Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias cedem pela segunda semana, petróleo volta aos ganhos

Fecho dos mercados: Bolsas europeias cedem pela segunda semana, petróleo volta aos ganhos

As acções do Velho Continente recuaram numa altura em que a moeda única europeia se reforça frente ao dólar. O optimismo saudita segura o petróleo acima dos 62 dólares, enquanto o ouro está em máximos de quase um mês a beneficiar da incerteza em torno do plano fiscal de Trump.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias cedem pela segunda semana, petróleo volta aos ganhos
Paulo Zacarias Gomes 17 de novembro de 2017 às 17:15
Os mercados em números
PSI-20 recuou 0,25% para 5.258,57pontos
Stoxx 600 caiu 0,29% para 383,80 pontos
S&P 500 desce 0,14% para 2.582,13 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal aprecia 0,2 pontos base para 1,982%
Euro soma 0,23% para 1,1798 dólares
Petróleo soma 1,81% para 62,47 dólares, em Londres

Bolsas europeias caem pela segunda semana
As principais praças europeias regressaram às descidas, depois de ontem terem interrompido a maior série negativa no espaço de um ano e terem descolado de mínimos de dois meses. Com as perdas - ditadas pelos sectores das commodities, das telecomunicações e da banca -, os índices do Velho Continente acumularam o segundo balanço semanal negativo. Em Wall Street, o cepticismo dos investidores quanto à passagem da reforma fiscal de Trump no Congresso castiga as negociações.

Em Lisboa o sinal foi igualmente menos, levando o índice PSI-20 a fechar pela quinta semana consecutiva com perdas - a maior série em mais de dois anos. A sessão desta sexta-feira foi condicionada pelo sector energético - marcado pelo processo judicial movido pela EDP à ERSE para tentar obter o estudo sobre os contratos CMEC -, pela Semapa e pelos CTT. A travar maiores descidas estiveram a Sonae, a Nos e a Pharol. 

Juros abaixo dos 2% pelo quinto dia
Os juros exigidos pelos investidores para troca de obrigações em mercado secundário oscilam entre apreciações e alívios nos países periféricos do Sul do euro, com Itália e Irlanda a registarem descidas e Espanha e Portugal a partilharem agravamentos. 

No caso de Portugal, os juros no prazo de referência (10 anos) sobem ligeiros 0,2 pontos base, para 1,982%, sendo esta a quinta sessão abaixo dos 2%. O prémio de risco - diferença para a 'yield' praticada na mesma maturidade na Alemanha - está em 162 pontos no dia em que termina o prazo para apresentação de propostas de alteração ao Orçamento do Estado português. 

Euribor sobem a seis meses, inalteradas nos outros prazos
As taxas Euribor ficaram inalteradas nos prazos a três, nove e 12 meses e subiram a seis meses em relação a quinta-feira. A três meses, ficou pelo 13.º dia consecutivo em -0,329%, a nove meses nos -0,218% e a 12 nos -0,192%, actual mínimo de sempre.
A seis meses, o prazo mais usado em Portugal nos créditos à habitação, subiu para -0,274%, mais 0,001 pontos do que na sessão anterior.

Euro beneficia por estatuto de refúgio
A moeda europeia recupera de duas sessões de descidas, um movimento que um analista citado pela Bloomberg atribui à condição de refúgio conquistada recentemente pela divisa. "A Europa está a tornar-se num destino atractivo para pôr o dinheiro a trabalhar," disse Viraj Patel, do ING Groep NV. O Goldman Sachs vê o euro a subir até aos 1,2 dólares ao longo dos próximos 12 meses e antecipa que possa chegar a 1,25 dólares em 2019.

Já a rupia indiana sobe pela terceira sessão, tendo registado a maior subida em oito meses depois de melhoria do rating por parte da Moody’s. Entre as moedas virtuais, a bitcoin já esteve hoje próxima de um máximo de 8.000 dólares, marcada por forte volatilidade nas últimas semanas. 

Brent põe fim a cinco dias de quedas
O barril de petróleo que transacciona em Londres ganha valor pela primeira vez em seis sessões, voltando a cotar acima dos 62 dólares. A favorecer o comportamento do preço do ouro negro está o optimismo da Arábia Saudita de que o cartel de produtores da OPEP venha a prolongar os cortes em vigor na reunião prevista para o próximo dia 30.

Apesar de a Rússia - que também está abrangida pelo actual acordo - estar hesitante no seu prolongamento, o ministro saudita da Energia defendeu que a OPEP deve anunciar a extensão do entendimento, cujos efeitos cessam no final de Março.

Ouro avança para máximo de quase um mês
Às descidas nas bolsas contrapõe-se uma subida no activo de refúgio por excelência. A onça de ouro ganha pelo segundo dia e está em máximos de quase um mês, perante incertezas em torno da aprovação da reforma fiscal nos EUA, que também penalizam a nota verde norte-americana.

Já o valor do níquel cai quase 3%, para mínimos de mais de um mês, após a Indonésia ter previsto um aumento de 30% na produção deste metal. 



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