Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas desaceleram, PSI-20 resiste e juros descem

Fecho dos mercados: Bolsas desaceleram, PSI-20 resiste e juros descem

As bolsas europeias corrigiram após os ganhos das últimas semanas, com os investidores a realizarem mais-valias. O ouro encontrou um novo fôlego de final de ano e o dólar perdeu força.
Fecho dos mercados: Bolsas desaceleram, PSI-20 resiste e juros descem
Bloomberg
Rui Barroso 29 de dezembro de 2016 às 17:26

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 0,35% para 4.668,35 pontos

Stoxx 600 desceu 0,35% para 360,26 pontos

S&P 500 desliza 0,11% para 2.247,38 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 1,7 pontos base para 3,754%

Euro sobe 0,72% para 1,0488 dólares

Petróleo desce 0,04% para 56,20 dólares por barril, em Londres

Bolsas perdem gás na penúltima sessão do ano

O Stoxx 600 corrigiu e interrompeu um ciclo de três subidas consecutivas. Desvalorizou 0,35%, com alguns dos sectores que registavam as maiores subidas nos últimos meses a terem o pior desempenho. Os índices da banca, do sector automóvel e das mineiras tiveram as maiores descidas do dia. Isto numa sessão que continuou a ser marcada pela baixa liquidez, com o valor negociado a ser de cerca de metade do normal.

"As acções recuaram com os investidores a realizarem mais-valias e a retirarem algum risco das suas carteiras", observou Mike van Dulken, responsável de análise da Accendo Markets, numa nota citada pela Bloomberg. Apesar desta descida, o Stoxx 600 leva um ganho de 5,34% desde o início de Dezembro, o melhor desempenho mensal de 2016. Ainda assim, acumula uma desvalorização de 1,52% desde o início do ano.

Já o PSI-20 escapou às quedas esta sessão. O índice da bolsa nacional avançou 0,35%, com 16 das 18 cotadas em terreno positivo. As maiores subidas pertenceram à Sonae Capital e Semapa, com ganhos de 1,46% e 1,29%. Já o BCP interrompeu o ciclo de quedas ao valorizar 0,96%. Pharol e CTT foram as únicas cotadas a desvalorizar esta quinta-feira.

Juros com quedas generalizadas na Europa

As taxas das obrigações soberanas europeias tiveram descidas generalizadas e na dívida portuguesa não foi excepção. A taxa das obrigações nacionais a dez anos baixou 1,7 pontos base para 3,754%, o segundo dia de quedas. Isto numa altura em que o BCE parou o programa de compras que será retomado no início do ano. Apesar da inactividade do banco central, as "yields" italiana e espanhola também têm descidas de 1,7 e 1,5 pontos base para 1,795% e 1,326%, respectivamente. Também a taxa alemã desceu, caindo dois pontos base para 0,175%, a quinta queda consecutiva.

Euribor inalteradas a três e seis meses

As taxas Euribor a três e a seis meses não sofreram oscilações esta quinta-feira. Já o indexante a 12 meses registou subidas. A Euribor a três meses continua em mínimos, ao voltar a ser fixada em -0,319%, segundo dados da Agência Lusa. Também a seis meses a taxa continua no valor mais baixo de sempre, ao manter-se em -0,221%. A destoar desta tendência esteve a Euribor a 12 meses, que aumentou 0,1 pontos base para -0,081%.

Dólar perde força

A nota verde não resistiu aos dados do mercado imobiliário. O índice que mede a força do dólar face às outras dez principais divisas mundiais desce 0,56% para 1.269,58 pontos. "O dólar depreciou contra todas as divisas do G-10 e a maioria das moedas de mercados emergentes após uma descida inesperada de 2,5% nas vendas pendentes de casa em Novembro", referiu Ipek Ozkardeskaya, analista de mercado da London Capital Group, à Bloomberg. O euro aproveitou a fraqueza da nota verde, valorizando 0,72% para 1,0488 dólares.
 

Petróleo interrompe subidas após reservas nos EUA

Os preços do petróleo inverteram os ganhos de quase toda a sessão após terem sido divulgados os dados das reservas nos EUA. O Brent desliza 0,04% para 56,02 dólares e o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, cede 0,46% para 53,81 dólares. Os inventários de petróleo aumentaram pela segunda semana consecutiva na maior economia do mundo, o que travou a sequência de ganhos do ouro negro que levou os preços para o valor mais elevado dos últimos 17 meses. Na semana passada as reservas aumentaram em 614 mil barris, segundo dados citados pela Bloomberg, sendo que os analistas antecipavam uma descida de 1,5 milhões de barris.

Ouro com brilho de final de ano

O metal amarelo sobe pela quarta sessão consecutiva, a maior sequência de ganhos desde Setembro. O preço da onça de "troy" sobe 1,31% para 1.156,54 dólares esta quinta-feira, aproveitando a fraqueza do dólar. "Há alguma fraqueza do dólar e o ouro está de facto a desconto se considerarmos as compras feitas nos últimos 12 meses", explicou James Cordier, fundador da Optionsellers, à Bloomberg. Apesar da recuperação das últimas sessões, o metal amarelo acumula uma descida de 12% nos últimos três meses. Ainda assim, prepara-se para encerrar o ano com uma valorização de 9%, graças ao desempenho no primeiro semestre. 




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