Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias e dólar em máximos

Fecho dos mercados: Bolsas europeias e dólar em máximos

Ao contrário das principais bolsas europeias e do Stoxx 600, que negociou em máximos de um ano, o PSI-20 desvalorizou. O dólar avançou para o nível mais alto em três semanas com reforço da expectativa sobre uma nova subida dos juros nos EUA.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias e dólar em máximos
David Santiago 13 de fevereiro de 2017 às 17:31

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,17% para 4.596,73 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,75% para 370,13 pontos

S&P 500 avança 0,14% para 2.295,67 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal abaixo dos 4%

Euro desce 0,38% para 1,0602 dólares.

Petróleo perde 2,06% para 55,53 dólares por barril em Londres

 

Europa em máximos de um ano apoiada pelo sector mineiro

O índice de referência europeu, Stoxx 600, transaccionou em máximos de Dezembro de 2015, apoiado pelos ganhos registados pelo sector mineiro, em especial a subida dos preços do cobre, acabando o dia a ganhar 0,75% para 370,13 pontos.

 

A contribuir para esta subida do Stoxx 600, que se encaminha mesmo para o maior ciclo de ganhos desde Dezembro, está a apresentação de resultados acima do esperado por parte de algumas das principais cotadas do Velho Continente bem como os dados sobre as exportações chinesas que superaram as previsões dos analistas.

 

Por cá, o PSI-20 cedeu 0,17% para 4.596,73 pontos, num dia em que o destaque foi para as quedas da Pharol e do BCP. A Pharol recuou 11,93% para 0,384 euros e o BCP perdeu 1,43% para 0,1451 euros.

 

À imagem da Europa também nos Estados Unidos o sentimento é positivo, com Wall Street a atingir novos máximos de sempre. O Standard & Poor’s 500 ganha 0,45% para 2.326,59 pontos depois de já ter estabelecido um novo recorde ao tocar nos 2.327,34 pontos.

 

Juros dos periféricos em queda após projecções da Comissão Europeia

Os juros da dívida pública caíram na generalidade dos países que integram a Zona Euro, em especial dos chamados periféricos. Isto no dia em que a Comissão Europeia divulgou as previsões de Inverno, que apontam para uma melhoria das perspectivas de crescimento para o bloco da moeda única.

 

Em Portugal os juros a 10 anos recuam 11,6 pontos base para 3,998%, estando abaixo dos 4% pela primeira vez desde 26 de Janeiro. A "yield" associada às obrigações com maturidade a 10 anos de Espanha e Itália seguem também a cair 3,8 pontos base para 1,664% e 4,6 pontos base para 2,225%, respectivamente.

Em sentido inverso, os juros da dívida grega estão a negociar em alta, já depois de o presidente do banco central grego ter alertado para os perigos relacionados com o prolongar do impasse em torno da validação da segunda avaliação periódica ao cumprimento do memorando helénico.

 

Dólar em máximos de três semanas com perspectiva de descida de juros

A moeda norte-americana está a transaccionar em máximos de três semanas nos mercados cambiais, numa altura em que ganha força a possibilidade de a Reserva Federal dos Estados Unidos anunciar um novo aumento das taxas de juros. O euro está agora a cair 0,38% para 1,0602 dólares, numa sessão em que cada euro já valeu menos de 1,0600 dólares o que acontece pela primeira vez no espaço de quase um mês.

 

Janet Yellen, líder da Fed, vai estar no Congresso americano na terça e na quarta-feira, com os investidores na expectativa de que a presidente da Reserva Federal possa fornecer pistas quanto ao momento escolhido para a previsível nova subida dos custos do dinheiro.

 

Taxas Euribor em mínimos a 9 e 12 meses

As taxas Euribor permaneceram estáveis esta segunda-feira tanto a três como a seis meses, tendo descido para novos mínimos a nove e a 12 meses. A taxa interbancária a três meses manteve-se em -0,329%, actual mínimo que foi registado pela primeira vez em 17 de Janeiro. A seis meses continuou em -0,240%, contra o actual mínimo de -0,244%, registado pela primeira vez em 26 de Janeiro.     

 

No prazo de nove meses, a Euribor foi fixada em -0,163%, novo mínimo de sempre e menos 0,002 pontos do que na sexta-feira. E nos 12 meses também desceu para um novo mínimo de sempre, ao ser fixada em -0,102%, menos 0,001 pontos do que no final da semana passada. 

Petróleo em queda com perspectiva de quebra das exportações iraquianas

Os preços do petróleo continuam em queda, tanto em Londres como em Nova Iorque. O Brent recua 2,06% para 55,53 dólares por barril enquanto o West Texas Intermediate (WTI) cai 1,86% para 52,86 dólares.

 

A justificar esta tendência está a perspectiva de que as exportações petrolíferas do Iraque recuem para mínimos de sete meses já no próximo mês de Março, o que contribuirá para fazer com que Bagdad cumpra a sua quota da redução acordada no seio dos países exportadores de petróleo (OPEP).

 

Ouro recua com menor necessidade de aposta em valor de refúgio

O ouro desvaloriza 0,88% para 1.22,276 dólares por onça, com o metal precioso a recuar novamente face aos máximos de 11 de Novembro alcançados na semana anterior.

 

Num dia marcado pela subida generalizada das cotadas que integram as principais bolsas mundiais, o ouro acabou por desvalorizar com os investidores a não precisarem de se voltar para esta matéria-prima como investimento de refúgio.


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Anónimo 13.02.2017

Só a nossa bolsa é que é uma merd@: Nem faz meninos nem saí de cima CMVM E GERINGONÇA sont des bons a rien

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