Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e matérias-primas no vermelho. Juros aliviam

Fecho dos mercados: Bolsas e matérias-primas no vermelho. Juros aliviam

As bolsas europeias encerraram a segunda sessão da semana em queda ligeira. Já os juros de Portugal corrigiram.
Fecho dos mercados: Bolsas e matérias-primas no vermelho. Juros aliviam
Patrícia Abreu 30 de maio de 2017 às 17:23

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,02% para 5.279,80 pontos

Stoxx 600 recuou 0,19% para 390,50 pontos

S&P 500 cede 0,12% para 2.412,81 pontos

Juros da dívida a dez anos descem 4,4 pontos base para 3,109%

Euro sobe 0,20% para 1,1187 dólares

Brent desce 1,74% para 51,38 dólares por barril

Bolsas em queda ligeira

As bolsas europeias registaram uma sessão de quedas ligeiras. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,19%, naquela que foi a quarta sessão de quedas, com os investidores a manifestarem-se nervosos em relação à possibilidade dos italianos irem a votos já depois do Verão. A liderar as descidas esteve o sector financeiro, pressionado pelas declarações de Mario Draghi, presidente do BCE, que afastou a possibilidade de dar sinais sobre uma mudança na política monetária na região.

Na sua intervenção no Parlamento Europeu esta segunda-feira, o presidente do BCE sinalizou que se confirmará o plano temporal que Vítor Constâncio, o vice-presidente, avançou há dias: novidades sobre o programa de estímulos só deverão chegar depois do Verão.

A bolsa portuguesa contrariou as quedas na Europa. O PSI-20 subiu 1,02%, num dia marcado pela escala das unidades de participação do Montepio, que dispararam 46,23% para 0,62 euros, sem que até agora sejam conhecidos os motivos para esta forte subida. Uma nota positiva ainda para os CTT. A empresa de correios ganhou 5,26% para 5,66 euros. Já a Jerónimo Martins, que viu o Haitong melhorar a sua avaliação para as acções, valorizou 1,79% para 17,635 euros.

Juros continuam a aliviar

Os juros da República Portuguesa voltaram a descer, a acompanharem as descidas das "yields" na Europa. A taxa a dez anos desceu 4,4 pontos base para 3,109%, num dia marcado pela declaração de vários responsáveis sobre uma eventual melhoria do "rating" do país. O Presidente da República espera que, se a situação económica do país continuar a melhorar, as agências de rating possam "reconhecer" a evolução de Portugal "a partir de Setembro". Já o primeiro-ministro António Costa adiantou que faz "pouco sentido" que as agências de 'rating' mantenham a notação de Portugal "como se nada tivesse acontecido desde 2011".

Na vertente internacional, Pierre Moscovici, perante a comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, argumentou que "quando o desempenho macroeconómico melhora, e é esse o caso, e quando as finanças públicas estão mais em ordem, mesmo que subsistam problemas de dívida que não podem ser subestimados, então não será ilógico que aqueles que avaliam a economia portuguesa se dêem conta de que os riscos não podem ser olhados hoje com os óculos de ontem, e que há boas razões de confiar mais em Portugal hoje, o que não era o caso no passado".

Estas declarações surgem depois de Portugal ter apresentado bons números na consolidação orçamental, o PIB ter acelerado e o país ter saído do procedimento por défices excessivos. Notícias que mereceram considerações positivas por parte de agências de "rating" e bancos de investimento.

Euribor estáveis

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis e 12 meses e subiram a nove meses em relação a segunda-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se em -0,329%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, também se manteve, ao ser fixada em -0,254%, actual mínimo. No prazo de 12 meses, a taxa também se manteve em -0,131%, actual mínimo de sempre verificado pela primeira vez em 29 de maio.

Euro recupera terreno ao dólar

A moeda única europeia segue a valorizar face ao dólar. O euro sobe 0,20% para 1,1187 dólares, tendo já estado a negociar acima da fasquia dos 1,12 dólares. Esta valorização surge num momento em que os investidores começam a especular sobre a mensagem do BCE no encontro da próxima semana. Ainda que Mario Draghi tenha assegurado que não vai assinalar nenhuma mudança na política monetária, o euro mantém a tendência de ganhos face à nota verde.

Petróleo desce mais de 1%

Os preços do petróleo seguem a desvalorizar mais de 1% nos mercados internacionais, com os investidores a aguardarem para perceber se os cortes de produção da OPEP estão a revelar-se eficazes. O Brent, negociado em Londres, desce 1,74% para 51,38 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, cai 1,27% para 49,17 dólares. Apesar dos maiores exportadores de petróleo terem acordado na semana passada uma extensão dos cortes de produção até Março de 2018, os especialistas receiam que a maior exportação por parte das produtoras norte-americanas frustre os esforços da OPEP para reduzir a oferta no mercado.

Ouro de volta às quedas

O metal precioso segue a recuar pela primeira vez em três dias. O ouro desce 0,4% para 1.266 dólares por onça, depois de a matéria-prima ter tocado em máximos de um mês na última sessão. Ainda assim, desde o início do ano o ouro valoriza mais de 10%.




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