Mercados Fecho dos mercados: Bolsas em queda em dia de máximos do euro. Petróleo sobe

Fecho dos mercados: Bolsas em queda em dia de máximos do euro. Petróleo sobe

As principais bolsas europeias fecharam em queda, a corrigir dos ganhos que acumularam recentemente. Isto aconteceu num dia em que o euro atingiu máximos de três anos.
Fecho dos mercados: Bolsas em queda em dia de máximos do euro. Petróleo sobe

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,04% para 5.620,95 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,17% para 397,83 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 0,6 pontos base para 1,813%

Euro sobe 0,51% para 1,2264 dólares

Petróleo aprecia 0,13% para 69,96 dólares por barril

 

Energia penaliza bolsas europeias

As principais bolsas europeias terminaram a primeira sessão da semana em queda, penalizadas essencialmente pelas cotadas da energia que interromperam o melhor ciclo de ganhos em 11 anos. Este desempenho dos mercados europeus surgiu num dia em que o euro atingiu máximos de três anos, a reflectir a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) venha a retirar mais rapidamente do que se esperava os estímulos à economia da Zona Euro. O índice de referência da Europa, o Stoxx600, cedeu 0,17% para os 397,83 pontos.

Por cá, depois de ter oscilado entre ganhos e perdas, o PSI-20 completou a terceira sessão de quedas. Desceu 0,04% para os 5.620,95 pontos. O BCP foi a cotada que mais contribuiu para este desempenho, ao ceder 1,66% para os 29,1 cêntimos. Nota negativa ainda para as acções da Sonae, que perderam 1,31% para os 1,201 euros, e da Galp Energia, que desvalorizaram 0,28% para os 16,205 euros.  


Juros arrancam semana com desempenhos mistos

Na primeira sessão da semana, os juros da dívida pública portuguesa registaram desempenhos diferentes nos vários prazos. Na maturidade de referência, a 10 anos, os juros subiram 0,6 pontos-base para os 1,813%. Os juros da dívida alemã subiram ligeiramente mais, o que reduziu o prémio de risco da dívida portuguesa para 121,24 pontos. O Estado português vai pedir entre 1.500 e 1.750 milhões de euros emprestados a investidores na próxima quarta-feira. Os Bilhetes do Tesouro que serão leiloados têm reembolso previsto para daqui a seis meses e um ano.


Taxas Euribor com desempenhos diferentes

A taxa interbancária de mais curto prazo voltou a ficar inalterada, enquanto as restantes Euribor desceram. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, manteve-se nos -0,329%, ligeiramente acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a taxa a seis meses, que serve de referência a mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, desceu para -0,274%. Já a taxa a nove meses cedeu para -0,221%, enquanto a taxa de mais longo prazo recuou para -0,187%.

 

Euro em máximos de 2014

A especulação em torno do Banco Central Europeu (BCE) e da possível retirada de estímulos à economia antes do que se estava a prever tem elevado o euro contra a divisa americana, que atingiu esta segunda-feira um novo máximo de Dezembro de 2014 ao negociar muito perto de 1,23 dólares.

 

Petróleo renova máximos de três anos

Os preços do petróleo regressaram aos ganhos, tendo tocado num máximo de três anos, ao negociar nos 70,19 dólares por barril em Londres. A contribuir para esta evolução estão essencialmente dois factores: o possível prolongamento dos cortes de produção da OPEP e a queda do dólar.

 

Ouro mantém ganhos

O ouro voltou a subir esta segunda-feira, animado sobretudo pela queda do dólar, com os investidores a refugiarem-se em activos como o ouro. O metal precioso está a subir 0,24% para 1.340,90 dólares por onça, o que representa o valor mais elevado desde Setembro.




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comentários mais recentes
Anónimo 15.01.2018

As taxas de juro da dívida de muitos dos nossos congéneres europeus, os que combatem, através do mercado (sempre o mercado como regulador de excessos e desequilíbrios que saem muito caro no longo prazo e como principal fiel da balança do desenvolvimento que ser quão grande quanto sustentável) o sobreemprego e a má alocação de factores produtivos no geral, é negativa até 6 anos, e ainda há pouco o eram até 10 anos. De qualquer modo têm-se situado ao longo deste tempo todo bem em torno de 0% para uma maioria dos prazos. Portugal já está condenado, mais uma vez, a permanecer num segundo ou terceiro pelotão do desenvolvimento na OCDE graças ao fardo da dívida que subsidia excedentarismo, corrupção e demais despesismo.

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