Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas em queda, juros em máximos de Maio e petróleo recupera

Fecho dos mercados: Bolsas em queda, juros em máximos de Maio e petróleo recupera

As bolsas europeias terminaram a sessão em queda, numa altura em que os investidores aguardam pela publicação de resultados. Já os juros da dívida atingiram máximos de Maio, na véspera de Portugal voltar ao mercado.
Fecho dos mercados: Bolsas em queda, juros em máximos de Maio e petróleo recupera

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 0,08% para 5.175,07 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,65% para 379,15,64 pontos

S&P 500 cai 0,21% para 2.422,44 pontos

Juros da dívida a dez anos subiram 2,4 pontos base para 3,150%

Euro sobe 0,31% para 1,1435 dólares

Brent ganha 1,60% para os 47,63 dólares por barril


Bolsas invertem ganhos

As principais praças europeias terminaram o dia em queda, invertendo a tendência positiva da abertura. O índice europeu Stoxx 600 desvalorizou 0,65%, num dia em que os títulos mais defensivos, como o sector alimentar e o imobiliário, estiveram a penalizar, enquanto as empresas cíclicas somaram ganhos. Este regresso às descidas ocorre num momento em que os investidores aguardam a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Cotadas como a Pepsi, JPMorgan e Citigroup vão publicar esta semana as contas trimestrais. Esta quarta-feira será também divulgado o Livro Bege da Fed, onde se poderão encontrar novas pistas sobre a política monetária nos EUA. Do outro lado do Atlântico, as bolsas que seguiam praticamente inalteradas aceleraram as perdas depois de o filho do presidente americano ter publicado no Twitter o e-mail em que um antigo parceiro russo de negócios de Donald Trump se disponibiliza para fornecer informação "sensível" que poderia prejudicar a campanha presidencial de Hillary Clinton

Em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 0,08%, animado pelos ganhos do BCP e da Sonae. As acções do BCP encerraram a valorizar 1,13% para 24,19 cêntimos, depois de Nuno Amado ter ontem confirmado que o banco português está na corrida à compra dos activos do Deutsche Bank na Polónia. Já a Sonae subiu 0,95% para 95,3 cêntimos, depois de o Haitong ter melhorado em 10 cêntimos o preço-alvo da empresa para 1,18 euros e ter reiterado a sua recomendação de "comprar". Do lado das quedas uma nota para a Nos, que baixou 0,75% para 5,271 euros.


Juros agravam-se antes de leilão

As taxas de juro exigidas pelos investidores para apostar em dívida portuguesa estiveram a agravar-se em praticamente todos os prazos esta terça-feira, 11 de Julho. A taxa implícita a dez anos subiu 2,4 pontos base para 3,150%, depois de esta manhã já ter tocado nos 3,183%, o valor mais alto desde 29 de Maio último. Esta subida ocorre na véspera de Portugal ir ao mercado, num duplo leilão com uma maturidade de 10 e 28 anos, tendo como objectivo colocar entre 750 e 1.000 milhões de euros.


Entre os restantes países do euro, a tendência foi semelhante, com os juros de Espanha e Itália a subirem mais de dois pontos base, enquanto as "bunds" alemãs ficaram praticamente inalteradas em 0,55%.


Euribor inalteradas a três e seis meses

As taxas Euribor mantiveram-se a três e seis meses, desceram a nove meses para um novo mínimo e subiram a 12 meses em relação a segunda-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,331%, pela terceira sessão consecutiva. A seis meses, a taxa Euribor também se manteve em -0,273%, pela segunda sessão consecutiva e contra o actual mínimo de sempre, de -0,274%.No prazo de 12 meses, a taxa Euribor foi fixada hoje em -0,155%, mais 0,001 pontos do que na segunda-feira e acima do actual mínimo de sempre, de -0,163%.


Dúvidas sobre rumo da política monetária penalizam libra

A libra segue a negociar em queda face ao dólar, invertendo a tendência positiva que chegou a registar no início da sessão. A libra cede 0,29% para os 1,2844 dólares. Este desempenho verifica-se depois do discurso de Bem Broadbent. O membro do Banco de Inglaterra, que na última reunião votou a fazer da manutenção da taxa de juro, recusou-se a dar pistas sobre a sua posição e sobre o rumo a seguir na política monetária. A moeda britânica também perde valor face ao euro, recua 0,60% para 1,1232 euros.


Petróleo recupera e negoceia acima dos 47 dólares em Londres

Os preços do petróleo seguem a negociar em alta, em ambos os mercados de referência. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 1,64% para os 45,13 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, ganha 1,60% para os 47,63 dólares por barril. A matéria-prima está, assim, a recuperar das quedas recentes, apesar de ter sido divulgado um relatório que revela que a Arábia Saudita excedeu os limites de produção acordados no mês passado. Também esta terça-feira o Goldman Sachs publicou uma nota de investimento onde refere que os preços do ouro negro poderão continuar em queda, podendo até situar-se abaixo dos 40 dólares por barril, sobretudo se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não avançar com mais cortes de produção.


Troca de e-mails com a Rússia afecta ouro

O metal precioso vive uma sessão de grandes oscilações. Está a oscilar entre ganhos e perdas. Depois de na segunda-feira ter atingido o valor mais baixo em quase quatro meses, chegou a avançar 0,21%. Mas segue agora a ceder 0,02% para os 1.214,13 dólares por onça, isto depois de serem publicadas notícias que revelam que o filho do presidente americano publicou no Twitter o e-mail em que um antigo parceiro russo de negócios de Donald Trump se disponibiliza para fornecer informação "sensível" que poderia prejudicar a campanha presidencial de Hillary Clinton. 




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