Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e dólar sobem na véspera da Fed. Juros em mínimos

Fecho dos mercados: Bolsas e dólar sobem na véspera da Fed. Juros em mínimos

As bolsas europeias terminaram o dia em alta, na véspera da reunião da Fed. Já os juros da República renovaram mínimos de Abril de 2015.
Fecho dos mercados: Bolsas e dólar sobem na véspera da Fed. Juros em mínimos
Reuters
Patrícia Abreu 31 de outubro de 2017 às 17:16

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,54% para 5.475,67 pontos

Stoxx 600 avançou 0,33% para 395,22 pontos

S&P 500 sobe 0,14% para 2.576,38 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuou 2,1 pontos base para 2,074%

Euro avança 0,03% para 1,1654 dólares

Petróleo sobe 0,56% para 61,24 dólares por barril, em Londres

Bolsas sobem antes da Fed

As principais bolsas europeias terminaram a sessão a valorizar, com os investidores a aguardarem a decisão da Reserva Federal (Fed) sobre as taxas de juro. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,33%, numa sessão em que a praça espanhola liderou as subidas na Europa, ao valorizar mais de 1%, apesar da instabilidade na Catalunha.

O banco central norte-americano deverá deixar esta quarta-feira tudo igual, com o mercado à espera que o presidente Donald Trump anuncie quem será o próximo presidente da Fed, substituindo assim Janet Yellen. Segundo as informações avançadas pela imprensa norte-americana, Trump deverá confirmar esta quinta-feira Jerome Powell como o novo líder da política monetária norte-americana.

Em Lisboa, o dia foi de ganhos. O PSI-20 valorizou 0,54%, máximos de Novembro de 2015, suportado pela forte subida da Galp Energia. A petrolífera somou 2,41% para 15,96 euros, a beneficiar do anúncio feito na segunda-feira de que a Galp já está a produzir mais de 100 mil barris por dia e que viu os seus lucros subirem 15% para 416 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017 face ao período homólogo. Ainda na energia, a EDP valorizou 1,02% para 3,063 euros.

Juros renovam mínimos de Abril de 2015

As taxas de juro de Portugal estiveram novamente a corrigir. A taxa a dez anos baixou 2,1 pontos base para 2,074%, mínimos de Abril de 2015. O prémio de risco também recuou para 171 pontos, face à Alemanha. A contribuir para a descida está o facto de o Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado um prolongamento do programa de compra de dívida, ainda que a um ritmo bastante inferior (dos 60 mil milhões de euros mensais passará, em Janeiro, para 30 mil milhões). Ainda esta semana, a DBRS avalia a dívida de Portugal.

Euribor estáveis em mínimos

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis e doze meses e subiram a nove meses em relação a segunda-feira. A Euribor a três meses voltou hoje, pela quinta sessão consecutiva, a ser fixada em -0,331%. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, manteve-se em -0,276%, um mínimo de sempre. A nove meses, a Euribor subiu para -0,221%. No prazo de 12 meses, a taxa manteve-se em -0,185%, um mínimo histórico.

Dólar soma ganhos

A um dia do anúncio da decisão da Fed sobre a sua política monetária, o índice do dólar, que mede o comportamento da divisa face a um cabaz de dez moedas, esteve a avançar 0,1%. A expectativa é que a taxa dos fundos federais permaneça inalterada num intervalo entre 0,75% e 1%, mas Yellen deverá dar mais detalhes sobre a redução do balanço no país, isto num momento em que os investidores aguardam novidades sobre um plano económico.

Brent acima dos 61 dólares

Os preços do petróleo seguem a valorizar nos mercados internacionais, perante a expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) anuncie uma extensão dos cortes de produção, acelerando um reequilíbrio da oferta e da procura. O Brent, negociado em Londres, sobe 0,56% para 61,24 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, ganha 0,17% para 54,24 dólares. O preço do petróleo prepara-se para fechar o segundo mês consecutivo com saldo global positivo. Trata-se da primeira vez que em 2017 o crude sobe em dois meses seguidos.

Ouro perde brilho

Os preços do ouro seguem a perder valor. A matéria-prima desce 0,6% para 1.269,60 dólares por onça, com o metal precioso a ser pressionado pela valorização do dólar, um movimento penalizador para as matérias-primas denominadas na nota verde. No acumulado do mês, o balanço é igualmente negativo, com o ouro a caminho do segundo mês de quedas.

 

 




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