Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e ouro em alta, juros e petróleo em queda

Fecho dos mercados: Bolsas e ouro em alta, juros e petróleo em queda

As principais praças bolsistas do Velho Continente transaccionaram em alta novamente apoiadas pela perspectiva de reforço do crescimento da economia mundial. O ouro também valorizou, enquanto juros e petróleo negoceiam em queda.
Fecho dos mercados: Bolsas e ouro em alta, juros e petróleo em queda
Bloomberg
David Santiago 19 de janeiro de 2018 às 17:29

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,31% para 5.689,05 pontos

Stoxx600 avançou 0,54% para 400,88 pontos

S&P500 sobe 0,11% para 2.801,03 pontos

Euro cede 0,01% para 1,2237 dólares

Petróleo cai 1,15% para 68,51 dólares por barril em Londres

Optimismo sobre evolução da economia global anima Europa

As principais bolsas europeias negociaram em alta na sessão desta sexta-feira, 19 de Janeiro, uma vez mais animadas pelo optimismo moderado dos investidores relativamente à evolução da economia global em 2018.

 

Optimismo reforçado pelo acelerar do crescimento da economia chinesa no ano passado, o que acontece pela primeira vez desde 2010. O índice de referência europeu Stoxx 600 somou mais de 0,5%, enquanto o lisboeta PSI-20 ganhou 0,31% para 5.689,05 pontos no terceiro dia consecutivo em alta. Em Lisboa, o destaque coube aos CTT que apreciaram 2,83% para 3,638 euros. Os correios nacionais voltaram a registar um movimento de recuperação face às fortes perdas acumuladas nas últimas semanas do ano passado.

 

Juros continuam em queda

Os juros exigidos pelos investidores para comprar dívida portuguesa voltaram a recuar, desta feita em todas as maturidades. No prazo de referência a 10 anos, a "yield" associada às obrigações de dívida lusa cai 3,4 pontos base para 1,984%, permanecendo assim abaixo da marca dos 2%.

 

O que acontece depois de, na quarta-feira, Portugal colocado dívida de curto prazo com novos mínimos históricos.

 

Nos periféricos do euro a tendência é também de queda dos juros no mercado secundário. Nota para a taxa de juro associada às obrigações de dívida italiana que recua 2,6 pontos base para 1,963%, isto no dia em que foi divulgado que a dívida transalpina – a maior da Zona Euro a seguir à da Grécia – terá caído em 2017 de 132% para 131,6%.

 

Euribor a seis meses cai para mínimos

A taxa Euribor caiu a seis meses, que é a mais utilizada em Portugal para os créditos à habitação, recuou para valores negativos pela primeira vez desde Novembro de 2015, tendo-se fixado em -0,276%, o valor mais baixo de sempre que foi pela primeira vez atingido em 30 de Outubro.

 

Já as taxas Euribor nos a três, nove e 12 meses mantiveram-se. A três meses, fixou-se em -0,328%, a nove meses em -0,223%, no prazo de 12 meses em -0,191%.

Euro quase inalterado após máximos

A moeda única europeia transaccionou nos mercados cambiais alternando entre ganhos e perdas relativamente ao dólar, o que acontece depois de o euro esta semana ter atingido máximos de Dezembro de 2014 contra a divisa norte-americana.

 

Nesta altura, o euro cede 0,01% para 1,2237 dólares, numa altura em que investidores e analistas acreditam que o Banco Central Europeu poderá reduzir o programa de compra de activos mais rapidamente do que inicialmente esperado pelo mercado.

 

A expectativa é de que o BCE anuncie em Junho uma decisão sobre o momento em que poderá acabar com o programa de compra de dívida.

 

OPEP e EUA atiram petróleo para queda superior a 1%

Os preços do petróleo seguem a cair acima de 1% tanto em Londres como em Nova Iorque. Na capital inglesa, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, perde 1,15% para 68,51 dólares por barril, enquanto na cidade americana o West Texas Intermediate (WTI) recua 1,22% para 63,17 dólares.

 

A pressionar o preço da matéria-prima está a estimativa da Agência Internacional de Energia (AIE), que prevê que os Estados Unidos aumentem este ano a produção de petróleo em 1,35 milhões de barris por dia, superando os 10 milhões de barris e ultrapassando a Arábia Saudita.

 

Por outro lado e também a colocar sob pressão o crude, está o reforço da convicção no mercado de que o corte à produção petrolífera decretado pela organização dos países exportadores de petróleo possa ser levantado antes ainda do final deste ano. 

Ouro sobe com receio de "shutdown" nos EUA

O metal precioso está a valorizar beneficiando do receio dos investidores relativamente à possibilidade de paralisação dos serviços federais nos Estados Unidos, um risco decorrente da falta de acordo no Senado do Congresso norte-americano.

 

O ouro sobe assim pelo segundo dia, estando a valorizar 0,50% para 1.333,73 dólares por onça.




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