Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas em queda e juros sobem depois de novos mínimos

Fecho dos mercados: Bolsas em queda e juros sobem depois de novos mínimos

As principais praças europeias negociaram em queda, com a bolsa lisboeta e ateniense a liderarem as perdas no Velho Continente. Já os juros da dívida pública dos periféricos inverterem a tendência dos últimos dias e negociaram em alta, isto depois de a "yield" das obrigações lusas ter renovado mínimos de Abril de 2015.
Fecho dos mercados: Bolsas em queda e juros sobem depois de novos mínimos
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,40% para os 5.330,00 pontos

Stoxx600 cedeu 0,05% para 394,45 pontos

S&P 500 cai 0,07% para 2.588,73 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal aumentou 7,5 pontos base para 2,005%

Euro cresce 0,05% para 1,1592 dólares

Petróleo cede0,06% para 63,65 dólares por barril, em Londres

 

Lisboa e Atenas lideram descidas na Europa

A maioria dos índices bolsistas da Europa encerrou em queda esta quarta-feira, 8 de Novembro, penalizados pelas empresas do sector automóvel e da banca, depois dos resultados abaixo do esperado de instituições como o Crédit Agricole e o ABN Amro.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desceu 0,05% para 394,45 pontos, numa sessão em que só o londrino Footsie e a bolsa de Amesterdão escaparam às perdas, com ganhos pouco acentuados, inferiores a 0,3%.

 

Em Lisboa, o PSI-20 recuou 0,40% para 5.330,00 pontos, pressionado sobretudo pelo BCP e pela Galp Energia. O banco liderado por Nuno Amado caiu 2,49% para 24,64 cêntimos enquanto a Galp Energia deslizou 2,26% para 16,005 euros.

 

Também os CTT regressaram a terreno negativo, com uma desvalorização de 2,62% para 3,414 euros, depois da recuperação registada na sessão de ontem.

 

Juros em alta apesar de terem tocado outra vez em mínimos

Os juros da dívida pública portuguesa subiram esta quarta-feira, isto apesar de a taxa de juro exigida no mercado secundário para a compra de obrigações lusas com prazo a 10 anos ter hoje tocado no valor mais baixo desde 17 de Abril de 2015. Isto no dia em que Portugal colocou uma emissão de 1,25 mil milhões de euros em títulos de dívida a 10 anos pelo custo de financiamento mais baixo de sempre.

 

No prazo a 10 anos, a "yield" das obrigações lusas a 10 anos subiu 7,5 pontos base para 2,005%. A tendência de subida alastrou-se também aos periféricos da Zona Euro. Os juros associados às obrigações italianas com prazo a 10 anos cresceram 4,3 pontos base para 1,744%, num dia que os a taxa transalpina esteve em mínimos de Novembro de 2016, enquanto a "yield" das obrigações espanholas aumentou 7,6 pontos base para 1,484%.

 

Já a dívida germânica segue em queda nas maturidades mais longas, com as "bunds" germânicas a 10 anos a descerem ligeiros 0,1 pontos base para 0,326%, o que faz com que o prémio de risco da dívida portuguesa, medido relativamente à dívida alemã, tenha subido para 164,6 pontos.


Euribor cai a seis e 12 meses e sobe a nove

As taxas Euribor mantiveram-se a três meses, desceram a seis e 12 meses e subiram a nove meses.

A três meses, a Euribor manteve-se em -0,329%,enquanto a seis meses, que é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, recuou para -0,276% e a 12 meses desceu para -0,191%.

Já a nove meses a taxa Euribor fixou-se em -0,219%.

 

Euro recupera de mínimos de Julho

A moeda única europeia está esta quarta-feira a valorizar nos mercados cambiais contra o dólar, isto depois de ontem ter tocado em mínimos de Julho face à divisa norte-americana.

 

A moeda única europeia sobe ligeiros 0,05% para 1,1592 dólares.

 

Petróleo recua após negociar em máximos de dois anos

Os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais, o que acontece depois de na última sessão os preços do crude terem atingido máximos de mais de dois anos. Esta é a segunda sessão de quedas para a matéria-prima.

 

O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e utilizado como referência para as importações nacionais, cede 0,06% para 63,65 dólares por barril. E em Nova Iorque o West Texas Intermediate (WTI) cai 0,42% para 56,96 dólares.

 

Esta quarta-feira o governo americano vai revelar dados sobre as reservas petrolíferas, sendo que um inquérito conduzido pela Bloomberg antecipa que as reservas americanas tenham caído m 2,45 milhões de barris.


Ouro em máximos de quase três semanas

O preço do ouro está em forte alta, subindo nesta altura 0,87% para 1.286,41 dólares por onça, levando o metal precioso para os valores mais elevados desde 20 de Outubro deste ano.

 

O aumento da instabilidade geopolítica, particularmente no Golfo Pérsico, onde as autoridades sauditas estão a promover acções desestabilizadoras do status quo quer ao nível interno quer ao nível da política externa, tendo acusado o Irão de promover acções bélicas contra Riade, está a intensificar o movimento de procura por bens considerados activos seguros.




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