 50,80 dólares, em Londres

 

Bolsas interrompe ciclo de ganhos

As praças do Velho Continente concluíram o maior ciclo de ganhos num mês, depois de terem sido conhecidas as actas das últimas reuniões de política monetária do Banco Central Europeu e da Reserva Federal dos EUA. O europeu Stoxx 600 cedeu 0,59%, numa sessão em que os títulos da banca protagonizaram as quedas mais expressivas.

Na sua última reunião, os membros do Conselho de Governadores do BCE discutiram a necessidade de alterar a linguagem utilizada nas orientações futuras sobre a política monetária, revelam os relatos dessa reunião, divulgados esta quinta-feira, 17 de Agosto. Mas essa mudança foi refreada devido aos receios da reacção do mercado e, também, devido às preocupações em relação à valorização do euro. Já no dia anterior, as minutas da Fed deram conta de uma divisão entre os membros da FOMC, na reunião de 26 de Julho, em relação à data de início do programa de redução do balanço.

O PSI-20 acompanhou as quedas europeias, com o PSI-20 a perder 0,32%. A pressionar a negociação esteve a queda do BCP e da Jerónimo Martins. O banco liderado por Nuno Amado desvalorizou 1,18% para 0,2349 euros, enquanto a retalhista caiu 0,89% para 16,75 euros. ainda no sector do retalho, a Sona cedeu 0,31% para 0,977 euros, depois do CaixaBI ter baixado em vinte cêntimos o "target" da empresa para 1,25 euros.

Juros em mínimos de um ano

Os juros da dívida pública portuguesa estiveram a cair em todas as maturidades, com a taxa de referência a negociar abaixo de 2,8%, em mínimos de Agosto de 2016. No prazo a 10 anos, a taxa de juro associada às obrigações de dívida lusas esteve a deslizar pelo segundo dia seguido, recuando 5,7 pontos base para 2,775%. Também o prémio de risco da dívida pública lusa – medido contra a dívida alemã, tomada pelos mercados como referência para a Zona Euro – está a cair para 234,96 pontos base, um valor próximo do mínimo de Janeiro de 2016.

A tendência de queda, embora menos acentuada, alastra-se também aos restantes periféricos do euro, com as "yields" associadas às obrigações a 10 anos de Itália e Espanha a caírem 2,2 e 2,7 pontos base para 2,025% e 1,436%, respectivamente.

Euribor inalteradas

As taxas Euribor mantinham-se hoje a três e seis meses, face a quarta-feira, e caíam nove e a 12 meses. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de abril de 2015, manteve-se hoje em -0,329%. Trata-se da sexta sessão consecutiva em que a Euribor neste prazo se mantém. No prazo dos seis meses, a taxa Euribor também ficou inalterada nos -0,271%. No prazo de 12 meses, a taxa  caiu hoje 0,002 pontos percentuais para -0,158%, face a quarta-feira, mas está acima do mínimo de sempre, de -0,163%, fixado pela primeira vez em 23 de Junho.

Relatos do BCE pressionam euro

O euro segue mais uma vez a desvalorizar, tendo já estado a negociar abaixo de 1,17 dólares, com a divisa a reagir aos relatos relativos à última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que mostram que a instituição está preocupada com a tendência de subida da moeda única. O euro cede 0,25% para 1,1738 dólares.

Os relatos do BCE revelaram que na reunião do Conselho de Governadores do passado dia 20 de Julho, o entendimento dos governadores foi de que "apesar de ter sido sublinhado que a valorização do euro até à data pode ser, em parte, um reflexo das alterações nos fundamentais da Zona Euro em relação ao resto do mundo, foram expressadas preocupações sobre o risco da taxa de câmbio ter aumentos significativos no futuro".

Petróleo sobe mais de 1% em Londres

Os preços do petróleo inverteram a tendência negativa do início da sessão e seguem a valorizar mais de 1% no mercado londrino. O WTI, negociado em Nova Iorque, soma 0,58% para 47,05 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, ganha 1,05% para 50,80 dólares. Esta recuperação ocorre num momento em que os maiores exportadores de crude mundiais continuam empenhados em reduzir as reservas de crude global e depois de esta quarta-feira ter sido reportada uma quebra dos inventários nos EUA. Apesar da quebra das reservas norte-americanas, a produção registou o maior aumento desde Junho.

Ouro próximo dos 1.300 dólares

Os preços do ouro seguem a valorizar pelo segundo dia consecutiva, com o metal precioso a aproximar-se dos 1.300 dólares por onça, valor que não visita desde Novembro. O metal sobe 0,8% para 1.292,70 dólares por onça, depois de as minutas da última reunião da Reserva Federal dos EUA terem mostrado que os membros do Comité estão divididos em relação ao ritmo de subida de juros e ao início da retirada do balanço. Já esta quinta-feira, os relatos do BCE referem que os governadores estão preocupados com a subida do euro, o que sugere que a autoridade monetária não irá tomar para já medidas que possam suportar a divisa, como a retirada de estímulos.

 




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