Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas estreiam-se nas quedas em 2017. Euro e matérias-primas avançam

Fecho dos mercados: Bolsas estreiam-se nas quedas em 2017. Euro e matérias-primas avançam

As bolsas europeias terminaram com sinal menos pela primeira vez em 2017, arrastadas pelas perdas dos títulos das empresas de matérias-primas. Já o euro, petróleo e ouro seguem a valorizar.
Fecho dos mercados: Bolsas estreiam-se nas quedas em 2017. Euro e matérias-primas avançam
Bloomberg
Patrícia Abreu 04 de janeiro de 2017 às 17:28

Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,33% para 4.741,15 pontos

Stoxx 600 desceu 0,12% para 365,26 pontos

S&P 500 valoriza 0,54% para 2.270,07 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 1,1 pontos base para 3,895%

Euro sobe 0,69% para 1,0478 dólares

Petróleo desce 0,65% para 55,83 dólares por barril, em Londres

Bolsas marcam estreia negativa no ano

As praças europeias interromperam a toada positiva com que arrancaram o ano e fecharam a desvalorizar pela primeira vez, em 2017. O índice europeu Stoxx 600 deslizou 0,12%, penalizado pela correcção das acções do sector das matérias-primas e das fabricantes automóveis, títulos que lideraram os ganhos nas últimas sessões. Entre os vários índices, a bolsa espanhola foi a que mais caiu. O Ibex desceu 0,33%, enquanto o britânico Footsie, que recentemente tocou recordes, fechou a avançar 0,17%.

Em Lisboa, o PSI-20 somou 0,33%, um movimento positivo determinado pelos fortes ganhos da Jerónimo Martins. A retalhista disparou mais de 5%, para 15,645 euros, depois do JPMorgan ter divulgado uma nota de investimento para a empresa, onde antecipa um final de ano "forte". Já as acções do BCP estiveram a travar uma valorização mais expressiva da bolsa. O banco liderado por Nuno Amado cedeu 0,99% para 1,0624 euros, num momento em que permanece muita indefinição no sector financeiro português e europeu.

Prémio de risco do país alivia

A taxa de referência de Portugal esteve a aliviar ligeiramente esta quarta-feira, 4 de Janeiro, depois de ontem se ter aproximado da fasquia de 4%. A "yield" a dez anos caiu 1,1 pontos base para 3,895%, a corrigir dos 3,91% alcançados na sessão anterior, um máximo desde 15 de Dezembro. A pressionar as obrigações na Zona Euro está a expectativa que a recuperação da inflação na região acelere, um movimento que poderá forçar o BCE a alterar a sua política de estímulos. Ao contrário dos juros de Portugal, as "bunds" alemãs avançaram 1,2 pontos base para 0,276%, diminuindo o "spread" face à dívida portuguesa para 361,9 pontos.

Euribor fixa novo mínimo

As taxas Euribor desceram hoje a três, seis, nove e doze meses, em relação a terça-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu para -0,320%, tendo registado um novo mínimo de sempre. A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, desceu para -0,224%, menos 0,003 pontos percentuais que o valor fixado na terça-feira. Trata-se de um novo mínimo, sendo que o anterior era de -0,221% e foi atingido pela primeira vez a 22 de Novembro do ano passado.

Euro recupera antes de minutas da Fed

A moeda única europeia segue a valorizar esta quarta-feira, com o euro a aproximar-se de 1,05 dólares. O euro sobe 0,69% para 1,0478 dólares, no dia em que os investidores aguardam a divulgação das minutas relativas à última reunião da Reserva Federal dos EUA. O banco central norte-americano aumentou no último mês a sua taxa de referência para um intervalo entre 0,5% e 0,75%, aumentando a divergência face à política monetária na região do euro. As minutas deverão reiterar a intenção da entidade subir os juros três vezes este ano, caso a economia e o emprego continuem a aumentar.

Petróleo estende ganhos

Os preços do petróleo estão a estender as valorizações da última sessão, com o "ouro negro" a ser impulsionado pela notícia que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) já começaram a implementar os cortes de produção acordados no ano passado. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,67% para 52,68 dólares por barril. Já o Brent, transaccionado em Londres, baixa 0,65% para 55,83 dólares por barril. Estas subidas ocorrem num momento em que o Kowait já está a reduzir a sua produção e outros produtores deverão fazê-lo ainda em Janeiro.

Queda do dólar dá brilho ao ouro

Os preços do ouro estão a recuperar esta sessão. O metal precioso avança 0,43% para 1.163,85 dólares por onça, impulsionado pela descida do dólar, um movimento positivo para o ouro. Os investidores estão a aguardar as minutas da Fed, para perceber quais as indicações deixadas pelo Comité de Governadores da instituição em relação a novas mexidas nos juros, nos próximos meses.


A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 04.01.2017


OS CÃES RAIVOSOS DA FP_CGA

Os cães raivosos da FP_CGA abocanharam tudo e mais alguma coisa nos últimos 40 anos.

Sempre à custa dos trabalhadores e pensionistas do privado, que sustentam a FP e seus pensionistas a pão de ló.


comentários mais recentes
Anónimo 04.01.2017


OS CÃES RAIVOSOS DA FP_CGA

Os cães raivosos da FP_CGA abocanharam tudo e mais alguma coisa nos últimos 40 anos.

Sempre à custa dos trabalhadores e pensionistas do privado, que sustentam a FP e seus pensionistas a pão de ló.


pub
pub
pub
pub