Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas descem e juros sobem à espera de Yellen

Fecho dos mercados: Bolsas descem e juros sobem à espera de Yellen

Os mercados accionistas europeus fecharam a sessão a desvalorizar, num dia em que os investidores aguardam pela decisão da Reserva Federal dos EUA sobre as taxas de juro no país.
Fecho dos mercados: Bolsas descem e juros sobem à espera de Yellen
Bloomberg
Patrícia Abreu 14 de dezembro de 2016 às 17:21

Os mercados em números

PSI-20 caiu 1,07% para 4.599,24 pontos

Stoxx 600 desceu 0,50% para 355,72 pontos

S&P 500 cede 0,22% para 2.266,66 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal subiu 1,5 pontos base para 3,775%

Euro desliza 0,27% para 1,0655 dólares

Petróleo desce 1,08% para 55,12 dólares, em Londres

 

Bolsas em queda antes da Fed

As principais praças europeias encerraram a negociar no vermelho, com as atenções dos investidores focadas na reunião de política monetária da Reserva Federal dos EUA. O europeu Stoxx 600 caiu 0,50%, numa sessão em que os títulos da banca lideraram as quedas. A determinar a evolução negativa das bolsas europeias, que fecharam com perdas que oscilaram entre 0,28% em Londres e em 3,61% em Atenas, está a incerteza em relação às indicações da líder da Fed, Janet Yellen, para a política monetária em 2017.

Em Lisboa, o PSI-20 caiu 1,07%, em mais um dia dominado pela forte desvalorização das acções do BCP. O banco perdeu 3,58% para 1,09 euros, depois de ter afundado 12% na véspera, a maior queda em dois anos, no dia em que o Sabadell vendeu a posição que ainda controlava na instituição. A pressionar esteve ainda a Jerónimo Martins. A retalhista portuguesa desceu 2,64% para 14,925 euros.

Juros de volta às subidas

Os investidores estiveram a exigir um juro mais elevado para comprar dívida portuguesa no mercado secundário. A taxa de referência a dez anos subiu 1,5 pontos base para 3,775%, voltando a agravar-se depois do alívio na sessão anterior. As "yields" europeias aceleraram um movimento de subida nos últimos dias, depois do Banco Central Europeu ter decidido na semana passada estender o prazo do plano de compra de activos até o final de 2017, mas ter reduzido o ritmo das compras. O spread face à dívida alemã ficou nos 347,36 pontos.

Euribor inalteradas pela quarta sessão

As taxas Euribor mantiveram-se a três e a nove meses, subiram a seis e desceram a 12 meses em relação a terça-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou hoje a ser fixada, pela quarta sessão consecutiva, em -0,316%, depois de ter descido em 8 de Dezembro para o actual mínimo de sempre, de -0,318%. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, foi hoje fixada em -0,217%, mais 0,001 pontos do que na véspera e contra -0,220%, o actual mínimo de sempre registado pela primeira vez em 22 de Novembro.   

Euro ganha terreno ao dólar

Apesar da expectativa dos economistas dar como quase certa uma subida dos juros por parte do banco central dos EUA, a moeda europeia seguia a valorizar face ao dólar. O euro avança 0,27% para 1,0655 dólares, perante a expectativa que a presidente da Fed, Janet Yellen, possa manter um discurso conservador, apontando para um ciclo de subidas gradual e moderado. As indicações que possam sair da reunião sobre novos aumentos são o tema que está a centrar a atenção dos investidores.

 

Petróleo desce mais de 1%

Os preços do petróleo seguem a desvalorizar mais de 1% nos mercados internacionais, apesar de ter sido divulgada uma quebra das reservas de crude nos EUA. O WTI, negociado em Nova Iorque, cai 1,53% para 52,17 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, desce 1,08% para 55,12 dólares. A penalizar está o facto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter adiantado que mesmo que os cortes na produção acordados entre os membros do cartel e os 11 membros exteriores avancem no início de 2017, só em meados do ano é que a procura superará a oferta.

Cobre recupera de mínimos de três semanas

Os preços do cobre seguem a recuperar do valor mais baixo em três semanas, a reagirem à notícia de que a China injectou mais crédito no sistema financeiro para impulsionar a economia do país. O valor do metal industrial sobe 0,7% para 5.728 dólares por tonelada, tendo já estado a subir um máximo de 1,3%, suportada pela especulação de maior construção na China.


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mais votado Anónimo 14.12.2016


O BURACO ANUAL DA CGA CUSTA MAIS DO QUE O RESGATE DE UM BANCO

O défice orçamental do OE 2017, é de 3016 milhões de Euros...

e o buraco anual das pensões dos FP / CGA em 2017, é de 4600 milhões de Euros.

CONCLUSÃO: SÓ EXISTE DÉFICE EM 2017, DEVIDO AO BURACO DA CGA!


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Anónimo 14.12.2016


O BURACO ANUAL DA CGA CUSTA MAIS DO QUE O RESGATE DE UM BANCO

O défice orçamental do OE 2017, é de 3016 milhões de Euros...

e o buraco anual das pensões dos FP / CGA em 2017, é de 4600 milhões de Euros.

CONCLUSÃO: SÓ EXISTE DÉFICE EM 2017, DEVIDO AO BURACO DA CGA!


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