Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas em queda à espera da Fed. Arábia Saudita anima petróleo

Fecho dos mercados: Bolsas em queda à espera da Fed. Arábia Saudita anima petróleo

As bolsas europeias começaram a semana com o "pé esquerdo". Desceram penalizadas pelo sector automóvel e da energia. O petróleo está a ser animado pelas declarações da Arábia Saudita.
Fecho dos mercados: Bolsas em queda à espera da Fed. Arábia Saudita anima petróleo
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 perdeu 0,61% para 5.263,68 pontos

Stoxx 600 caiu 0,24% para 379,23 pontos

S&P 500 cede 0,14% para 2.469,11 pontos

Juros da dívida a dez anos recuam 0,3 pontos base para 2,904%

Euro desce 0,23% para 1,1636 dólares

Brent cai 1,02% para 48,55 dólares


Bolsas arrancam semana no vermelho

As principais praças do Velho Continente encerraram a primeira sessão da semana em queda. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,24%, numa semana forte em termos de divulgação de resultados na Zona Euro. Entre as praças europeias, o britânico Footsie liderou as descidas, ao cair mais de 1%, enquanto o alemão Dax deslizou menos de 0,5% e índices como o espanhol Ibex e o francês Cac conseguiram escapar às descidas.

A penalizar a negociação estiveram os sectores do sector automóvel e da energia, numa semana em que um terço das cotadas do índice europeu apresenta os resultados relativos ao primeiro semestre. A marcar a semana estará ainda a reunião da Reserva Federal dos EUA, que termina na quarta-feira.

Em Lisboa, o PSI-20 caiu 0,61%, penalizado pela queda da energia e da Jerónimo Martins. A Galp Energia encerrou a desvalorizar 1,48% para 13,315 euros, a acompanhar as quedas do sector na Europa. Ainda na energia, a EDP perdeu 0,83% para 2,97 euros, enquanto a sua subsidiária EDP Renováveis subiu cerca de 0,5% para 6,931 euros, depois de ter sido noticiado que um fundo americano que detém uma posição qualificada no capital da empresa ter adiantado que não vende as suas acções na OPA, argumentando que o preço oferecido pela EDP é baixo. Já a Jerónimos Martins, uma das empresas que divulga contas esta semana, caiu 1,76% para 17,27 euros.

Prémio de risco cai

Os juros da República Portuguesa encerraram a sessão em queda ligeira, mantendo-se abaixo da barreira dos 3%. A "yield" a dez anos desceu 0,3 pontos base para 2,904%, num dia em que foi noticiado que o Estado fez mais um reembolso antecipado ao Fundo Monetário Internacional. Após os 1.000 milhões pagos antecipadamente ao Fundo em Junho, este mês o Tesouro reembolsou mais 1.750 milhões de euros.

Entre os países da periferia, a tendência não foi unânime. Enquanto os juros de Itália a dez anos recuaram 1,6 pontos base para 2,056%, a taxa espanhola agravou-se mais de três pontos, para 1,487%. Já as "bunds" alemãs permaneceram estáveis em 0,506%, o que permitiu reduzir o prémio de risco face à dívida nacional para 240 pontos.


Euribor de regresso às subidas

As taxas Euribor subiram hoje a três e a seis meses e desceram a nove e a 12 meses em relação a sexta-feira. A Euribor a três meses subiu para -0,329%, mais 0,002 pontos do que na sexta-feira. A seis meses, a taxa Euribor, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, também subiu para -0,271%, mais 0,001 pontos do que na sexta-feira. A nove meses, a Euribor desceu hoje para -0,208%, novo mínimo de sempre e menos 0,002 pontos do que no final da semana passada. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor foi fixada hoje em -0,153%, menos 0,001 pontos do que na sessão anterior.

Dólar em alta à espera da reunião da Fed

A moeda norte-americana segue a ganhar terreno face ao dólar, numa altura em que os investidores voltam as suas atenções para a reunião de dois dias da Reserva Federal que tem início esta terça-feira. O euro regista, assim, a primeira queda em três dias depois de o índice PMI relativo à indústria ter demonstrado que a actividade expandiu-se ao ritmo mais fraco em seis meses. A moeda única europeia segue a perder 0,23% para os 1,1636 dólares.


Petróleo sobe com declarações da Arábia Saudita

Os preços da matéria-prima seguem a negociar em alta em ambos os mercados de referência. A justificar este desempenho estão as declarações da Arábia Saudita, o maior produtor da OPEP, que se mostrou disponível para acentuar os cortes nas exportações de crude em Agosto. Além disso, encorajou a que haja um maior compromisso com os cortes na oferta por parte dos outros produtores. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) ganha 1,16% para os 46,30 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent soma 1,02% para os 48,55 dólares por barril.

Cobre em alta com maior aposta em cinco meses

Os gestores de fundos reforçaram a sua aposta no cobre, de acordo com os dados da CFTC citados pela agência Bloomberg. As apostas na subida dos preços atingiram os níveis mais elevados desde Fevereiro. Os preços seguem a negociar em alta, estando perto de máximos de mais de quatro meses. A justificar este desempenho estão os últimos indicadores conhecidos na China e que apontam para uma melhoria das perspectivas económicas deste que é o maior consumidor do mundo. Além disso, as disputas laborais nas minas do Chile e da Indonésia também contribuem para este desempenho. Os futuros sobem 0,37% para os 272,50 dólares.

 




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comentários mais recentes
Menoli 24.07.2017

Gostava de saber: o BRENT caiou soma? Em que é que ficamos ó Patrícia?

MASSA bruta + 0.18 BCP = xanax + XANAX 24.07.2017


ESTES RESSABIADOS do BCP JÁ TODOS TOMARAM XANAX POIS ESTA SEMANA VAI SER DURA COM os Dois MILENIUNS A APRESENTAREM LUCROS FENOMENAIS e nos próximos 3 meses o PSI 20 vai subir + de 50 % o IMOBILIARIO é que vai descer a PIQUE

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