Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias acompanham máximos de Wall Street

Fecho dos mercados: Bolsas europeias acompanham máximos de Wall Street

O Stoxx 600 terminou a sessão desta terça-feira em alta pela nona sessão consecutiva. Wall Street também já renovou máximos nesta sessão. O euro está a recuperar das quedas recentes e o petróleo está em queda.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias acompanham máximos de Wall Street
Reuters
Ana Laranjeiro 03 de outubro de 2017 às 17:31

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,76% para 5.439,99 pontos

Stoxx 600 subiu 0,15% para 390,72 pontos

S&P 500 valoriza 0,08% para 2.531,22 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos cedem 1,7 pontos base para 2,411%

Euro ganha 0,20% para 1,1756 dólares

Petróleo recua 0,27% para 55,97 dólares por barril, em Londres 

Bolsas europeias em alta

As principais bolsas europeias terminaram a segunda sessão da semana em alta, num dia em que as praças norte-americanas tocaram já em novos máximos históricos. Os bons dados económicos podem estar a apoiar os ganhos na Europa. Ainda ontem foi revelado que a taxa de desemprego na área da moeda única em Agosto foi de 9,1% - que continua a ser o valor mais baixo de Fevereiro de 2009.


Com a bolsa alemã encerrada por ser feriado no país, o PSI-20 liderou os ganhos no Velho Continente ao subir 0,76%, seguido pelo índice grego, que ganhou 0,56%. O índice espanhol fechou em alta (0,02%) num dia em que decorre uma greve geral na Catalunha. Os sindicatos decidiram responder à violência exercida pelas forças de segurança no último domingo, dia do referendo sobre a independência da região, com uma greve geral. Há relatos de várias estradas cortadas, a circulação dos meios de transporte foi afectada e muito do comércio está encerrado.

Entretanto, o presidente do governo autonómico catalão propôs que Madrid e Barcelona estabeleçam um diálogo preferencialmente mediado por terceiros. Pela voz do ministro espanhol dos Assuntos Europeus, o governo espanhol diz que tal hipótese não está prevista na lei.


Juros em queda

Os juros da dívida portuguesa estão a cair no mercado secundário. A dez anos, o prazo considerado de referência, descem 1,7 pontos base para 2,411%. No caso da dívida da Alemanha, os juros das obrigações a dez anos sobem 1,2 pontos base para 0,463%. No caso da dívida espanhola, verifica-se uma subida, estando a "yield" a dez anos a crescer 2,9 pontos base para 1,723%.


O movimento de subida dos juros pode estar associado, por um lado, ao facto de os dados económicos nos Estados Unidos fazerem crescer a especulação que a Reserva Federal dos EUA vai voltar a subir os juros ainda este ano. Por outro, a situação em Espanha pode estar a condicionar um pouco a negociação.

O prémio de risco da dívida nacional – medido entre a diferença entre a dívida portuguesa e a alemã – está nos 195,3 pontos.

Euribor cai a 3, 6 e 9 meses

A Euribor a três meses desceu para -0,330%. A seis meses, a taxa Euribor, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação recuou hoje para -0,273%. A nove meses, a Euribor fixou-se em -0,220%. A 12 meses, a taxa Euribor situou-se em -0,171%.

Euro recupera

Depois das quedas recentes, o euro está novamente a subir. A moeda da Zona Euro cresce 0,20% para 1,1756 dólares, acumulando um ganho superior a 11% desde o início do ano. A divisa norte-americana tem estado a valorizar face a várias outras moedas, graças aos dados económicos positivos, que estão a levar os investidores a especularem sobre uma nova subida dos juros ainda durante 2017.

Petróleo em queda

Os preços do petróleo nos mercados internacionais estão em queda, numa altura em que o mercado aguarda pela divulgação dos dados das reservas nos EUA. O inquérito da Bloomberg indica que as reservas caíram na semana passada.

A marcar ainda a negociação da matéria-prima está a previsão da Bloomberg que indica que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) produziram mais petróleo no mês passado, comparando com Agosto. Assim, em Setembro, refere o inquérito da agência, o cartel produziu 32,83 milhões de barris de petróleo por dia, mais 120 mil barris que em Agosto. O maior campo petrolífero da Líbia retomou a sua produção. Este país, que está isento de fazer os cortes acordados pelo cartel e parceiros, produziu mais 30 mil barris por dia, para um total de 920 mil barris no mês passado.

O West Texas Intermediate desce 0,40% para 50,38 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte cai 0,27% para 55,97 dólares por barril.

Ouro recupera de mínimos

O ouro, para entrega imediata, ganha 0,20% para 1.273,67 dólares por onça, recuperando assim de mínimos de próximos de sete semanas. A valorização do dólar esteve a penalizar o metal amarelo.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Porque razão têm a variação de valor absoluto das cotações normalmente erradas? Há dificuldade nas contas?

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