Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas em máximos de mais de um mês, petróleo corrige dos ganhos

Fecho dos mercados: Bolsas em máximos de mais de um mês, petróleo corrige dos ganhos

A evolução dos preços do petróleo e a expectativa em torno da decisão da Reserva Federal norte-americana conduziram as transacções nos mercados na sessão desta terça-feira. O dólar e o ouro sobem à espera das palavras de Janet Yellen.
Fecho dos mercados: Bolsas em máximos de mais de um mês, petróleo corrige dos ganhos

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,65% para 5.398,02 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,66% para 391,63 pontos

S&P 500 valoriza 0,30% para 2.667,95 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 4,7 pontos base para 1,842%

Euro recua 0,43% para 1,1719 dólares

Petróleo cai 1,11% para 63,97 dólares por barril

 

Bolsas europeias em máximos de mais de um mês

As bolsas europeias encerraram em alta esta terça-feira, 12 de Dezembro, animadas pelos sectores da tecnologia e do petróleo e gás. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganhou 0,66% para 391,63 pontos - o valor mais alto desde 9 de Novembro – com as subidas a serem lideradas pelas bolsas de Amesterdão, Paris e Lisboa. Em Amesterdão, a Gemalto disparou quase 35% depois de a Atos ter oferecido 4,3 mil milhões de euros pela empresa.

 

Por cá, o PSI-20 somou 0,65% para 5.398,02 pontos, animado sobretudo pelo BCP e pela Galp Energia. O banco liderado por Nuno Amado valorizou 0,93% para 26,09 cêntimos, enquanto a petrolífera acompanhou as subidas do sector com uma valorização de 1,24% para 15,87 euros. Apesar de estar com sinal vermelho, nesta altura, o petróleo chegou a negociar em máximos de dois anos e meios durante a sessão. 

 

Juros sobem e aliviam de máximos

As taxas de juro da dívida nacional subiram em todos os prazos, depois de ontem terem tocado em novos mínimos, a beneficiar de vários factores, em especial da expectativa em torno da subida de "rating" de Portugal por parte da Fitch. Algo que deverá acontecer na próxima sexta-feira, 15 de Dezembro. A confirmar-se será a segunda agência de notação financeira a colocar o "rating" do país num patamar de investimento. A taxa de juro de Portugal a 10 anos está a subir 4,7 pontos base para 1,842%. Já os juros a 10 anos da Alemanha estão a avançar 2,0 pontos para 0,313%.

 

Dólar sobe à espera da Fed 

Os investidores estão a apostar que a Reserva Federal (Fed) vai subir a taxa de juro no país, o que está a beneficiar a negociação do dólar contra as principais divisas mundiais. A reunião da Fed começa hoje mas a decisão será conhecida na quarta-feira, 13 de Dezembro. 

 

Petróleo corrige de máximos de 2015
Os preços do petróleo arrancaram a sessão em máximos de Junho de 2015, suportados pelos receios de que problemas no oleoduto North Sea Forties Pipeline System pudessem causar problemas na produção de crude. Mas a expectativa de que não haverá um problema no fornecimento da matéria-prima inverteu a tendência. O ouro negro segue agora a desvalorizar nos mercados internacionais, com o crude a recuar 0,83% para 57,51 dólares por barril, enquanto o Brent desce 1,11% para 63,97 dólares, em Londres.

Durante uma inspecção de rotina foi detectada uma fissura no North Sea Forties Pipeline System que vai demorar cerca de duas semanas a ser reparada, avança a Bloomberg, citando a operadora Ineos. Contudo, apesar desta situação, a Agência Internacional de Energia veio acalmar os receios dos investidores, ao garantir que o mercado petrolífero continua bem fornecido.

Ouro recupera antes da Fed
Os preços do ouro seguem a recuperar dos mínimos de Julho em que negociou na última sessão, num momento em que as atenções dos investidores se voltam para a reunião da Reserva Federal dos EUA, que termina amanhã. O metal precioso avança 0,1% para 1.243,40 dólares por onça, depois de ontem ter baixado para o valor mais baixo desde 20 de Julho, com os investidores a posicionarem-se para uma nova subida dos juros nos EUA. Mais do que o aumento antecipado para esta quarta-feira, os investidores procuram perceber qual o rumo da política monetária norte-americana em 2018.




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