Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias com ganhos ligeiros. Petróleo desce. Dólar ganha força

Fecho dos mercados: Bolsas europeias com ganhos ligeiros. Petróleo desce. Dólar ganha força

As bolsas europeias registaram ganhos ligeiros esta terça-feira. Mas a Jerónimo Martins e a Galp pressionaram o PSI-20. No mercado cambial, o dólar ganhou força. Já o ouro continua a perder brilho.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias com ganhos ligeiros. Petróleo desce. Dólar ganha força
Bloomberg
Rui Barroso 15 de agosto de 2017 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 perdeu 0,48% para 5.243,23 pontos

Stoxx 600 subiu 0,09% para 376,50 pontos

S&P 500 segue inalterado nos 2.465,72 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 2,9 pontos base para 2,84%

Euro cai 0,38% para 1,1735 dólares

Petróleo desce 0,51% para 50,47 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias com ganhos ligeiros

As acções europeias subiram pela segunda sessão. Mas os ganhos foram bem mais moderados que os mais de 1% obtidos na sessão anterior. Esta terça-feira, o Stoxx 600 valorizou 0,09%, com os índices de turismo e lazer, saúde e "utilities" a terem o melhor desempenho. Um dos destaques do dia foi a subida das companhias aéreas. A Lufthansa e a Easyjet subiram mais de 4%, após o pedido de insolvência da Air Berlin. As acções desta companhia aérea, que não integra o Stoxx 600, perderam 34%. Chegaram a descer 50%.

Nos EUA, o S&P 500 também não tem tido grandes oscilações ao longo da sessão. Apesar de terem sido divulgados dados económicos positivos, o índice está inalterado em 2.465,72 pontos. Já o PSI-20 perdeu 0,48%. O índice da bolsa nacional foi penalizado pelas descidas de 1,45% da Jerónimo Martins, de 0,79% da Galp e de mais de 1% da Navigator e da Altri.

Juros voltam às subidas

As taxas das obrigações soberanas da Zona Euro voltaram às subidas. A "yield" portuguesa não foi excepção, subindo 2,9 pontos base para 2,84%. No entanto, o prémio de risco face à Alemanha ficou praticamente inalterado em 240 pontos base, já que a taxa germânica também subiu mais de dois pontos base para 0,433%. Já as "yields" espanhola e italiana aumentaram 3,5 e 2,6 pontos base, respectivamente, para 1,473% e 2,048%.

Euribor sobem nos prazos mais longos

As taxas Euribor subiram nas maturidades mais longas. A taxa a 12 meses aumentou 0,1 pontos base para -0,157%. No prazo a nove meses subiu também 0,1 pontos base para -0,219%. Já os indexantes a três e a seis meses não registaram alterações, mantendo-se em -0,329% e -0,271%, respectivamente.

Dólar valoriza com subida das vendas a retalho

O índice que mede a força do dólar face às outras dez principais divisas mundiais sobe 0,91%. A nota verde beneficiou da divulgação, esta terça-feira, dos dados das vendas a retalho nos EUA, relativos a Julho. Superaram as estimativas dos analistas e tiveram o maior crescimento mensal desde o início do ano. Além disso, o dólar continua a fortalecer-se contra divisas-refúgio como o iene e o franco suíço, devido à diminuição das preocupações em relação à Coreia do Norte. O euro não escapa a esta tendência. Desce 0,38% para 1,1735 dólares.

Produção nos EUA sobe, petróleo em mínimo de três semanas

As estimativas de que a produção de petróleo de xisto nos EUA suba penalizaram o petróleo. O Brent desce 0,51% para 50,47 dólares e o West Texas Intermediate desvaloriza 0,38% para 47,41 dólares. Negoceiam nos níveis mais baixos das últimas três semanas. A Administração de Informação de Energia projecta um aumento da produção de petróleo de xisto nos EUA em 6,15 milhões por dia no próximo mês de Setembro, o que, a confirmar-se, poderá dificultar o reequilíbrio do mercado.

Subida do dólar e descida do risco penaliza ouro

O ouro desce pela segunda sessão, penalizado pelo dólar mais forte e pelos menores receios em relação à Coreia do Norte. O metal amarelo desce 0,70% para 1.273,22 dólares. "O dólar mais firme está a pesar no ouro, assim como a descida da aversão ao risco agora que as tensões entre a Coreia do Norte e os EUA aparentam ter diminuído", referiu o Commerzbank, numa nota citada pela Bloomberg.




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