Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas descem e juros travam ciclo de quedas após BCE

Fecho dos mercados: Bolsas descem e juros travam ciclo de quedas após BCE

As praças europeias estiveram a perder valor, na véspera da tomada de posse de Donald Trump como novo presidente dos EUA e depois do BCE ter mantido o programa de compra de activos na Europa.
Fecho dos mercados: Bolsas descem e juros travam ciclo de quedas após BCE
Patrícia Abreu 19 de janeiro de 2017 às 17:23

Os mercados em números:

PSI-20 caiu 0,55% para 4.580,68 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,06% para 362,85 pontos

S&P 500 desce 0,15% para 2.268,45 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 4,4 pontos base para 3,881%

Euro cai 0,04% para 1,0626 dólares

Petróleo valoriza 0,85% para 54,38 dólares por barril, em Londres


Bolsas no vermelho antes de Trump

As praças do Velho Continente terminaram a sessão de quinta-feira, 19 de Janeiro, a desvalorizar. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,06%, numa sessão marcada pela reunião do Banco Central Europeu (BCE). A autoridade liderada por Mario Draghi informou que vai manter o programa de compra de activos pelo menos até ao final do ano, as taxas de juro ficarão no actual nível ou mais baixas bem para lá dessa data, e se os sinais da economia piorarem o banco central está pronto para reforçar os estímulos que tem no terreno.

Apesar da mensagem de tranquilidade passada pelo presidente do BCE, na conferência de imprensa desta manhã, as bolsas não conseguiram travar as quedas, com os investidores a aguardarem o discurso de tomada de posse de Donald Trump como novo presidente dos EUA amanhã, em Washington. Janet Yellen, presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, reiterou ainda que a autoridade está pronta para voltar a subir o preço do dinheiro no país, uma vez que a economia está forte o suficiente para suportar subidas de juros.

A bolsa de Lisboa terminou a recuar 0,55%. A pressionar a negociação esteve sobretudo o BCP. O banco liderado por Nuno Amado caiu 11,37% para 0,1427 euros, num dia em que os direitos de subscrição do aumento de capital abriram bem abaixo do preço teórico, o que está a pressionar as acções. Uma nota negativa ainda para a EDP. A eléctrica desceu 1,10% para 2,80 euros, depois do Société Générale ter baixado a sua avaliação para as acções da companhia. Já a Sonae destacou-se com uma subida de 2,34% para 0,875 euros, com os analistas a aplaudirem as vendas apresentadas pela companhia no último trimestre de 2016.

Juros sobem pela primeira vez em sete dias

Depois de seis sessões de quedas, os juros de Portugal estiveram a agravar-se esta quinta-feira. A taxa de referência a dez anos subiu 4,4 pontos base para 3,881%, quebrando o maior ciclo de quedas desde Agosto de 2016. A subida agravou-se após a reunião do BCE, onde a instituição manteve o actual programa de compras, sendo que Portugal é um dos países mais penalizados pela manutenção das actuais restrições às compras por emitente. O "spread" face à dívida alemã agravou-se para 350,19 pontos.

Euribor estável em mínimos

As taxas Euribor mantiveram-se hoje inalteradas em mínimos a três, seis, nove e 12 meses. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,329%, actual mínimo, registado pela primeira vez em 17 de Janeiro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, foi hoje fixada, de novo, em -0,240%, actual mínimo histórico registado pela primeira vez em 18 de Janeiro.

Euro em queda ligeira após BCE

A moeda única europeia seguia a negociar em alta ligeira. O euro desce 0,04% para 1,0626 dólares, depois do BCE ter mantido a sua taxa de referência inalterada em 0%. Mario Draghi desvalorizou o recente aumento da inflação da Zona Euro como não sendo sustentável, e pediu paciência à opinião pública alemã. Disse ainda que com o tempo, os juros subirão, mas esse tempo ainda não chegou, defendeu.

Petróleo recupera

Os preços do petróleo seguem a valorizar nos mercados internacionais. O barril de Brent, negociado em Londres, sobe 0,85% para 54,38 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, avança 0,94% para 51,56 dólares. A matéria-prima tem estado a reflectir os cortes de produção dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e as perspectivas futuras. No entanto, um relatório da Agência Internacional da Energia, onde antecipava uma maior oferta de crude nos EUA esteve a penalizar a matéria-prima na última sessão.

Yellen pressiona ouro

As declarações da presidente da Reserva Federal dos EUA, Janet Yellen, estão a pressionar a cotação do ouro esta sessão. O metal precioso cai 1,3% para 1.196,80 dólares por onça, a maior descida desde 15 de Dezembro, com as cotações a reagirem ao discurso de Yellen, que adiantou que a Fed continua pronta para subir juros. Defendeu que a economia norte-americana está "próxima" de atingir as metas do banco central do país no que diz respeito à inflação e ao emprego, tendo-se mostrado confiante de que continuará a melhorar.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 4 dias

O JN primeiro diz que desceu, depois diz que subiu! Deve ser propositado porque já não é a primeira vez! Consultem aqui!

https://www.bloomberg.com/quote/GSPT10YR:IND

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