Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e euro em queda em dia de novidades na Fed aumento de juros no BoE

Fecho dos mercados: Bolsas e euro em queda em dia de novidades na Fed aumento de juros no BoE

A bolsa lisboeta contrariou a tendência de perdas que predominou nas principais praças europeias, num dia que volta a ser marcado pelos bancos centrais.
Fecho dos mercados: Bolsas e euro em queda em dia de novidades na Fed aumento de juros no BoE
Reuters
David Santiago 02 de novembro de 2017 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 0,15% para 5.446,82 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,46% para 394,94 pontos

Dow Jones sobe 0,17% para 23.474,40 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 0,4 pontos base para 2,1%

Euro valoriza 0,37% para 1,1662 dólares

Petróleo aprecia 0,07% para 60,53 dólares por barril, em Londres

 

PSI-20 contraria sentimento europeu

Com uma valorização de 0,15% para 5.446,82 pontos, a bolsa lisboeta contrariou a tendência de perdas que predominou nas principais praças europeias. A outra excepção foi o britânico FTSE que somou perto de 1%, no dia em que o banco central inglês aumentou os juros pela primeira vez em mais de uma década.

 

Já o índice de referência europeu Stoxx 600 recuou dos máximos atingidos na quarta-feira, perdendo 0,46% para 394,94 pontos. Em Wall Street os índices seguem mistos, numa sessão que será marcada pela oficialização de Jerome Powell como líder da Fed.  

 

No plano nacional, o destaque pela positiva coube à Galp que ganhou 1,36% para 16,06 euros, à Altri, que apreciou 1,36% para 5,647 euros, e à Navigator, que cresceu 0,85% para 4,518 euros. Pela negativa o destaque foi para os CTT que perderam 4,49% para 3,3782 euros, que voltaram a atingir um novo mínimo de sempre depois de os resultados apresentados pelos correios nacionais terem sido mal recebidos pelos analistas.

 

Juros de regresso às subidas

Depois de esta quarta-feira os juros da dívida portuguesa terem interrompido a série de quedas registada ao longo dos últimos dias, esta quinta-feira os juros associados às obrigações de dívida lusa voltaram a cair na generalidade das maturidades, em especial nas mais longas.

 

No prazo a 10 anos, a "yield" associada às obrigações com maturidade a 10 anos recuou 0,4 pontos base para 2,1%. Nos periféricos da Zona Euro a tendência foi mista, com os juros da dívida italiana a 10 anos a descerem 0,7 pontos base para 1,798% e da dívida espanhola a subirem 1 ponto base para 1,484%. Já as "bunds" alemãs a 10 anos permaneceram inalteradas em 0,373%.

Euribor a 12 meses volta a atingir mínimos

As taxas Euribor mantiveram-se inalteradas nos três e seis meses, em -0,329% e -0,276%, respectivamente. Já a nove meses subiu para -0,220%, enquanto a 12 meses atingiu um novo mínimo ao descer para -0,189%.

 

Powell na Fed penaliza dólar

A nomeação de Jerome Powell para liderar a Reserva Federal, que deverá ser oficial ao final do dia (15:00 em Washington), está a penalizar o dólar, já que se prevê que o substituto de Janet Yellen não deverá efectuar grandes alterações ao curso da política monetária dos Estados Unidos. A moeda norte-americana está também a reagir aos detalhes do plano fiscal de Donald Trump, uma vez que o projecto de lei foi já apresentado pelos Republicanos na Câmara dos Representantes. O euro está a valorizar 0,37% para 1,1662 dólares.

 

Petróleo regressa aos ganhos

Os preços do petróleo seguem a subir ligeiramente, depois de ontem terem cedido algum terreno devido ao facto de os EUA terem reportado uma queda das reservas de crude inferior ao esperado. O WTI, negociado em Nova Iorque, segue a somar 0,11% para 54,36 dólares por barril, enquanto o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres, avança 0,07% para 60,53 dólares. A matéria-prima está hoje a valorizar com a expectativa de que a OPEP estenda os cortes de produção.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar