Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e juros em queda e euro em máximos

Fecho dos mercados: Bolsas e juros em queda e euro em máximos

As principais praças europeias negociaram em terreno negativo, o petróleo inverteu e recua em Londres e em Nova Iorque, enquanto o euro prossegue em máximos de meio ano face ao dólar. Ouro e cobre nos valores mais altos desde o início de Maio.
Fecho dos mercados: Bolsas e juros em queda e euro em máximos
David Santiago 16 de maio de 2017 às 17:30

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,92% para 5.195,57 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,02% para 395,91 pontos

S&P 500 recua 0,12% para 2.399,53 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuou 8 pontos base para 3,299%

Euro sobe 0,89% para 1,1073 dólares

Brent cede 0,06% para 51,79 dólares por barril

Bolsas no vermelho com Stoxx 600 próximo de máximos

As principais praças bolsistas europeias negociaram no vermelho na sessão desta terça-feira, 16 de Maio. Um dia em que, apesar de ter recuado ligeiros 0,02% para 395,91 pontos, o índice de referência europeu Stoxx 600 transaccionou muito próximo de máximos de 21 meses, uma marca estabelecida na última sessão. 
 

A apoiar as bolsas europeias durante a manhã esteve o optimismo resultante da disponibilidade demonstrada pela França e pela Alemanha para reforçarem a cooperação bilateral entre os dois países e também de aprofundarem a integração europeia.

 

No plano nacional, o PSI-20 perdeu 0,92% para 5.195,57 pontos, a maior queda da bolsa nacional em dois meses, penalizado pela queda do BCP, que perdeu 3,53% para 21,19 cêntimos.

 

Juros da dívida portuguesa em mínimos de Novembro

As taxas de juro associadas às obrigações de dívida pública portuguesa caíram nesta terça-feira em todas as maturidades com excepção do prazo a três meses.

 

No prazo a 10 anos, a "yield" lusa recua 8 pontos base para 3,299%, o valor mais baixo desde o dia 10 de Novembro, isto depois de ontem o INE ter confirmado que a economia portuguesa cresceu 2,8% em termos homólogos no primeiro trimestre deste ano.

 
A tendência de queda verifica-se noutros periféricos da Zona Euro, como é o caso das taxas de juro associadas às obrigações espanholas e italianas a 10 anos que seguem a cair 0,4 e 4 pontos base para 1,628% e 2,237%, respectivamente.

 

Euribor a 6 meses sobe e cai a 3 e 12 meses

A taxa Euribor a seis meses, que é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, aumentou hoje para -0,250%.

 

Já as taxas Euribor a três e a 12 meses caíram, para -0,331% e para -0,128%, respectivamente, enquanto no prazo a nove meses se manteve em -0,179%.

Euro em máximos contra o dólar desde a eleição de Trump

A divisa europeia negociou contra o dólar no valor mais alto desde 9 de Novembro do ano passado, o dia seguinte à vitória de Donald Trump nas presidenciais americanas, um evento que proporcionou um forte ciclo de ganhos para o dólar e também para Wall Street devido ao optimismo dos mercados em relação às propostas do então presidente eleito para a maior economia mundial.

 

O euro segue assim a valorizar 0,89% face ao dólar para 1,1073 dólares, naquele que é o terceiro dia em que a moeda única europeia valoriza contra a divisa norte-americana.

 

Ainda a apoiar o euro está a vontade do novo presidente francês, Emmanuel Macron, de promover reformas ao funcionamento da Zona Euro através de maior integração, uma intenção que poderá ter o apoio, mesmo que parcial, da Alemanha.

 

Em sentido inverso, o dólar segue a desvalorizar pelo quarto dia seguido, com o índice da Bloomberg que mede o comportamento da moeda americana contra as principais divisas mundiais a perder 0,60%. Esta terça-feira o dólar está a ser penalizado pela polémica relacionada com a partilha de informação confidencial que Trump já admitiu ter revelado a governantes do Kremlin.

 

Petróleo cede apesar da perspectiva de corte da OPEP durar até Março de 2018

Apesar de ter alternado ao longo do dia entre subidas e descidas, o preço do petróleo segue agora em queda ligeira nos mercados internacionais, estando o Brent a ceder 0,06% para 51,79 dólares por barril, e o West Texas Intermediate (WTI) a perde os mesmos 0,06% para 48,82 dólares.


Em parte da sessão, foram as declarações feitas por governantes da Arábia Saudita, Rússia e do Kuwait, que coincidem na vontade de prolongar pelo menos até ao final e Março do próximo ano os cortes à produção petrolífera decretados pela OPEP e em vigor desde o início deste ano, a impulsionar o preço da matéria-prima.

 

Além desta demonstração de vontade estar a contribuir para a valorização do crude, também uma sondagem conduzida pela Bloomberg junto de analistas aponta para o aumento das reservas petrolíferas norte-americanas apoiou as valorizações do petróleo em Londres e em Nova Iorque. Esta sondagem estima que na semana passada as reservas americanas tenham caído em 2,92 milhões de barris para 519,6 milhões de barris.

 

Ouro em máximos do início do mês

O preço do metal precioso está a subir 0,49% para 1.236,83 dólares por onça, com o ouro a negociar em máximos de 4 de Maio. Também o cobre negoceia em máximos de 3 de Maio, apesar de seguir nesta altura a inalterado. A apoiar a subida do ouro enquanto activo de refúgio está a desvalorização do dólar.


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