Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e juros em alta. Fed impulsiona dólar

Fecho dos mercados: Bolsas e juros em alta. Fed impulsiona dólar

Numa sessão em que a política monetária continuou a marcar o ritmo dos mercados, as bolsas europeias e os juros da dívida pública valorizaram. Nas matérias-primas o dia foi negativo para o petróleo e o ouro.
Fecho dos mercados: Bolsas e juros em alta. Fed impulsiona dólar
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,19% para 5.461,19 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,29% para 391,56 pontos

S&P 500 soma 0,05% para 2.560,76 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avança 3 pontos base para 2,35%

Euro soma 0,03% para 1,1770 dólares

Petróleo desvaloriza 0,07% para os 57,84 dólares em Londres

  

Bolsas europeias no verde

As principais praças europeias terminaram a sessão desta quarta-feira, 18 de Outubro em alta numa altura em que o mercado aguarda pela divulgação do livro Bege da Fed, agendado para hoje, para ter acesso a um retrato sobre a "saúde" da economia norte-americana.

 

Há ainda outros temas a marcar o dia nos mercados, como o início da conferência do Partido Comunista da China, a Catalunha – cuja incerteza política se mantém -, e as negociações em torno do NAFTA. Além disso, amanhã começa a Cimeira Europeia de dois que terá a saída do Reino Unido da União Europeia como tema central.

 

"Precisamos de muito mais clareza em termos de política monetária", refere Peter Rosenstreich, do Swissquote Bank, à Reuters. O encontro do Banco Central Europeu é na próxima semana e o mercado aguarda para perceber se a autoridade monetária vai anunciar novidades em torno do programa de compra de activos em curso. E Peter Rosenstreich salienta que "há algumas questões em torno da Fed", nomeadamente quem vai suceder a Janet Yellen.

 

O índice de referência, o Stoxx 600, subiu 0,29%. Entre as principais congéneres europeias, o índice IBEX 35 liderou os ganhos (+0,55%), seguido pelo francês CAC40 (+0,42%) e pelo germânico DAX (+0,37%). Em Lisboa, o PSI-20 valorizou 0,19%, à boleia dos ganhos de empresas como a Galp e a EDP.

 

"Spread" da dívida portuguesa permanece abaixo dos 200 pontos 

O mercado está a atribuir uma probabilidade cada vez mais forte à redução do programa de compra de activos por parte do Banco Central Europeu, numa decisão que será conhecida na reunião da próxima semana do banco central. Este cenário está a colocar em alta os juros da dívida europeia de uma forma generalizada.

 

A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos avança 3 pontos base para 2,35%. Ainda assim o "spread" da dívida portuguesa face à alemã permanece abaixo dos 200 pontos base, já que os juros das bunds com a nesta maturidade estão a avançar 3 pontos base para 0,39%.  

 

Perspectiva de subida de juros fortalece dólar

A moeda norte-americana prossegue hoje a ganhar terreno contra as principais divisas mundiais, perante as reforçadas perspectivas de subida de juros nos Estados Unidos. De acordo com a Bloomberg, os investidores estão a atribuir uma probabilidade de 80% à subida de juros por parte da Reserva Federal já na reunião de Dezembro (no final da semana passada a probabilidade estava em 72%). A especulação de que Donald Trump vai optar por substituir Yellen por alguém que defende uma política monetária mais agressiva ("falcão") também justifica a alta do dólar, que valorize pela quinta sessão consecutiva.

 

O índice da Bloomberg que mede o desempenho face a um cabaz com as principais moedas mundiais está a valorizar 0,2% para máximos de mais de uma semana. Ainda assim o euro está a conseguir valorizar face à divisa norte-americana, com uma valorização de 0,03% para 1,1770 dólares.

 

Euribor ficam inalteradas em todos os prazos

As taxas Euribor ficaram, esta quarta-feira, inalteradas em todos os prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, ficou estável pela décima primeira sessão consecutiva nos -0,329%. Já a taxa a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, ficou inalterada pela oitava sessão nos -0,274%, ligeiramente acima do mínimo histórico de -0,275%. A Euribor a nove meses ficou estável nos -0,221%, enquanto a taxa de mais longo prazo, a 12 meses, ficou estável nos -0,183%, o valor mais baixo de sempre.

 

Petróleo em queda com subida nas reservas

Os preços do petróleo seguem a negociar em queda, em ambos os mercados de referência. Um desempenho que acontece depois da publicação de um relatório do governo dos Estados Unidos que revelou uma subida nas reservas de gasolina e de destilados, na semana passada. Já os "stocks" de crude desceram em 5,73 milhões de barris, registando a quarta semana de queda e tendo descido menos do que o esperado. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cai 0,15% para os 51,80 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres, desvaloriza 0,07% para os 57,84 dólares por barril.

 

Ouro cai pelo terceiro dia

O metal precioso segue a desvalorizar. O ouro cai 0,38% para os 1.280,18 dólares por onça, depois de ter chegado a perder 0,63% para os 1.277,04 dólares por onça. Um desempenho negativo que acontece numa altura em que os investidores continuam na expectativa em relação ao próximo presidente da Reserva Federal. Além disso, os mercados também esperam por sinais em relação à política económica da China antes da abertura do Congresso do Partido Comunista.




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